Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksInício / Media Center / Artigos

Artigos

16/02/2011

Manejo de Percevejos no Milho Safrinha

Nos últimos anos, a cultura do milho safrinha teve aumento expressivo na área cultivada, sendo que a maioria das lavouras é plantada após a colheita da soja. Neste sistema, algumas pragas que eram consideradas importantes apenas na cultura da soja, hoje, também causam prejuízos significativos nas lavouras de milho.

Há dois anos, quando as lavouras de milho eram plantadas apenas com híbridos convencionais, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) era considerada a principal praga desta cultura. Contudo, com a liberação comercial da tecnologia Bt e possibilidade de controle desta praga, outros insetos, como os percevejos, ganharam importância a ponto de merecerem especial atenção de técnicos e produtores na condução de suas lavouras.

Atualmente, existem dois gêneros de percevejos que são considerados pragas da cultura da soja e que causam enormes prejuízos nas lavouras de milho safrinha: o percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus) e (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistos heros). Em função de seu comportamento e hábitos alimentares, a identificação destes insetos a campo é difícil. De forma geral, eles podem ser encontrados sob restos de cultura (palhada) nos horários mais quentes do dia, bem como em grãos após a colheita da soja e em plantas daninhas remanescentes da cultura anterior, preferindo os horários de temperaturas mais amenas para se alimentar.


Identificação e Danos
As condições climáticas predominantes durante a fase de desenvolvimento da cultura da soja exercem grande influência sobre a incidência de percevejos no milho safrinha. Quando as temperaturas estão mais elevadas, observa-se maior ocorrência de percevejo-marrom e, quando as temperaturas estão mais amenas, observa-se maior ocorrência do percevejo barriga-verde.

O percevejo barriga-verde foi o primeiro a se adaptar à cultura do milho e provocar danos durante as fases iniciais. Contudo, em áreas com alta pressão deste inseto, é possível observar danos nas fases mais avançadas de desenvolvimento desde V6 até próximo ao florescimento e, em casos esporádicos, até mesmo durante a fase de enchimento de grãos. Os danos causados por este inseto podem ser leves, com a presença de folhas com pequenas perfurações simétricas, até severos, com danificação do cartucho, formação de perfilhos ou, até mesmo, a morte da planta (Figura 1).

Os primeiros relatos da ocorrência do percevejo-marrom em lavouras de milho surgiram nos últimos anos e nunca estiveram associados a danos expressivos nesta cultura, provavelmente pela forte presença do percevejo barriga-verde nas principais regiões produtoras de milho. Devido ao fato deste percevejo ser encontrado em menor proporção, muitos técnicos e produtores podem não estar familiarizados com o ataque e sintomas provocados por ele nas lavouras de milho. Inicialmente, foi observada a presença do percevejo-marrom em plantas de milho mais desenvolvidas, a partir de V10 até a fase de enchimento de grãos, em que o mesmo fica próximo à espiga sugando nutrientes e sem causar danos aparentes.

Mais recentemente, em especial na safrinha passada, devido às altas temperaturas durante o desenvolvimento da cultura da soja, foi observada uma pressão muito maior do percevejo-marrom do que o percevejo barriga-verde, registrando-se o seu ataque já nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura do milho. Entretanto, os sintomas do seu ataque são menos notados, pois seu estilete é mais curto e dificilmente provoca danos severos como o perfilhamento ou, até mesmo, a morte da planta principal. Normalmente, o que se observa são lesões simétricas nas folhas mais novas e desenvolvimento mais lento destas plantas atacadas, originando plantas dominadas com espigas pequenas ou até mesmo, nos casos mais severos, plantas sem espigas, comprometendo a produtividade final da lavoura.
 


Monitoramento e Manejo
O eficiente controle de percevejos está diretamente ligado ao programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) em que assistência técnica e produtores devem tomar ações conjuntas, visando reduzir o impacto desta praga.

Um dos primeiros passos do manejo começa no efetivo controle de percevejos na cultura da soja, reduzindo as perdas nesta cultura e também as populações de percevejos para o milho safrinha. Nas lavouras de milho safrinha que se encontram ao lado de lavouras de soja próximas da colheita ou recém colhidas, os cuidados devem ser ainda maiores, pois estes percevejos podem migrar para a área mais próxima na busca por alimento.

O uso de tratamento de sementes à base de neonicotinóides é eficiente método de proteção e controle de percevejos na fase inicial de desenvolvimento da cultura do milho. Contudo, é importante o acompanhamento e monitoramento da pressão de percevejos para adoção de medidas complementares de controle como aplicações pós-iniciais, quando observado dois ou mais percevejos por metro quadrado de cultivo. Importante frisar que, com a adoção da tecnologia Bt, aquela aplicação inicial que se fazia para controle da lagarta-do-cartucho e que, muitas vezes, contava com a presença de neonicotinóides (visando o percevejo), não está sendo mais necessária ou, em alguns casos, esta aplicação ocorre mais tarde. Por esta razão as lavouras estão ficando descobertas do controle complementar para percevejos nas fases iniciais.

Alternativamente, a Pioneer® Sementes, com base nos trabalhos desenvolvidos pelo Professor Doutor Rodolfo Bianco do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), propõe o sistema de monitoramento através de iscas para os produtores que pretendem plantar milho com a tecnologia Bt. Este sistema prevê a utilização de grãos de soja (iscas de 300 gramas) embebidos em água por 10 a 15 minutos, adicionando uma colher de sal de cozinha após escorrer a água. As iscas são distribuídas em 10 partes na lavoura no final da tarde e a contagem é realizada na manhã seguinte, sendo que as ações a serem tomadas em função do nível de percevejos encontrados nestas iscas podem ser vistos na Tabela 1. 

 

Pioneer oferece o Tratamento de Sementes Industrial na Safrinha
A Pioneer Sementes é pioneira em oferecer soluções integradas para o efetivo controle de pragas na cultura do milho. Além dos seus híbridos disponíveis com as tecnologias Herculex®I e YieldGard® para controle de lagartas, a empresa também oferece o Tratamento de Sementes Industrial (TSI), visando o controle inicial de percevejos.
 
Neste serviço, a Pioneer utiliza os produtos Cruiser® e Poncho®, ambos de ação comprovada e devidamente registrados no Ministério da Agricultura. Além disso, realiza-se o tratamento adicional com polímeros a fim de garantir dose e cobertura das sementes com menor risco à saúde. Em ensaios conduzidos pela Pioneer Sementes na última Safrinha, em 122 locais sob diferentes condições ambientais e de manejo, a utilização do Tratamento de Sementes Industrial com os inseticidas Poncho® e Cruiser®, proporcionou um ganho médio de produtividade de mais de 6% sobre a testemunha não-tratada. Os resultados comprovam: o Tratamento de Sementes Industrial Pioneer, através do Cruiser® e do Poncho®, protege os investimentos possibilitando maiores produtividades.
 
Finalmente, a utilização de estratégias de manejo integradas como o plantio do milho na melhor época, utilização de bons níveis de adubação, população recomendada em função dos investimentos, escolha de híbridos com características mais adaptadas para a região de atuação e uso do Tratamento de Sementes Industrial são práticas decisivas para que o produtor tenha sucesso no cultivo da safrinha.

 

 
 ​
Autor:
Sérgio Guenze Rodrigues
Engenheiro-agrônomo, Coordenador Técnico da Pioneer para o norte do Paraná
e o estado de São Paulo
Fonte: