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Artigos

13/08/2009

10 Anos de Soja Pioneer® no Brasil

Em março de 1999, a Pioneer Sementes estabelece o marco inicial da entrada no segmento de soja no Brasil com a aquisição do programa de melhoramento da Sementes Dois Marcos, situada em Cristalina (GO). Naquele momento, a Pioneer sendo líder do maior mercado produtor de soja do mundo (Estados Unidos da América) desejava estender esta liderança ao segundo maior produtor, o Brasil. Assim, inicia-se uma nova fase do melhoramento genético de soja no Brasil, onde a Pioneer começa os trabalhos no Brasil Central, trazendo todo seu arsenal tecnológico para oferecer produtos da mais alta qualidade, mantendo o respeito ao produtor.

Para a Pioneer, a semente de soja não é apenas um meio de propagação ou multiplicação. A semente é vista como o maior e melhor veículo para a introdução e adoção de tecnologia. Basta olhar com um pouco mais de detalhe tudo o que uma semente contém. É nela que está todo o potencial produtivo, a capacidade de resposta ao uso de tecnologia, a tolerância às pragas e doenças, a capacidade de adaptação a diferentes regiões e tipos de solos, de suportar adversidades ambientais como a seca ou o excesso de chuvas ou, ainda, extremos de temperatura.

A semente é o veículo dos produtos utilizados no tratamento de sementes e, mais recentemente, por meio da biotecnologia, a semente tem sido o veículo de tolerância a determinados herbicidas e da resistência a algumas espécies de insetos, facilitando e melhorando os processos operacionais na propriedade rural, a qualidade de vida do produtor e a proteção do meio ambiente.

O melhoramento genético de soja pode ser considerado como um processo contínuo de geração de novas variedades. Uma boa variedade deve ter alta produtividade e estabilidade nos mais variados ambientes (anos, solos, altitudes, regime de chuvas, etc.) possíveis. A estabilidade é conferida pela introdução de resistência às doenças e insetos, resistência ao Nematóide do Cisto e de Galhas, e pela introdução de características agronômicas especiais como arquitetura de plantas, tolerância a solos fracos, penetração profunda das raízes e alta qualidade fisiológica das sementes. Assim, permite à planta tolerar os fatores adversos que comprometem a produção e que se diferenciam de ano para ano, de propriedade para propriedade e de talhão para talhão.

A utilização das modernas técnicas usadas no melhoramento genético (biotecnologia e engenharia genética), como marcadores moleculares e transformação de plantas, são importantes ferramentas na introdução de novas características e no processo de seleção de cultivares superiores. Estas técnicas aliadas aos mais de 50 locais de ensaios implantados pela pesquisa nas diferentes regiões produtoras de soja do Brasil Central asseguram grande confiabilidade nas variedades comercializadas pela Pioneer, que se orgulha de ser reconhecida como a empresa que possui cultivares com a melhor qualidade de sementes e maior produtividade. Para isto a Pioneer fez grandes investimentos ao longo destes dez anos. Desde a aquisição da empresa Dois Marcos, a Pioneer aumentou e qualificou o corpo de pesquisadores, amplificou a qualidade e número dos locais de testes, construiu os laboratórios de fitopatologia e, recentemente, implantou as estações experimentais em Sorriso (MT) e Palmas (TO).

Regimentalmente, os resultados de VCU (Valor de Cultivo e Uso) são utilizados para registro e recomendação de novos produtos. Esses testes oferecem aos pesquisadores informações sobre a capacidade adaptativa e produtividade dos materiais experimentais submetidos a variadas combinações de tipos diferentes de solos, fotoperíodos, regimes de chuva e de temperatura, níveis de fertilidade, práticas de cultivo, pressão de doenças e infestações de pragas.

Entretanto, apesar de atender a todos os pressupostos da estatística experimental, a utilização de parcelas pequenas sempre causaram desconforto do ponto de vista do agricultor e consultores quanto à sua representatividade quando comparadas aos amplos campos de produção. Muitos produtos amplamente aprovados em parcelas experimentais, quando cultivados em áreas extensas ou em diversas condições de cultivo não apresentaram desempenho similar.

Assim, para contornar esta questão, no sistema Pioneer, os novos materiais genéticos finalmente selecionados e aprovados pela Pesquisa nos ensaios de VCU ainda não estão prontos para serem lançados comercialmente. Para refinar a seleção e melhor posicionar os novos produtos para um máximo de desempenho e sucesso dos clientes, os pesquisadores, o departamento técnico e de produção, as gerências comerciais e a equipe de vendas avaliam conjuntamente os novos produtos numa rede de ensaios denominada de PAT (Ensaio de Avanço de Produtos), confrontando com os melhores produtos comerciais da Pioneer e dos concorrentes por até mais dois anos.

Os ensaios de PAT caracterizam-se por parcelas de tamanho variado, mas centenas de vezes maiores que parcelas experimentais, plantados, conduzidos e colhidos por produtores, em número de ambientes testados de até dez vezes superior ao número de locais de VCU. Somente os materiais aprovados nos ensaios de PAT são avançados como novos produtos comerciais, recebendo denominação definitiva, vindo a fazer parte do catálogo de produtos Pioneer. Desta forma, o processo de avanço de produtos envolve os mais diversos Departamentos da Pioneer Sementes com o único objetivo de lançar novos produtos claramente superiores aos que estão no mercado e adaptados às mais diferentes regiões.

A adição desta etapa no processo de desenvolvimento de produtos pode, aparentemente, ser considerado como um processo mais demorado. Entretanto, este sistema é extremamente seguro, baseado em décadas de experimentação e de muita experiência em melhoramento de plantas, para recomendar o plantio somente dos melhores produtos para cada agricultor obter o máximo de produtividade.

Para o futuro, a introdução de novas características (novos genes) na agricultura nacional fará com que o produtor tenha em suas mãos diversificadas opções de escolha. Pode-se citar que, em breve serão lançadas novas cultivares de soja com resistência genética a lagartas e possivelmente a percevejos, maiores teores de óleo e proteína, melhor qualidade nutricional para atender um mercado crescente em demanda por produtos mais saudáveis, bem como novos genes que conferem maior tolerância aos efeitos da seca e, principalmente, genes que aumentam a produtividade de grãos.

A utilização das novas cultivares de soja da Pioneer (P98Y11, P98R31, P98Y40, P98Y51 e P98Y70), inegavelmente, tem contribuído, de forma significativa, para o aumento de produtividade e estabilidade de produção nas diversas regiões produtores de soja do Brasil. Alta produtividade com máxima rentabilidade é o objetivo primário da Pioneer Sementes. ​

Autor:
Luis Prado
Gerente de Pesquisa Soja da Pioneer Sementes
Fonte: