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Artigos

20/01/2010

Pioneer® disponibiliza Sistema de Solução Completa, para uma safrinha cheia de oportunidades

A decisão pelo nível tecnológico a ser adotado num cultivo é resultado da análise mercadológica e de suas implicações sobre o planejamento financeiro dentro da propriedade. Com a estimativa de redução da área de milho na safra 2009/10 na América Latina, o Brasil poderá experimentar um desabastecimento no primeiro semestre do próximo ano, principalmente se as exportações superarem os 7,0 milhões de toneladas até o final de 2009, o que, em última análise, poderá influenciar positivamente os preços do milho para a safrinha.

Além do cenário mercadológico positivo, deve-se considerar também as previsões climáticas, ou seja, o ambiente. De acordo com os últimos levantamentos agroclimáticos, teremos um ano de El Niño, o que significa a condição ambiental com melhor regime de chuvas. Este ano as chuvas iniciaram cedo, permitindo o plantio na época que proporcionará o plantio da safrinha dentro do período com maior segurança de colheita e com qualidade. Para somar a estes aspectos positivos, o custo atual da lavoura de milho é dos menores dos últimos anos. Como resultado desta combinação positiva, o produtor encontrará na safrinha 2010 a segurança para investir em tecnologia, visando o incremento de produtividade e a melhoria da rentabilidade para o seu negócio, pois terá a oportunidade de ganhar nas duas pontas: preço e produtividade.


A semente como veículo de tecnologia

Investir em tecnologia é a saída para aumentar a produtividade, reduzir o custo por saca produzida e, com isto, garantir melhores rentabilidades. Pensando nisso, a Pioneer, nos últimos anos, ao analisar a evolução tecnológica da cultura do milho, vem observando que a semente tornou-se o insumo de maior valor tecnológico, caracterizando-se como uma das principais estratégias para alcançar sucesso neste cultivo. Na verdade, a semente carrega o potencial produtivo, a tolerância às doenças, a estabilidade em condições de estresse por secas e geadas, a qualidade de grãos, a tecnologia do milho Bt e tantas outras características importantes. A genética atual tem permitido excelentes níveis de resposta produtiva e estabilidade.

Dentro do conceito “a semente como veículo de tecnologia”, a Pioneer desenvolveu um pacote tecnológico que envolve quatro principais estratégias para o mercado de milho safrinha aqui denominado A SOLUÇÃO COMPLETA.
- SCH – Sistema de Combinação de Híbridos
- Genes Nativos
- Tecnologia do Milho Bt
- Tratamento Industrial de Sementes


SCH – Sistema de Combinação de Híbridos
A seleção de híbridos de milho para a safrinha deve ser feita, levando-se em conta as peculiaridades de cada região, da lavoura em questão e das características especiais deste período de cultivo. Assim sendo, a adoção do Sistema de Combinação de Híbridos deverá ser feita de forma a combinar características como Potencial Produtivo, Precocidade e Defensividade de forma complementar, visando segurança e estabilidade da produção.

A Tabela 1 apresenta os principais híbridos recomendados para a safrinha e os seus respectivos resultados médios alcançados nas duas últimas safrinhas dos ensaios de competição de híbridos das principais Cooperativas do Oeste do PR. Como resultado final, observa-se que a utilização do SCH foi responsável pela produtividade média de 134,3 sc/ha. 

 

Para a safrinha do MS, MT, SP e GO, a Pioneer possui amplo conjunto de híbridos que, uma vez combinados, permitem formar um Sistema de Combinação ideal, assegurando precocidade, potencial produtivo e defensividade na dose certa para cada situação.

Evidentemente que os resultados de produtividade dos híbridos são dependentes da interação com o ambiente e o manejo adotado, em especial a época de plantio. Neste contexto, o maior volume de determinado híbrido é definido pelo seu perfil agronômico frente às características que ele pode encontrar naquele ambiente e na referida época de plantio. Pequenos ajustes nos volumes dos híbridos podem ser realizados em função de condições microrregionais, através de consulta ao Departamento de Produto e Tecnologia ou ao Representante de Vendas da Pioneer.


Genes Nativos
Com o advento da biotecnologia e as ferramentas de seleção assistida, a Pioneer desenvolveu marcadores moleculares que permitem identificar e selecionar, com maior precisão, genes nativos de milho para os programas de melhoramento. Com esta técnica é possível introduzir nova característica corrigindo uma deficiência do híbrido, sem afetar as demais. No caso específico de doenças foliares como, por exemplo, a Ferrugem Polysora, cuja ocorrência é mais frequente nos primeiros plantios de safrinha, muitos híbridos de alto potencial produtivo não eram comercializados em função da alta suscetibilidade a esta doença.

Na tabela 2 pode-se observar o resultado comparativo entre o hibrido suscetível e sua versão NSR (tolerante à Ferrugem Polysora) em ensaios realizados no ambiente de safrinha em áreas de alta pressão desta doença, onde a versão tolerante produziu 13,9 sc/ha a mais em relação ao suscetível.

  

 

Além da Ferrugem Polysora, a Pioneer desenvolveu marcadores moleculares com foco em doenças como, por exemplo, Puccinia sorghi, Helmintosporium turcicum, Colletotrichum graminicola e Cerpospora spp.

Desta forma, híbridos de alto potencial produtivo que, em muitas situações, eram limitadas a um determinado plantio, em função de sua suscetibilidade a uma doença, passa agora a ser tolerante. Graças a estas técnicas, os produtores poderão plantar híbridos de maior potencial produtivo com maior segurança e estabilidade.


Tecnologia do milho
Bt
Na safrinha de milho anterior, do total de sementes híbridas comercializadas, aproximadamente 12% foi plantada com sementes geneticamente modificadas, ou seja, cerca de 600.000 ha foram plantados com a tecnologia do milho Bt.

O rápido crescimento da utilização desta tecnologia foi observado, principalmente, pelos resultados obtidos em produtividade e pela redução das aplicações de inseticidas para o controle da lagarta-do-cartucho. Em trabalhos realizados pela Pioneer na safra verão (Tabela 3), comparando 8 híbridos Bt com seus respectivos convencionais, em 255 locais de testes, houve diferença média de rendimento de 8,7% a favor dos híbridos com o gene Bt. Isso representou, aproximadamente, 11,5 sacos de milho a mais por hectare. Além disso, nas avaliações de grãos ardidos, observou-se redução de 40% na incidência, o que representou redução média de 4,4% para 2,9%.

 

 
Para a safrinha 2010, além da tecnologia YieldGard®, a Pioneer também comercializará seus híbridos com a nova tecnologia aprovada no Brasil para o controle de insetos lepidópteros, o Herculex®I. Entre os principais benefícios desta tecnologia destacam-se a alta eficiência de controle para a lagarta-do-cartucho e da lagarta-rosca.
 

Contudo, para se explorar ao máximo os benefícios destas tecnologias, é importante considerar a utilização do milho Bt, quer seja YieldGard® ou Herculex®I, como ferramenta dentro do MIP (Manejo Integrado de Pragas). Em outras palavras significa que as lavouras devem ser monitoradas, já que lagartas remanescentes na palhada ou ocorrência de forte pressão destes insetos podem determinar aplicações complementares de inseticidas.

Além disso, uma condição importante para a continuidade da tecnologia é a adoção da área de refúgio definida em 10% da área total da lavoura, onde devem ser cultivados híbridos convencionais. Nas áreas de refúgio pode ser feita a pulverização com inseticidas desde que estes não tenham como principal ingrediente da formulação, o Bacillus thuringiensis. Esta prática possibilita o cruzamento de indivíduos possivelmente tolerantes à toxina Bt com indivíduos suscetíveis, gerando população descendente de indivíduos suscetíveis, diminuindo assim a possibilidade da produção de gerações resistentes deste inseto.

Outro aspecto ligado ao plantio do milho geneticamente modificado está regulamentado pela Lei de Biossegurança e pela Resolução Normativa n° 4, conhecida como Norma de Coexistência. Ela define que o produtor que for plantar qualquer híbrido de milho geneticamente modificado deverá respeitar a distância mínima de 100 metros entre a sua lavoura e a lavoura de milho convencional vizinha ou 10 linhas de milho convencional de mesmo ciclo e porte, mais 20 metros. Mais detalhes sobre a Norma de Coexistência, aqui.

 

Tratamento Industrial de Sementes
Complementando o Sistema de Soluções Completas da Pioneer, existe o Tratamento Industrial de Sementes. Anteriormente à utilização do milho Bt, uma das principais estratégias para o controle de insetos lepidópteros nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura do milho convencional era a utilização do tratamento de sementes com produtos cujo ingrediente ativo pertencia ao grupo químico dos carbamatos como, por exemplo, os produtos à base de Thiodicarb.

Considerando-se que o Thiodicarb pode atuar negativamente sobre a qualidade fisiológica da semente, dependendo do prazo transcorrido entre o tratamento e o plantio, ou seja, quanto maior o tempo, maior o risco de provocar danos às sementes e ao estande final da lavoura, a operação do tratamento de sementes com produtos à base deste princípio ativo só podia ser feita pela revenda ou cooperativa e, em alguns casos, o próprio produtor, desde que plantando as sementes logo após o tratamento, o que minimizava os efeitos indesejáveis sobre a qualidade das sementes.

Com o advento do milho Bt surgiram alguns questionamentos em relação à necessidade de se continuar realizando o tratamento de sementes com produtos do grupo dos carbamatos, já que a tecnologia do milho Bt possui ação sobre os mesmos insetos controlados pelos inseticidas deste grupo. Neste sentido, a Pioneer fez testes, comparando a eficiência da tecnologia Bt (YieldGard®) em relação ao tratamento com Thiodicarb, no ambiente de safrinha.

De acordo com os resultados (Tabela 4), pode-se observar que o tratamento contendo Thiametoxan apresentou redução de 6% no número de plantas atacadas por percevejo, o que contribuiu para a manutenção da população final de plantas de cerca de 1.000 plantas/ha a mais em comparação ao tratamento contendo Thiodicarb. Neste caso, o resultado de produtividade do tratamento Thiametoxan associado à tecnologia YieldGard® foi superior ao tratamento contendo Thiodicarb em 3,4 sc/ha. Em outras palavras, a tecnologia YieldGard® foi tão eficiente quanto o produto Thiodicarb no controle dos insetos lepidópteros nas fases iniciais de desenvolvimento do milho.

 
Com base nos dados gerados nestes experimentos, o tratamento de sementes industrial à base de Thiametoxan e Fipronil passa a ser uma prática de manejo estratégica diante desta mudança no espectro de controle de pragas. Outro ponto de inovação, e sem custo adicional para o produtor, é a adição do polímero associado às sementes, contendo tecnologia Bt e Tratamento de Sementes Industrial (TSI). O polímero, além de permitir melhor aderência destes produtos à semente, garantindo que a dose utilizada esteja realmente aderida às sementes, elimina a formação de pó, diminui a aderência entre as sementes melhorando a fluidez e, por consequência, melhorias na plantabilidade final das lavouras.
 
A Pioneer colocará à disposição de seus clientes um sistema tecnológico ofertado através da combinação de seus híbridos com a tecnologia Bt (YieldGard® ou Herculex®I) mais Tratamento Industrial de Sementes com Cruiser® ou Standak® ou associação de ambos e polímero.
 
SOLUÇÃO COMPLETA: este é o novo conceito desenvolvido pela Pioneer e que estará à disposição dos agricultores na safrinha 2010.​
 
 
Autor:
Rafael Seleme
Eng. Agrônomo, Coordenador Técnico da Região do Paraná, da Pioneer Sementes
Fonte: