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Artigos

01/05/2004

Sementes de Soja Pioneer: sinônimo de qualidade

Desde que decidiu entrar no mercado brasileiro de soja, em 1998, com a compra do banco de germoplasma das Sementes Dois Marcos, a Pioneer não pára de investir em melhoramento genético e tecnologia de produção de sementes. Apesar de já ter crescido em vendas mais de 400% desde que entrou nesse mercado, para a Pioneer o jogo está apenas começando. Com o firme propósito de ser na soja o que é no milho - líder incontestável de alta tecnologia - a Pioneer está acabando de construir a maior unidade de produção de sementes de soja do Brasil, em Planaltina, DF, conhecidamente um dos melhores locais para produção e armazenagem de sementes de soja do Brasil Central.

Esta nova e moderna unidade possui capacidade de produção para 1.000.000 de sacas de 40 kg, equipada com máquinas de última geração que garantem, além da eficiência, todo o cuidado que a semente requer durante seu beneficiamento. Uma segunda unidade de produção já está sendo programada para os próximos anos para atender a crescente e forte demanda por sementes de soja Pioneer.

Na pesquisa, além da moderna instalação de Planaltina, em que tem uma área de mais de 100 ha somente para melhoramento genético de variedades tropicais, a Pioneer se prepara para montar sua segunda estação em Sorriso, MT, onde já conduz um programa de melhora-mento há 3 anos.

O programa de melhoramento da Pioneer no Brasil, além de desenvolver linhagens locais, conta também com inúmeras linhagens oriundas do banco de germoplasma mundial da Pioneer. Com isso, a Pioneer aumenta a diversidade genética, proporcionando mais possibilidades de obter cultivares de elevada produtividade com estabilidade através de programas que incluem resistência às principais doenças e principais raças de Nematóide do Cisto, programa especial para Ferrugem asiática e resistência ao herbicida glifosato (Roundup Ready).

Para suportar este crescimento, a Pioneer contratou neste último ano, mais de 30 pessoas entre agrônomos, técnicos e analistas para trabalhar nas estações de pesquisa, no controle de produção a campo, nos armazéns, nos laboratórios e na logística.

Zonas Ambientais Homogêneas (ZAH)

Desde a última safra a Pioneer dividiu as ZAH, onde atua em seis subzonas, a fim de refinar ainda mais o posicionamento das variedades. Entende-se por ZAH uma determinada região em que as cultivares apresentam comportamento estável.

ZAH III - Entre os paralelos 15º e 20º, incluindo três subzonas ambientais:

3.1 - Inclui o estado de MG com exceção do noroeste mineiro;

3.2 - Inclui o estado de GO, ao sul do paralelo 15º, tendo como localização as regiões abaixo de Brasília, noroeste de MG, norte do MS - tendo como referência o Chapadão do Sul e Costa Rica - e o extremo sul do MG - tendo como referência o Alto Taquari;

3.3 - Inclui o sul do MT, abrangendo municípios como Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis e Itiquira.

ZAH IV - Entre os paralelos 10º e 15º, incluindo duas subzonas ambientais:

4.1 - Inclui a região oeste da BA - tendo como referência os municípios de Barreiras, Luiz Eduardo Magalhães e Correntina -, o norte de GO ao norte do paralelo 15º - tendo como referência o município de Posse - e a região centro-sul do estado do TO - tendo como referência as regiões abaixo de Palmas;

4.2 - Inclui o norte do MT ao norte do paralelo 15º, tendo como referências os municípios de Sapezal, Campos Novos dos Parecis, Campos de Júlio, a região da BR 163 (Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop), Vale do Araguaia (Querência e Canarana), Vale do Xingu e Rondônia.

ZAH V - Ao norte do paralelo 10º:

5.0 - Inclui o estado de TO acima de Palmas, o estado do MT ao norte do paralelo 10º - tendo como referência as regiões vizinhas ao município de e os estados do MA, PI e PA.

Posicionamento das variedades de soja Pioneer

O posicionamento das variedades de soja Pioneer tem sua recomendação baseada nos ensaios, testes, resultados de lavouras comerciais e observações de campo feitas por pesquisadores, técnicos e representantes comerciais dentro das Zonas Ambientais Homogêneas por várias safras consecutivas.

Variedades comerciais convencionais

A DM-118 é de ciclo precoce para algumas regiões do Brasil Central. Possui bom engalhamento, rápido arranque inicial, bom potencial produtivo. Deve-se ficar atento para doenças como Fusariose, Antracnose, doenças de final de ciclo (Oídio) e excessos de chuvas na colheita. Deve ser semeada preferencialmente nas ZAH 3.1, 3.2, 3.3 e 4.2 e é uma ótima opção para o plantio de safrinha de milho no MT (3.3 e 4.2).

A DM-247 é uma cultivar altamente estável em todas as ZAH. Tem ótima capacidade de engalhamento e é tolerante a maioria das doenças de final de ciclo. É moderadamente susceptível à Fusariose. Deve-se monitorar a Antracnose. No norte do MT é uma excelente opção para a segunda safra de milho.

A DM-Vitória tem bom potencial produtivo e estabilidade produtiva, ampla adaptação aos diferentes tipos de solo, sendo uma boa opção para áreas de abertura do Triângulo Mineiro, Goiás, sul do Mato Grosso. Apresenta susceptibilidade à Antracnose. É recomendada para início e meio de plantio em todas as ZAH.

A DM-339, além de possuir um ótimo potencial produtivo, tem boa tolerância ao excesso de chuva na colheita. Destaca-se por necessitar baixa população de plantas, alta capacidade de engalhamento e boa estabilidade produtiva em áreas novas e em processo de correção da fertilidade do solo. Merece atenção especial para as áreas com Fusariose e Nematóide de Galha. Ela é recomendada para início e meio de plantio em todas as ZAH.

A DM-309 tem grande adaptação e potencial produtivo nas regiões do Mato Grosso e áreas tecnificadas do restante do Brasil Central. Possui grande capacidade de engalhamento reforçando as características das variedades modernas, ou seja, engalhamento tipo "taça", grande número de vagens de três grãos, conferindo ótima produtividade, além de ampla estabilidade produtiva em diferentes épocas de semeadura. É susceptível à Fusariose e Nematóide de Galha e sensível ao excesso de chuvas na colheita. Na ZAH 3.1 o ciclo fica mais longo.

A P98C81 é uma variedade muito estável e com elevado potencial produtivo. Possui limitações ao excesso de chuvas na colheita, portanto merece atenção ao posicioná-la no plantio do cedo. Quando plantada em épocas intermediárias, essas limitações não foram observadas. É susceptível ao Nematóide de Galha.

A DM-Nobre é recomendada para semeadura em condições de baixa fertilidade natural do solo. Possui um nível de produtividade compatível com as limitações impostas quer de fertilidade como condições climáticas. Esta característica está ligada ao seu ciclo mais longo e à grande agressividade de seu sistema radicular. O uso de população de plantas acima do recomendado pode provocar acamamento.

Variedades comerciais resistentes ao Nematóide do Cisto

A P98N41 é resistente às raças 1 e 3. É uma ótima opção como material mais precoce, principalmente nas regiões de alta pressão de Nematóide de Cisto como em Goiás, norte do Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e Triângulo Mineiro. Seu elevado peso de grãos confere bons rendimentos para estas áreas. Possui bom nível de tolerância ao Oídio e doenças de final de ciclo.

A P98N71 é resistente às raças 1 e 3. É uma das variedades com maior potencial produtivo dentre as comercializadas no Brasil Central. Destaca-se pelo seu bom nível de tolerância ao excesso de chuvas na fase de colheita. Necessita de monitoramento não somente para a Ferrugem, mas também para outras doenças como Antracnose. Possui bom nível de tolerância ao Oídio e doenças de final de ciclo. Deve ser plantada preferencialmente no início e meio do plantio em todas as ZAH com exceção à ZAH 5.0, que deverá semear no início da época.

A P98N82 é uma variedade tardia com elevado potencial produtivo, não somente para as áreas com presença de Nematóide de Cisto, mas também uma ótima opção para áreas livres de nematóides. É uma cultivar que vem merecendo atenção dos produtores pelos índices de produtividade alcançados nas lavouras comerciais.

Lançamento

A P98C21 é uma cultivar precoce com elevado potencial produtivo, boa capacidade de engalhamento, tolerante ao Oídio e ao excesso de chuvas na colheita. A 98C21 é susceptível à Fusariose e também merece monitoramento para as doenças de final de ciclo e Antracnose. Essa cultivar deve ser direcionada para as melhores épocas de plantio das regiões recomendadas. De um modo geral, semear nos primeiros plantios de outubro e novembro. Não recomendada para ZAH 4.1 e 5.0.​

Fonte: