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Artigos

19/09/2016

Grupo de Biotecnologia do IRAC-BR apresenta primeiros resultados sobre a efetividade das áreas de refúgio para culturas Bt no Brasil

IRAC-BR/Grupo de Biotecnologia

O Grupo de Biotecnologia (GBio) do IRAC-BR promoveu uma reunião técnica no dia 26 de agosto para tratar sobre o tema “Efetividade de Áreas de Refúgio sob Diferentes Condições de Manejo com Inseticidas”. Durante a reunião foram discutidos os resultados do projeto com pesquisadores de diversas instituições como Embrapa, Fundação MT, Fundação ABC, UNESP, UNEB, CIB e APPS.

O plantio de áreas de refúgio tem sido a principal estratégia adotada para retardar a evolução da resistência de insetos à cultura Bt em todo o mundo. O refúgio é um dos pilares que sustentam a estratégia conhecida como “alta dose / refúgio”, que consiste no plantio de áreas com culturas não-Bt que permitem que insetos suscetíveis se desenvolvam em quantidade suĕ ciente para diluir os alelos de resistência provenientes das áreas com a cultura Bt. No entanto, a efetividade das áreas de refúgio em gerar insetos suscetíveis pode ser reduzida ou até mesmo anulada pelo manejo inadequado de inseticidas.

Neste contexto, o projeto iniciado na safra de 2015/2016 em parceria do GBio/IRAC com instituições de pesquisa traz resultados inéditos no qual foram avaliados o impacto do manejo de inseticidas em áreas de refúgio Orientação Técnica IRAC-BR/Grupo de Biotecnologia de soja, milho e algodão para o manejo da resistência de insetos a culturas Bt. A efetividade das áreas de refúgio foi avaliada através da sobrevivência de lagartas das pragas alvo das tecnologias Bt sob diferentes intensidades de manejo com inseticida. Além da abordagem técnica, o estudo também teve o objetivo de avaliar o possível impacto na produtividade dessas áreas de refúgio. Esse fator tem sido decisivo para a tomada de decisão do agricultor em seguir ou não a recomendação apropriada de plantio e manejo das áreas de refúgio. Ainda preliminares, os resultados da primeira safra reforçam a importância do monitoramento de pragas e, quando necessário, fazer o uso racional de inseticidas para que áreas de refúgio de soja, milho e algodão sejam realmente efetivas para o manejo da resistência de insetos a culturas Bt e ao mesmo tempo preservando a produtividade.

Níveis de ação recomendados para o manejo de áreas de refúgio para a cultura do milho.

 

Nome Comum Nome Científico Nível de Ação de Controle
(Período Vegetativo (V1-Vn)
Lagarta do Cartucho Spodoptera frugiperda Máximo de 2 aplicações até o estágio V6, respeitando o nível de 20% plantas com notas maior ou igual a 3 – escala Davis

 

Níveis de ação recomendados para o manejo de áreas de refúgio para a cultura da soja.

 

Nome Comum Nome Científico Nível de Ação de Controle
(Período Vegetativo (V1-Vn)
Nível de Ação de Controle
(Período Reprodutivo (R1-R6)
Lagarta-da-Soja Anticarsia gemmatalis 30% de desfolha
20 lagartas
15% de desfolha
20 lagartas
Falsa-medideira Chrysodeixis includens,
Rachiplusia nu,
Trichoplusia ni
30% de desfolha
20 lagartas
15% de desfolha
20 lagartas
Lagarta-das-maçãs e Helicoverpa Heliothis virescens
Helicoverpa spp.
30% de desfolha
4 lagartas
15% de desfolha
2 lagartas
10% vagens atacadas
Complexo Spodoptera Spodoptera eridania,
Spodoptera cosmioides,
Spodoptera frugiperda
30% de desfolha
10 lagartas/m
15% de desfolha
10% vagens atacadas
10 lagartas/m

 

Níveis de ação recomendados para o manejo de áreas de refúgio para a cultura do algodão.

 

Nome comum Nome científico Nível de controle
Curuquerê Alabama argillacea Até 30-40 DAE: 10% desfolha da planta ou 2 lagartas por metro.
Após 30-40 DAE: 10% desfolha da planta ou 25% desfolha ponteiro ou 2 lagartas por planta.
Falsa-medideira Chrysodeixis includens Até 30-40 DAE: 10% desfolha da planta ou 2 lagartas por metro.
Após 30-40 DAE: 10% desfolha da planta ou 2 lagartas por planta.
Lagarta eridania Spodoptera eridania Idem curuquerê
Lagarta cosmioides Spodoptera cosmioides Idem curuquerê
Lagarta-das-maçãs Helicoverpa spp.,
Heliothis virescens
6-8% de plantas infestadas
(planta com pelo menos uma lagarta)
5-8 lagartas em 100 plantas
Lagarta-militar Spodoptera frugiperda 6-8% de plantas infestadas
(planta com pelo menos uma lagarta)
Lagarta-rosada Pectinophora gossypiella 10 adultos capturados por armadilha de feromônio a cada 2 noites ou até 3-
5% de maçãs atacadas

 

Para mais informações sobre o Manejo da Resistência a Inseticidas, consulte o site do IRAC-BR: www.irac-br.org.br

Quem somos:

O Comitê Brasileiro de Ação à Resistência de Inseticidas – IRAC-BR é uma associação dedicada ao fomento, à pesquisa e ao desenvolvimento de trabalhos com produtos fitossanitários e plantas geneticamente modificadas (OGMs) visando o aumento da vida útil/efetividade dos inseticidas, acaricidas e OGMs por meio da minimização dos problemas de resistência. Além de oferecer informações e ser um órgão consultivo para os problemas técnico-científicos relacionados à resistência de inseticidas, acaricidas e OGMs no Brasil, estabelece e promove relacionamento com pesquisadores da indústria, no campo da resistência de inseticidas, acaricidas e OGMs, por meio de seminários, conferências, projetos de pesquisa etc. de forma conjunta. Por fim, tem por missão coordenar e, assim, fazer mais efetivos os esforços da indústria para prolongar a vida dos inseticidas, acaricidas e OGMs face à resistência, por meio das definições e recomendações de estratégias técnicas apropriadas.

Fonte: