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Boletim Informativo Nº.34
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O que é o milho Bt e como foi desenvolvido?

É o milho geneticamente modificado, no qual foram introduzidos genes específicos de Bacillus thuringiensis que levam à produção de proteínas tóxicas a determinadas ordens de insetos considerados pragas (insetos que causam danos econômicos) para a cultura.

Os produtos atualmente no mercado foram, em sua maioria, desenvolvidos pelo método da Biobalística, que consiste no bombardeamento, sobre tecido vegetal imaturo, de micropartículas de tungstênio recobertas de DNA, contendo os genes de interesse, no caso gene de Bacillus thuringiensis, bem como outros elementos necessários ao seu funcionamento em plantas. Daí a origem do nome engenharia genética porque os genes são engenheirados/preparados.

Posteriormente, os tecidos que sofreram o bombardeamento são colocados em meio de cultura apropriado para a regeneração das plantas, que serão por sua vez avaliadas quanto à expressão destes genes, isto é, se produzem a proteína ou não, e sua adequação ao uso comercial.

As plantas selecionadas são denominadas de "eventos de transformação" e, através da sua multiplicação por sementes, serão a base do desenvolvimento de novos híbridos, contendo os genes introduzidos.

Uma vez fixados, estes genes se comportarão como qualquer gene que a planta já possuía (por exemplo, de resistência a doenças ou cor de grãos) e poderão ser transmitidos através das gerações seguintes em programas regulares de melhoramento genético e desenvolvimento de híbridos.




Segurança do milho Bt

Não basta obter um novo evento de milho Bt para que ele possa ser colocado no mercado. Vários testes são realizados para atestar a segurança de seu uso no meio ambiente e na alimentação humana e animal.

Inicialmente, a proteína Cry é testada em modelos animais, como ratos e camundongos, para a verificação do potencial tóxico. Um destes testes, denominado de toxicidade aguda, consiste na ingestão forçada de uma solução de proteína pura pelo animal e na observação de eventuais efeitos desta. O produto somente segue para as próximas etapas de avaliação se nenhum efeito colateral for observado ou diagnosticado. Como exemplo, pode-se citar o teste realizado com a proteína Cry1F, presente no milho Herculex®. Esta proteína foi testada em ratos até o nível de 576 mg por quilo de peso vivo e nenhum efeito colateral foi observado. Para ser exposta a um nível semelhante, uma pessoa que pese 70 kg deveria ingerir quase 5 toneladas de grãos de milho não processados. Isto sem levar em consideração o aspecto de que o aparelho digestivo humano, por não ter pH alcalino, não teria condições de degradar esta proteína cristal.

Outras análises incluem o potencial de causar alergias bem como o consumo dos grãos de milho por outros animais como frango e peixe, e o que se chama de equivalência substancial, que é a comparação do perfil nutricional do milho geneticamente modificado com o do milho convencional. O milho transgênico só será liberado comercialmente e, portanto, irá para o mercado quando, nestas análises, o conteúdo nutricional entre o milho transgênico e o convencional forem exatamente os mesmos, exceto, é claro, a presença da proteína inserida.

Nas análises de segurança ambiental, organismos não-alvo como insetos de outra ordem, classe ou espécie, inimigos naturais e insetos benéficos como abelhas, por exemplo, são expostos às proteínas inseridas ou a grãos de pólen que as expressem e são avaliados os seus efeitos.

Se todos os testes apresentarem resultados dentro das faixas esperadas e ficar comprovado que não há risco de dano ou prejuízo à saúde e ao meio ambiente, estes dados são compilados e submetidos às autoridades competentes do país onde se pretende comercializar o produto, para a análise e à aprovação de uso e consumo. No Brasil estas análises são feitas pela CTNBio e a aprovação de um produto em um país não garante que o mesmo seja aprovado em outro. Por exemplo, o evento MON810 (YieldGard®) foi aprovado em 1996 nos Estados Unidos, em 1998 na Argentina e, somente, em 2007 no Brasil.


Uso comercial do milho Bt no controle de lagartas

Existem, no mercado internacional, três marcas de milho Bt para o controle de lagartas de lepidópteros: YieldGard® CB (também conhecido como MaisGard®, MaizGard®) da Monsanto; Agrisure® CB da Syngenta; e Herculex® I desenvolvido pela Dow AgroSciences em conjunto com a Pioneer®. Os dois primeiros contêm a proteína Cry1Ab e, o último, a proteína Cry1F e todos têm como alvo as lagartas de lepidópteros.

A Pioneer estabeleceu um contrato de desenvolvimento e comercialização da tecnologia do milho com genes do Bt com as empresas Monsanto, por meio da marca YieldGard®, e com a Dow AgroSciences, por meio da marca Herculex® I, e deverá comercializar seus híbridos com ambas as marcas, sendo numa primeira etapa o milho Bt – MON 810 – YieldGard®, recentemente liberado para comercialização no Brasil.

A tecnologia YieldGard® está inserida em todos os híbridos Pioneer atualmente comercializados e também fará parte dos híbridos futuros. Caberá à empresa a decisão de quais híbridos serão disponibilizados ao mercado na versão YieldGard®.


® YieldGard, MaizGard e MaisGard – Marcas registradas da Monsanto Company
® Agrisure – Marca registrada da Syngenta
® Herculex – Marca registrada da Dow AgroSciences


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Clique aqui, faça o download da Revista Pioneer Responde sobre Milho Bt e tire as suas dúvidas.
  Milho Pioneer com o gene YieldGard®.pdf    1.916 kb


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