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Biotecnologia

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Boas Práticas de Manejo

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Boas Práticas de Manejo

Com o objetivo de divulgar estratégias adequadas para a correta utilização e manutenção de plantas geneticamente modificadas resistentes a insetos, o CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia) desenvolveu um programa de técnicas de manejo denominado “Boas Práticas Agronômicas”. Esse conjunto de práticas incorporam recomendações de MIP (Manejo Integrado de Pragas) e MRI (Manejo de Resistência de Insetos). No Brasil, seis estratégias de manejo foram identificadas pelo CIB, para que o manejo integrado seja realizado com sucesso em culturas que utilizam tecnologias Bt:

 

1 - Dessecação antecipada:

Recomenda-se fazer uma dessecação aproximadamente 30 dias antes do plantio, evitando assim presença de massa verde no momento da semeadura. Se necessário, realizar uma segunda dessecação logo antes do plantio, visando controlar o primeiro fluxo de plantas daninhas após a primeira dessecação. Recomenda-se, em caso de presença de pragas na área, fazer aplicação de inseticida logo após a dessecação.

2 - Uso de sementes certificadas:

As sementes certificadas tem a origem controlada, proporcionando ao produtor segurança sobre a pureza genética e qualidade fisiológica da variedade adquirida e seus benefícios, como características agronômicas e potencial produtivo.

3 - Uso de tratamento de sementes com inseticidas:

O tratamento de sementes com inseticidas visa a proteção das plantas na fase de desenvolvimento inicial contra as pragras, com a manutenção do estande inicial da lavoura. Considerando o Manejo de Resistência de Insetos (MRI), o tratamento de sementes auxilia no estabelecimento de plantas nas áreas de refúgio e serve como diferente modo de ação em áreas Bt na fase inicial de desenvolvimento da lavoura.

4 - Adoção de áreas de refúgio estruturado:

O refúgio consiste em uma área cultivada com plantas não Bt em lavouras de milho e soja resistentes a insetos (Bt). A função do refúgio é permitir a sobrevivência de insetos suscetíveis à toxina inseticida Bt para acasalamento com os eventuais indivíduos resistentes provenientes das áreas plantadas com biotecnologia. Os indivíduos gerados serão suscetíveis e, portanto, controlados pela tecnologia Bt.

A proposta de manejo de áreas de refúgio de milho e soja, visando otimizar a sua efetividade como ferramenta de MRI (Figuras 1 e 2), baseia-se nas seguintes recomendações:

  • a. Adoção de 10% de área de refúgio estruturado efetivo para milho, e 20% de área de refúgio para a soja;
  • b. O plantio da área de refúgio estruturado efetivo pode ser feito de diversas maneiras (Figura 3), desde que seja mantida uma distância máxima de 800 metros de b. O plantio da área de refúgio estruturado efetivo pode ser feito de diversas maneiras (Figura 3), desde que seja mantida uma distância máxima de 800 metros da área com milho ou soja Bt. Entretanto, para uma maior efetividade da área de refúgio como ferramenta de MRI, recomenda-se a sua implantação em faixas, ou dentro do mesmo bloco, favorecendo, assim, o acasalamento aleatório entre indivíduos provenientes das áreas de Bt e refúgio;
  • c. Uso opcional de TS com inseticida para controle de lagartas;
  • d. Uso de inseticidas – Nas áreas de refúgio (milho não Bt), para o controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) as aplicações de inseticidas deverão ser feitas quando 20% das plantas atingirem o nível 3 da Escala Davis (raspagens iniciais). Para garantir a efetividade do refúgio como ferramenta de MRI, recomendam-se no máximo duas pulverizações até o estágio V6 (seis folhas verdadeiras). Idealmente, as pulverizações da área de refúgio devem acontecer simultaneamente às pulverizações da área com milho Bt.
  • e. Uso de inseticidas (soja) – Os inseticidas químicos e biológicos podem e devem ser utilizados para o controle complementar dos insetos na lavoura Bt e/ou no refúgio, quando o nível de dano apropriado for atingido (tabela 1). As áreas de refúgio não devem ser pulverizadas com inseticidas biológicos que contenham o Bacillus thuringiensis. Idealmente, as pulverizações da área de refúgio devem acontecer simultaneamente às pulverizações da área com soja Bt.

Consideramos ser essa a melhor relação entre o dano econômico e o refúgio estruturado efetivo como produtor de insetos suscetíveis.

 

Figura 1 - Proposta da Manejo

 

Figura 2 - Manejo da Lagarta-do-cartucho no refúgio estruturado efetivo

 

Figura 3 - Exemplos de área de refúgio estruturado efetivo

Vetor Nível de dano na fase vegetativa Nível de dano na fase reprodutiva
Anticarsia gemmatalis 30% de dano / 20 lagartas/m 15% de dano / 20 lagartas/m
Chrysodeixis includens / Rachiplusia nu
Heliothis virescens / Helicoverpa spp. 30% de dano / 4 lagartas/m 15% de dano / 2 lagartas/m

Tabela 1 - Resumo da recomendação para soja Bt

O plantio de refúgio é obrigatório para lavouras com a tecnologia Intacta RR2 PRO®. Todos os produtores que plantam Intacta assinam o Acordo de Licenciamento da Tecnologia e, neste documento, o produtor compromete-se a plantar o refúgio conforme requerimentos disponíveis aqui (20% da área a uma distância máxima de 800 metros), reconhecendo que o refúgio é essencial para a preservação da tecnologia.

5 - Controle de plantas daninhas voluntárias:

Algumas plantas daninhas podem hospedar insetos-praga das culturas subsequentes, permitindo que uma quantidade significativa sobreviva nas áreas de cultivo no período de entressafra. Além disso, ervas daninhas ou plantas voluntárias podem ser fontes de lagartas em estágios mais avançados, que apresentam maior dificuldade de controle pela tecnologia Bt.

Certas práticas podem contribuir para o controle eficaz das ervas daninhas, assim como para a prevenção da resistência aos herbicidas, tais como:

  • a. Não deixar áreas em pousio: empregar as práticas integradas de manejo de plantas daninhas durante o ano, focando o manejo do banco de sementes (rotação de culturas e coberturas);
  • b. Começar a cultura no limpo: aplicar um controle efetivo antecipadamente no pré-plantio e, se necessário, usar um pré-emergente em áreas de elevada pressão de plantas daninhas;
  • c. Utilizar a dose e o momento correto de aplicação dos produtos no sistema de manejo, observando-se as melhores condições de aplicação;
  • d. Utilizar o manejo pós-colheita: associação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. O manejo inadequado de plantas daninhas e voluntárias pode trazer sérias consequências. (Figuras 4 e 5).
  •  

    Figura 4 - Plantas daninhas resistentes / Figura 5 - Plantas daninhas resistentes e voluntárias

    6 - Monitoramento da ocorrência de pragas na lavoura e controle de insetos:

    O monitoramento de pragas determina a situação de infestação de insetos na lavoura e é uma referênica para o momento adequado de aplicação de inseticidas. Para o milho, o nível de ataque de pragas crtítico a ser utilizado para a determinação de aplicação de inseticidas é diferente para a lavoura Bt e o refúgio.

    Na Figura 6 são apresentadas as formas mais utilizadas para o monitoramento da lavoura: os padrões de zig-zag ou de perímetro.

     

    Figura 6 - Padrões zig-zag e perímetro

    Assim, o monitoramento constitui-se como a base de todo e qualquer programa de manejo integrado de pragas, devendo ser uma prática rotineira realizada durante todo o ciclo da cultura. Sempre que for necessário realizar mais de uma aplicação de inseticida, deve-se alternar os modos de ação de maneira a evitar a seleção de insetos resistentes.

    Para mais informações acesse www.boaspraticasagronomicas.com.br.