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Artigos

28/06/2013

A evolução da biotecnologia na cultura do milho no Brasil

​A cultura do milho possui elevado potencial de produção e ocupa posição de destaque no cenário nacional. Atualmente, com área estimada em 15 milhões de hectares cultivados são produzidas ao redor de 65 milhões de toneladas (Conab, 2012). Além disso, aproximadamente 70% de todo o milho produzido é destinado à fabricação de rações para o consumo animal, alimentando principalmente os setores da avicultura e suinocultura do país.

Há aproximadamente 5 anos, as lavouras de milho com alta tecnologia eram plantadas com sementes híbridas oriundas de programas de melhoramento genético convencional, com produtividades médias ao redor de 8.500 kg/ha a 9.000 kg/ha. No caso da safrinha, estas produtividades giravam ao redor de 5.000 kg/ha a 5.500 kg/ha, dependendo das condições climáticas e práticas de manejo adotadas. Até este período, os grandes gargalos da cultura do milho concentravam-se no manejo de pragas, em especial a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), praga de difícil controle que exigia, em muitos casos, mais de três aplicações de inseticidas na necessidade de aumento de uso de fertilizantes, principalmente o aumento das doses de nitrogênio e no aumento da população e manutenção do estande até o final do ciclo.

Entretanto, com a aprovação do primeiro evento de milho Bt no final de 2007 e, efetivamente os primeiros plantios na safra verão 2008/2009, a milhocultura nacional passou a experimentar níveis de produtividades considerados inatingíveis por muitos produtores. Foi neste contexto que a biotecnologia aplicada à cultura do milho, sobretudo a tecnologia do milho Bt, teve grande impacto nos últimos 5 anos.

Por esta razão, muitos produtores, em várias regiões do Brasil, vêm alcançando produtividades médias entre 12.000 kg/ha e 15.000 kg/ha e, mais recentemente na safrinha, produtividades médias entre 7.000 kg/ha e 8.000 kg/ha. Ao perceberem os benefícios proporcionados por estas tecnologias, os produtores encontraram um ambiente mais seguro e rentável para investir na cultura.

 

Como começamos
Os primeiros eventos de biotecnologia para a cultura do milho, em especial a tecnologia de milho Bt (Bacillus thuringiensis), foram aprovados entre o final de 2007 e início de 2008. Entre eles podemos citar a tecnologia YieldGard® e Herculex®I, ambos para o controle de insetos. Ainda, neste período, foi aprovada a tecnologia Roundup Ready® Milho 2 para o controle de plantas daninhas.

Neste período, a DuPont Pioneer, através de seus Representantes Comerciais e Agrônomos do Departamento de Produtos e Tecnologia, e outras empresas do setor realizaram uma série de treinamentos e palestras técnicas para produtores e profissionais da assistência técnica com o objetivo de assegurar o correto posicionamento destas tecnologias no campo. Como resultado, em menos de duas safras após o seu lançamento, a tecnologia do milho Bt já ocupava cerca de 20% de todo o volume de sementes híbridas comercializado no país. Em contato com muitos produtores era possível perceber o alto grau de satisfação e maior nível de segurança em investir na cultura.

Entre 2009 e 2010, seguindo a tendência de países como EUA e Argentina, foram aprovadas as primeiras combinações de tecnologias na mesma planta, processo este conhecido como piramidação de genes, no qual se combinava a tecnologia de milho Bt com outra de controle de plantas daninhas. Como exemplo, foi neste período que os primeiros volumes de híbridos, que combinavam as tecnologias Herculex®I e Roundup Ready® Milho 2, foram comercializados. Em paralelo às aprovações, o mercado continuava a demandar maior volume de sementes transgênicas. Assim, na Safrinha 2010 (Tabela 1) e na safra de verão 2010/2011 (Tabela 2), do total do volume de sementes híbridas comercializadas, os volumes de sementes transgênicas representaram 40% e 57%, respectivamente. Em 2011, a adoção destas sementes ultrapassou 70% do total de sementes híbridas comercializadas. Não há registro na história da milhocultura nacional, uma taxa de adoção de tecnologia que tenha ocupado mais de 50% do mercado total de sementes de milho em menos de 5 anos.
 
 
 
 
 
OptimumTM IntrasectTM
A DuPont Pioneer começou o ano de 2012 com o lançamento de uma nova tecnologia de controle de insetos. A tecnologia OptimumTM IntrasectTM- proteção contra insetos -, é a combinação de dois eventos de milho Bt, testados e aprovados - YieldGard® e Herculex®I. Esta tecnologia é exclusiva da DuPont Pioneer e é a única que possui ação sobre sete espécies de lagartas, oferecendo maior proteção e segurança para a lavoura de milho.
 
Além disso, o correto posicionamento dos híbridos de milho marca Pioneer® contendo a tecnologia OptimumTM IntrasectTM, em associação com as melhores práticas de manejo da cultura, proporcionam os melhores resultados em produtividade. Por esta razão, as recomendações técnicas permanecem as mesmas desde quando foi introduzida a primeira proteína Bt, como manejo de insetos na palhada em pré-plantio e utilização do tratamento de sementes com produtos que controlam pragas-não-alvo da tecnologia como percevejos e corós. Na verdade, a tecnologia Bt deve obrigatoriamente fazer parte do Manejo Integrado de Pragas.
 
Ainda, em função da combinação de duas proteínas de milho Bt é possível reduzir a área de refúgio para 5%, o que significa maior flexibilidade e conveniência para o produtor.
 
Finalmente, como benefício adicional, a DuPont Pioneer oferece a possibilidade de combinar a tecnologia OptimumTM IntrasectTM de proteção contra insetos com a tecnologia Roundup Ready® Milho 2, o que proporciona a utilização dos herbicidas glufosinato de amônio e glifosato no manejo de plantas daninhas da cultura do milho.
 


Norma de Coexistência - O direito de não optar pela tecnologia
O plantio do milho geneticamente modificado está regulamentado pela Lei de Biossegurança e pela Resolução Normativa nº 4, conhecida como Norma de Coexistência. Ela define que o produtor, que for plantar qualquer híbrido de milho geneticamente modificado, deverá respeitar uma distância mínima de 100 metros entre sua lavoura e a lavoura de milho convencional vizinha ou 10 linhas de milho convencional de mesmo ciclo e porte, mais 20 metros. Mais detalhes sobre a Norma de Coexistência podem ser encontrados aqui.

Como norma, o agricultor poderá ser fiscalizado e, em caso de descumprimento da mesma, estará sujeito às sanções previstas em lei.

Quais são os caminhos da biotecnologia para os próximos anos?
A biotecnologia continuará a exercer papel importante no cenário nacional, sobretudo, com os novos eventos e tecnologias que estão em fase de pesquisa, em especial os eventos piramidados, que ampliarão o espectro de pragas controladas em associação com eventos de tolerância a herbicidas.

Além disso, as tecnologias de tolerância ao estresse hídrico devem chegar ao Brasil nos próximos anos. Os resultados observados nos EUA, onde esta tecnologia começa a ser comercializada, mostram ganhos médios de 5% em condições de estiagens em comparação aos híbridos que não foram selecionados para esta característica. Ainda em fase de pesquisa, a tecnologia de plantas mais eficientes na utilização de nitrogênio, poderá ter impacto direto sobre a redução de custos com este insumo e aumento da produtividade.

Segue também, como forte tendência, o desenvolvimento de plantas de milho com maiores níveis nutricionais, não somente para atender as necessidades dos setores de avicultura, suinocultura e bovinocultura, mas também o setor de alimentação humana. Um exemplo real é o recém lançamento da DuPont Pioneer nos Estados Unidos da soja Plenish, uma soja capaz de fornecer óleo com 20% menos de gordura saturada que o óleo de soja convencional e não conter gordura trans.

Finalmente, a DuPont Pioneer continuará com seu foco no desenvolvimento de novas tecnologias, mantendo seus investimentos em novas ferramentas de biotecnologia, acreditando que sua competitividade é liderada pelas necessidades de seus clientes através de soluções integradas que entreguem melhores produtividades e rentabilidade.
 


Autor:
Rafael Barbieri Seleme
Gerente de Marketing da DuPont Pioneer
Fonte: