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Artigos

01/02/2006

A escolha de um híbrido para a produção de silagem

O processo de ensilagem

A ensilagem é um processo antigo de conservação de forragens que tem como objetivo preservar, por meio da fermentação, forragens de alto valor nutritivo com o mínimo de perdas. Contudo, se considerarmos o desenvolvimento tecnológico existente e o incremento que o uso da silagem pode dar à atividade pecuária, verifica-se que o emprego desta tecnologia ainda é bastante restrito

Os tipos de silagem

Para a cultura do milho existem três tipos de silagem: 1) A exclusiva de grãos (grãos úmidos) – onde o milho-grão é colhido com umidade elevada (+ - 38%), triturado, compactado e armazenado em silos (geralmente do tipo “trincheira”) que não permitem entrada de ar; 2) A silagem de planta inteira do milho – onde toda a planta é colhida por meio de “ensiladeiras”, na fase final de enchimento dos grãos (32 a 38% de MS), ocasião em que apresenta altas produções de forragem associada à elevada participação de grãos e compactada dentro de silos (tipos “trincheira” ou “superfície”), que são devidamente vedados; 3) A silagem da parte superior da planta - que consiste no mesmo processo que o anterior, mas o corte da planta se dá na altura da inserção da espiga, visando aumentar a participação de grãos na massa ensilada em detrimento a forragem.

As características e a escolha do híbrido

Para a produção de silagem de planta inteira, assunto que vamos abordar, a escolha de cultivares de milho deve ser baseada em elevada produção de forragem (matéria seca - MS) com grande participação de grãos no seu conteúdo. A planta de milho deve ter boa qualidade, com boa digestibilidade da sua fibra, e o grão deve ter alta concentração energética. Antes de tudo, o milho escolhido para produção de silagem deve ter boa estabilidade agronômica, isto é, elevada capacidade de adaptação o que significa possuir dentre outras uma maior tolerância a pragas e doenças, de modo que possa expressar seu potencial produtivo

Considerando a diversidade de ambientes que nosso país oferece, para que um híbrido de milho possa ser recomendado para produção de silagem, além de um grande banco genético, a empresa produtora de sementes deve fazer significativos investimentos em pesquisa, ter vários locais de desenvolvimento e testes de híbridos, e conduzir esses testes por vários anos antes do lançamento do híbrido

No Brasil os híbridos de milho recomendados para a silagem são aqueles materiais tidos como “tropicalizados”, ou seja, que foram desenvolvidos para as nossas condições e que, por isso, apresentam elevadas produtividades de matéria seca e alto percentual de grãos. Esses materiais caracterizam-se por seus grãos amarelo-alaranjado e de textura semi-dura.

Recentemente tem-se preconizado ensilagem de milhos do tipo “grão mole”, tendo como premissa que esses materiais têm maior digestibilidade do amido do grão. Contudo, as pesquisas demonstram que no momento ideal da ensilagem não existe diferença significativa entre a digestibilidade do amido com os híbridos do tipo “grão duro”. No entanto, a principal desvantagem de se empregar os milhos de “grão mole” para silagem é que esses materiais são mais susceptíveis a pragas e doenças, em grande parte devido à sua genética mais “temperada”, e como conseqüência apresentam menores produtividades de forragem e, principalmente, de grãos. Além disso, ficam limitados a época de plantio, pois os híbridos de origem mais temperada, devido ao seu material genético ficam restritos aos plantios mais do cedo.

A qualidade final da silagem: combinação de híbrido-manejo e processo de ensilagem

A qualidade final da silagem depende da combinação do híbrido, do manejo dispensado à lavoura e das diversas etapas do processo de ensilagem que se inicia no momento correto do corte, da qualidade e do tempo da compactação, vedação além de outros cuidados.

Quando se têm lavouras de milho conduzidas adequadamente, que apresentam maior densidade de plantas e tratos culturais adequados para uma boa produção de grãos, certamente teremos maiores produtividades de forragem de alta qualidade e, conseqüentemente, menores custos de produção. Esta maior produtividade tem efeito positivo também nas outras etapas que envolvem a produção de silagem, que são os processos de colheita, transporte e armazenamento. Quanto maior a produtividade maior a eficiência de colheita e menor o custo de produção.​

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