Recentemente tem-se preconizado milhos "dentados" (grão mole) para silagem, tendo como premissa que esses materiais têm maior digestibilidade do grão. Contudo, as pesquisas demonstram que no momento ideal da ensilagem não existe diferença significativa entre a digestibilidade quando comparados aos híbridos do tipo "grão duro" (Tabela 3). No entanto, a principal desvantagem de se empregar os milhos de "grão mole" para silagem é que esses materiais são mais susceptíveis a pragas e doenças devido, em grande parte, a sua genética mais "temperada" e, por isso, apresentam menores produtividades de forragem e, principalmente, de grãos.
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O ponto ideal de colheita é quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca (MS), de melhor qualidade nutricional, geralmente quando os grãos atingem o estádio de farináceo-duro (50% da linha do leite) e a planta pode ter teores de MS, variando entre 32 e 38%. A antecipação do corte eleva consideravelmente os custos da silagem produzida em virtude de se estar armazenando e transportando mais água para o silo, menos nutrientes (energia) e perder parte da qualidade na forma de efluente ("choro da silagem").
A redução da presença de grãos nas fezes dos animais ocorre porque se diminuiu, em muito, a quantidade de grãos na silagem.
Trabalhos realizados na Fundação ABC indicam que a antecipação de corte do milho para silagem, em função da menor quantidade de grãos, eleva os teores de fibra e reduz, sensivelmente, os teores de energia (NDT) da silagem de milho (Tabela 4). Do ponto de vista econômico, a desvantagem para o produtor é que os menores teores de energia da silagem demandam maiores quantidades de ração concentrada, o que eleva de maneira significativa os custos de produção.
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