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Artigos

01/10/2004

O que é importante nos híbridos para a produção de silagens com volume e alta qualidade

Importância da silagem: volume e qualidade

O volumoso representa mais de 60% da ração total consumida pelo animal. A produção de silagem de milho, com elevado volume e qualidade, é uma das alternativas mais importantes para se reduzir os custos da alimentação animal. Isso possibilita a redução do uso de alimentos concentrados, que aumentam sensivelmente os custos.

O híbrido destinado à produção de silagem deve combinar características especiais como adaptação e estabilidade agronômica para a região, completando o seu ciclo com plantas sadias; alta produtividade de grão, pois é no grão que se encontra o amido, que é a principal fonte de energia da silagem; plantas com boa digestibilidade e com baixos teores de fibra, determinando maior consumo pelos animais.

A textura de grãos é importante na qualidade da silagem?

Apesar de bastante divulgada, a textura do endosperma do grão de milho quer seja dura, semidura ou mole não deve ser o fator de maior importância na escolha do híbrido para a silagem. Vejamos alguns aspectos.

Híbridos e textura de grãos

Os híbridos de grão semiduro e duro, que representam quase a totalidade das lavouras plantadas no Brasil, são materiais totalmente adaptados às nossas condições. Isso geneticamente se explica pelo fato de que as linhagens, que compõem os híbridos de grãos de textura dura e semidura, são originadas de regiões tropicais e se adaptam na maioria das regiões em que se cultiva o milho no Brasil. Esse fato ocorre pela sua elevada tolerância às doenças, conferindo maior estabilidade, principalmente, para a região Central do país.

Situação inversa acontece, em geral, com os híbridos de textura mole, originados de linhagens de regiões temperadas e não se adaptam, na maioria das regiões do país, pela sua elevada suscetibilidade às doenças tropicais como as ferrugens, Phaeosphaeria e outras, em especial, naquelas em que se planta o milho para silagem em épocas mais tardias.

Digestibilidade do amido

Além da baixa capacidade de adaptação e estabilidade agronômica dos híbridos de textura mole, no geral, a digestibilidade do amido do grão mole, no momento correto de ensilagem, é próxima a de um grão duro ou semiduro. Como os híbridos de grão duro e semiduro produzem mais grãos, portanto mais amido, pela sua maior capacidade de adaptação, a quantidade de amido digestível colhida e ensilada, certamente, é muito maior. Entretanto, sempre surge uma pergunta de ordem prática: se a silagem passar do ponto ideal de colheita, mesmo assim o grão duro e semiduro são melhores do que o grão mole?

A resposta se baseia no seguinte raciocínio: Uma maior digestibilidade do amido teria pouco efeito sobre a qualidade final da silagem colhida fora do período ideal, porque a planta que representa mais de 50% da silagem tem sua qualidade reduzida drasticamente, pois fica mais fibrosa, implicando em menor consumo pelos animais e maiores perdas no silo pela dificuldade de compactação. Soluções simples como escalonamento de plantio e combinação de híbridos com diferentes ciclos permitem ao agricultor colher sua silagem no momento ideal de corte, otimizar o uso de seus implementos que devem estar sempre em condições adequadas de uso ou terceirizar os serviços de colheita e, com toda a certeza, produzir uma silagem com alta qualidade nutricional.

Híbridos Pioneer recomendados para silagem

Além da Massa Verde, Massa Seca e do NDT (Nutrientes Digestíveis Totais), os híbridos Pioneer recomendados para silagem possuem como característica comum a estabilidade agronômica para as Zonas Ambientais e para a época de plantio em que são recomendados.

Como características adicionais importantes para o processo de seleção de híbridos para produção de silagem com volume e alta qualidade em algumas regiões, a hiperprecocidade do 32R21, a elevada tolerância do 30S40, a alta capacidade de compensação de espigas com populações menores do 3069 e do 3041 e a elevada produtividade e resposta às práticas de manejo do 30F90 e do 30P34, constituem-se grandes diferenciais na hora da escolha do híbrido para silagem.

Entenda, de forma prática, para que serve o NDT - Nutrientes Digestíveis Totais

A energia produzida na propriedade terá um custo muito menor do que se o produtor tiver que adquirir alimentos concentrados para a complementação da ração. A alta qualidade da silagem é que determina o maior consumo pelos animais. Se há maior participação de grãos na silagem e se a planta do milho, no caso a forragem, tiver maior digestibilidade com menores teores de fibra, certamente teremos maior consumo pelos animais, o que é fun-damental para maiores ganhos de peso ou produção de leite. Veja, na tabela abaixo, que a quantidade de concentrado necessário para manter a mesma produção de leite numa silagem com 62% de NDT é três vezes maior quando se compara com silagem de 70% de NDT.

Veja quanto pesam os custos operacionais

Além da vantagem nutricional, o produtor deve ter em mente que quanto maior a produtividade do híbrido e maior a eficiência de colheita, menor o custo de produção. Alguns levantamentos indicam que, quando a produtividade cai de 18.000 para 15.000 kg de MS/ha, os custos de produção podem ser aumentados em mais de 20%.

No custo total da silagem, os custos operacionais giram em torno de 65%. Desta maneira fica claro que todo o investimento destinado à produção de silagem desde a escolha do híbrido, tratos culturais e colheita, buscando-se produtividade com alta qualidade, é compensador.

Fonte: