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Artigos

19/05/2011

A evolução da produtividade do milho no Brasil

Quais são os limites da produtividade na cultura do milho
A cultura do milho vem alcançando ganhos fantásticos de produtividade
nestes últimos anos, no Brasil. Principalmente, nestas duas ou três últimas safras, a cultura do milho, experimentou um novo patamar de produtividade, só antes alcançado por países considerados desenvolvidos e detentores de alta tecnologia, a exemplo dos Estados Unidos. Hoje, no Brasil, é comum encontrarmos produtores com médias acima de 10.000 kg/ha e até 12.000 kg/ha, chegando a patamares de 15.000 kg/ha.

Esta mudança vem sendo possível graças ao avanço tecnológico proporcionado pelo desenvolvimento de híbridos com genética superior, passando por novas tecnologias como o milho Bt, serviços e informações disponibilizadas e ao profissionalismo dos agricultores na adoção de práticas de manejo que proporcionem maior nível de respostas e segurança aos híbridos atualmente comercializados. Dentro deste contexto, tem sido fundamental, o papel das consultorias e profissionais da assistência técnica na difusão e avaliação das respostas oriundas do uso da combinação destas tecnologias.


Pesquisa e desenvolvimento mais perto do campo
Um e talvez o maior desafio para as empresas de sementes e as que desenvolvem tecnologias para as lavouras, era fazer acontecer no campo o que antes só acontecia nos ensaios. Era comum nos depararmos e recebermos questionamentos de agricultores e profissionais da assistência com relação aos motivos pelos quais não conseguia obter nas lavouras os mesmos resultados em produtividade alcançados nos ensaios.

A grande maioria tinha como resposta o fato de que em parcelas ou pequenas áreas era possível manter todos os fatores sob controle. Mas que fatores eram estes, além dos híbridos selecionados, tão importantes e que asseguravam altas produtividades? A resposta aparentemente tão complexa, de fato não era. Um ensaio de pesquisa necessita de solo corrigido, plantio dentro da época ideal, plantio com qualidade de distribuição e quantidade de sementes, população de plantas uniformes até a colheita e em quantidade coerente com o híbrido e adequado com nível de fertilidade e condições de manejo e um bom controle de plantas daninhas e insetos. Em suma, planejamento e monitoramento do plantio até a colheita.

A aproximação ou igualdade dos resultados de pesquisa com os resultados de lavouras vem acontecendo principalmente após a correta adoção de algumas tecnologias. Esse fato vem sendo percebido principalmente nesses últimos anos e a explicação está na combinação de fatores como:

1. Desenvolvimento de uma genética superior fruto de um programa de melhoramento assistido pelo uso de marcadores moleculares cujos híbridos apresentam maior índice de respostas ao uso de tecnologias e práticas de manejo;

2. A introdução de novas tecnologias como o controle de insetos por meio da tecnologia Bt, a exemplo do Herculex®I, hoje, considerada pelos agricultores a tecnologia Bt mais segura e estável, pois, segundo testemunho dos mesmos, controla as cinco principais pragas da cultura;

3. O uso de novas tecnologias como o tratamento industrial de sementes que conserva o stand da lavoura em número e qualidade das plantas submetendo-as a um menor estresse até a colheita. Isso proporciona melhores condições para cada planta individualmente responder ao ambiente e as práticas de manejo. É como cada funcionário da fábrica, no caso, as plantas de uma lavoura estivessem trabalhando na capacidade plena e em harmonia com as demais. Isso implica em todo um controle sobre o processo de qualidade;

4. Máquinas e equipamentos de maior qualidade e precisão que aliados a uma mão-de-obra melhor qualificada permite realizar plantios cada vez mais uniformes;

5. Agricultura de precisão que permite corrigir os solos no detalhe minimizando as possíveis interações negativas entre as plantas e o solo, elevando a resposta e expressão das plantas e possibilitando aumento de produtividade;

6. A adoção de práticas culturais como: aumento da população de plantas e níveis equilibrados de nutrientes que propiciem uma maior resposta e expressão genética dos híbridos modernos disponíveis no mercado.

Toda esta complexa cadeia de geração, difusão e adoção de tecnologia só é possível graças ao planejamento das empresas do setor do agronegócio, em especial a do setor de sementes. As empresas de sementes, por meio de seus programas de melhoramento, rede de testes, capacidade de análise das informações e um trabalho crescente de parcerias com os órgãos de pesquisa, cooperativas, associações, fundações de pesquisa, consultorias e profissionais da assistência técnica, tem como foco principal o agricultor, transferindo maior segurança aos mesmos e acelerando o processo de adoção de todas estas tecnologias.


A Pioneer® e os desafios da melhoria da produtividade
Durante muitos anos ficamos estagnados com produtividades ao redor dos 6.000 kg/ha. Poucos colhiam 7.000 kg/ha. Isso aconteceu durante a década de 80 e parte de 90. Há cerca de 10 anos, no início dos anos 2000, era raro encontrar lavouras de milho que, na média, alcançassem 9.000 kg/ha. Apenas alguns agricultores restritos a algumas regiões alcançavam estes índices. Estes tinham como principal diferencial a combinação de genética com práticas diferenciadas de manejo que, na maioria, eram desenvolvidas localmente. Muitos anos se passaram para se alcançar essas médias de produtividade num ambiente mais representativo. A difusão de tecnologia e o aumento do intercâmbio entre as regiões de maior desenvolvimento tecnológico, provocado pela necessidade de aumentar a rentabilidade e sustentabilidade dos negócios, foram os principais responsáveis por esta maior difusão. Nesta época, os Estados Unidos eram uma referência em tecnologia.

O processo de adoção e melhorias foi acontecendo. Organizados ou não, aos poucos era notado progressos no campo. Mas foi recentemente, há três anos, safra 2007/2008, que o progresso aconteceu. Nesta safra, a Pioneer lançava uma publicação especial, onde difundiu uma série de resultados de lavouras comerciais, todos acima de 10.000 kg/ha. Uma barreira estava sendo quebrada. Nesta ocasião, não por coincidência e nem obra do acaso, alguns agricultores estavam conhecendo a tecnologia Bt, o Tratamento Industrial de Sementes e mudanças mais significativas na adoção de práticas de manejo estava acontecendo. O respeito pela genética, a chegada da tecnologia Bt e o aumento de população e manutenção do stand, buscando uma população final maior, com plantas de melhor qualidade mostravam nítidos sinais que a produtividade poderia aumentar e muito. Era o início que algo estava acontecendo de positivo na cultura do milho: a profissionalização.

Motivado pelos resultados e pela maior segurança na adoção de novas tecnologias e práticas de manejo, a cultura do milho iniciou um processo de rápida transformação tecnológica. Esse fato foi percebido e testemunhado nesta última safra, 2010/2011, quando muitos agricultores de diversas regiões do Brasil estão alcançando produtividades médias acima de 12.000 kg/ha, ultrapassando 14.000 e chegando a 15.000, 16.000 até 17.000 kg/ha. Passamos da barreira das 250 sacas por hectare ou, como em algumas regiões, passamos das 600 sacas por alqueire paulista. Uma nova realidade está sendo estabelecida e um novo patamar de produtividade é estabelecido e passa a ser uma realidade no Brasil. O que antes era um sonho ou meta a ser atingida, agora é uma realidade de muitos agricultores nas mais diferentes regiões onde se cultiva o milho no Brasil.

Híbridos já existentes no mercado como 32R22, 30F53, 30R50, 30K64, 30F35, P3646, P3862 e novos como P1630 mostram todo o seu potencial em inúmeras lavouras, em diferentes regiões do Brasil. Na sua grande maioria, com a tecnologia Herculex®I e com Tratamento de Sementes Industrial. E a participação da Pioneer, junto com todo o setor, foi fundamental. Isso é tão significativo que, do total da produção de milho no Brasil, cerca de 40% são oriundos de lavouras que plantam sementes dos híbridos da Pioneer. É um motivo de orgulho para nós e para os nossos clientes porque estamos contribuindo para o crescimento do país.


O que nos espera para o futuro
Muitos desafios estão ainda para serem vencidos ou quebrados. O mais importante deles, com certeza, é fazer com que mais e mais agricultores tenham acesso aos híbridos e as novas tecnologias desenvolvidas pela Pioneer e possam desfrutar da melhor combinação de genética com tecnologia e serviços.

Isso passa pelo incremento do nosso número de pessoas no campo, pelo estreitamento das relações com os nossos parceiros comerciais na distribuição, da melhor qualificação de nossas equipes, por investimentos na melhoria dos padrões de qualidade de nossos produtos, serviços e informações técnicas, pelo treinamento das nossas equipes técnicas, comerciais e distribuição, para aumentarem a presença junto aos agricultores e, assim, levarem informações úteis sobre os nossos produtos e serviços para que colham mais e melhor.

Isso implica em aumentar a nossa capacidade de pesquisa e desenvolvimento por meio de uma maior e melhor rede de testes e ensaios, aumentando o número de informações e, por consequência, o melhor posicionamento dos produtos gerando melhores resultados em produtividade com maior segurança e estabilidade de nossos híbridos.​

 

 

Autor:
Claudio de Miranda Peixoto
Engenheiro Agrônomo e Diretor de Marketing e Regulamentação da
Pioneer Sementes
Fonte: