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Artigos

29/04/2015

A importância da qualidade de grãos na cultura do milho Safrinha

​A cultura do milho Safrinha no oeste do Paraná é uma excelente alternativa de retorno econômico para os produtores durante o inverno. Além de apresentar melhorias agronômicas, é uma atividade que dilui o custo fixo da propriedade rural. Entretanto, existem alguns fatores que são complicadores para a produção do milho neste período. Entre eles destacam-se nas fases iniciais, as altas temperaturas e a pressão de pragas; e, nas fases reprodutivas, as temperaturas baixas e pressão de doenças que também aparecem no momento de enchimento dos grãos.

Causando danos diretos e indiretos como a diminuição de peso do grão e produção de micotoxinas respectivamente, os grãos avariados vêm, ano após ano, sendo um importante fator de diminuição do retorno financeiro para o produtor. As causas dos grãos avariados podem ser grãos fermentados, brotados, engessados e ardidos.

Todos estes fatores de avaria do grão serão importantes para a classificação final, mas são os grãos ardidos que causam a maior preocupação. Basicamente existem quatro fungos causadores de grãos ardidos: Diplodia macrospora, Giberela zeae e algumas espécies dos gêneros Aspergilus e Penicilium, sendo que os últimos três podem produzir micotoxinas. A presença de micotoxina no processo de elaboração de ração é prejudicial e pode causar desde má formação de suínos até câncer em seres humanos.

Na Tabela 1 são apresentadas as novas normas para classificação de grãos e nela é possível notar claramente a importância dos grãos ardidos na classificação final.

 

O resultado da aplicação da Tabela 1 na classificação implica no cancelamento da exportação do grão e também em descontos diretos na entrega de cada carga de milho feita pelo produtor.

No Gráfico 1 comparamos as diferenças de rentabilidade de 4 híbridos com a mesma produtividade, porém com teores de grãos avariados diferentes. Neste gráfico foram aplicados os descontos médios que são feitos na Safrinha, conforme a Tabela 2.

 
 

Observando o Gráfico 1, é possível notar que o híbrido D, com alto teor de grão avariado, teve rentabilidade de R$ 1.235,00/ha que, comparado com o híbrido A, de baixo teor de grão avariado, que teve uma rentabilidade de R$ 2.500,00/ha, a perda por grão ardido resultou em um dano de R$ 1.265,00/ha, ou seja, 51% de perda.

Analisando os dados de outra forma, podemos ver no Gráfico 2 o número de sacos que devem ser produzidos a mais para compensar a porcentagem de grão avariado. No caso dos híbridos C e D seria preciso produzir cerca de 58 e 67 sacos a mais por hectare respectivamente, para compensar a perda financeira causada pelos descontos.

 

Fatores relacionados a manejo, tais como aplicação de fungicidas, época de semeadura, umidade na colheita e população de plantas são muito importantes no controle de grãos ardidos. Entretanto, a principal variável de sucesso é a escolha do híbrido.

Existem, no Paraná, algumas cooperativas que fazem ensaios de campo para a recomendação de híbridos na Safrinha, como é o caso da COPACOL, COPAGRIL e C. VALE. Nos ensaios destas cooperativas, juntamente com os ensaios internos do Departamento de Produto e Tecnologia da DuPont Pioneer, é possível constatar que os híbridos marca Pioneer vêm, ano após ano, contribuindo para o melhoramento da qualidade de grãos da Safrinha. Híbridos como P3161H, P4285YH e o P3340YH vêm apresentando resultados muito seguros para o produtor.

Para uma Safrinha rentável, a correta escolha do híbrido é muito importante. Estabilidade e resistência às doenças e pragas são características agronômicas fundamentais. Entretanto, a qualidade de grãos é outro ponto que merece atenção especial no momento da escolha do híbrido que será plantado na Safrinha.

Para ajudar na tomada de decisão, a DuPont Pioneer disponibilizou aqui, uma página com vídeo e algumas dicas fundamentais.

 
 
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