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Artigos

21/12/2010

Qualidade de Plantio – Uma nova abordagem

O cultivo de milho no Brasil está em constante evolução. Os maiores avanços tecnológicos são observados nos programas de melhoramento de milho que utilizam suas sementes como veículo de tecnologia. Como exemplo desta evolução, a Pioneer® leva até o mercado mais uma inovação chamada Sistema de Solução Completa.

Formado pela Combinação de Híbridos com alto potencial e estabilidade produtiva, disponível nas tecnologias YieldGard®, Herculex®I e Roundup Ready® e tratadas com inseticidas e fungicidas específicos na indústria, as sementes carregam um pacote tecnológico que, se bem utilizado pelos técnicos e produtores, pode assegurar os investimentos e a rentabilidade dos negócios.

Dessa forma, é crescente a necessidade de se investir em melhorias de processos. Por exemplo, realizar uma operação de plantio de forma mais eficiente como forma de garantir o estabelecimento inicial da lavoura, maximizando as chances de sucesso neste cultivo.


Qualidade de Plantio
A qualidade de plantio é um dos principais fatores que pode influenciar o resultado final da lavoura. Cada híbrido de milho possui uma população ideal que, quando combinada com boas práticas de manejo, pode refletir em ganhos expressivos de produtividade.

Contudo, além da população, deve-se atentar para que as sementes sejam plantadas em profundidade adequada, com um bom contato solo-semente e bem distribuídas na linha de plantio. Na figura 1 podemos observar exemplo de desuniformidade de plantio em função da variação da distância entre plantas na linha.

 

 

Mesmo atingindo o número desejado de sementes por metro, se a semente não for distribuída de maneira uniforme tanto em profundidade (uniformidade de germinação) quanto na linha de plantio, o potencial de rendimento desta lavoura já estará comprometido.

Podemos medir a uniformidade de plantio na linha através do % de falhas e % de duplas. Porém, não conseguimos mensurar as sementes que simplesmente foram deslocadas durante o processo de plantio (Figura 1a). Por este motivo, existe uma maneira mais adequada de determinar a uniformidade, que é através da utilização do coeficiente de variação (CV) ou do desvio padrão. Quanto maior for este coeficiente, maior é a variação da distância entre plantas.

No gráfico 1 pode-se observar o efeito da uniformidade de plantio na linha medida em % de coeficiente de variação (% CV) em função do tipo de semeadora e da velocidade de plantio (estudo realizado pela Pioneer® Sementes no Brasil). 

 

Observe que, independentemente do tipo de semeadora, a velocidade de plantio influencia diretamente na uniformidade de plantio com efeito maior na semeadora a disco a partir da velocidade de 6 km/h.

Trabalhos realizados pela Pioneer indicam que o % de CV aceitável seria de até 25%, e que, a cada 10% de CV, mesmo obtendo a população de plantas desejada, há uma redução no rendimento de aproximadamente 128 kg/ha. Estudos realizados pela Pioneer no Brasil mostram que em média, o % de CV das lavouras está acima dos 30% e podendo, em alguns casos, ser maior que 60%. Fato que também foi identificado em estudos de algumas instituições de ensino e pesquisa brasileiros.

Existem inúmeros outros fatores que contribuem para obtermos excelente qualidade de plantio além do tipo de semeadora e velocidade de plantio.

Mas, o que o produtor não pode abrir mão é realizar a manutenção e o ajuste prévio de toda a semeadora e saber, durante o plantio, se a operação está sendo realizada de maneira que o potencial de rendimento seja mantido. Podemos chamar isto de monitoramento da qualidade de plantio. Saber o que está acontecendo em tempo real é o fator chave para o sucesso desta operação.


Gerenciando a qualidade de plantio
O produtor pode realizar o monitoramento utilizando técnicas tradicionais através da abertura dos sulcos de plantio para a contagem dos parâmetros de qualidade como o número de sementes por metro, o % CV da distância entre plantas, a verificação da pressão da roda compactadora, a profundidade de plantio e sua uniformidade.

No caso de áreas mais tecnificadas pode-se utilizar monitores de plantio que demonstrem estes parâmetros de qualidade. Mas, vale lembrar que, somente a informação da população de plantas, ou se estão caindo ou não sementes, não é suficiente para sabermos se o plantio está sendo bem realizado. Os monitores de plantio devem fornecer, além destes fatores, os demais parâmetros de qualidade já mencionados.

Produtores que possuem seu processo de produção otimizado, com um parque de máquinas enxuto, devem possuir equipamentos mais confiáveis que permitam a rápida regulagem, independentemente do tamanho e tipo de semente, e que forneçam os parâmetros de qualidade em tempo real para evitar ao máximo o tempo parado dos equipamentos. Somente com base nos parâmetros de qualidade no momento do plantio é que o operador pode tomar a decisão de continuar plantando, até mesmo ajustar a velocidade de plantio ou parar para realizar algum ajuste na semeadora a tempo. Assim, o monitoramento constante da operação de plantio deve ser feito, independentemente da tecnologia de plantio utilizada.​

 

Autor:
Delson Horn
Eng. Agrônomo, Msc. Six Sigma Black Belt (Melhoria de Processos) da Pioneer
Sementes
Fonte: