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Artigos

01/12/2004

Recomendações para aplicações terrestres de fungicidas e inseticidas

Dentre as várias etapas que constituem o processo de produção de grãos, a aplicação de defensivos é uma das mais importantes, sendo diretamente responsável pela produtividade exigindo cuidados com a preservação do meio ambiente e segurança dos operadores.

Para assegurar uma aplicação de qualidade, existem alguns aspectos que devem ser observados pelo produtor.

Aplicação de fungicidas

Tamanho e densidade de gotas: fungicidas, em geral, necessitam de gotas menores (finas/muito finas) e boa cobertura, especialmente nas partes inferiores (folhas internas) das plantas, uma vez que fungicidas do grupo dos triazóis, por exemplo, não possuem translocação basipetal, ou seja, eles não "descem" nas plantas. Não se recomendam pontas de leque (simples ou duplo) com indução de ar para estas aplicações, pois as gotas produzidas por essas pontas são muito grossas para estas aplicações.


Volumes de calda: Deve se ajustar o volume de calda às características (índice de área foliar) da lavoura. Uma lavoura de soja, por exemplo, apresenta IAF próximo de 5, isto é, 1 ha de lavoura possuindo 50.000 m² de folhas a partir do estágio R1, quando a maioria das aplicações de fungicidas são realizadas. Em ensaios, verifica-se que o aumento do volume de calda proporciona maior controle e aumento de rendimento.

 

Horário das aplicações: Alguns trabalhos têm mostrado que no caso de aplicações com gotas finas ou muito finas, os fatores climáticos têm grande influência no resultado, pois as perdas por deriva e evaporação são significativas quando se trabalha com esses tamanhos de gotas. Sendo assim, o horário correto das aplicações deve ser respeitado, evitando-se temperaturas acima de 30 ºC e umidade do ar inferior a 55%.

 

Outro fator a ser considerado é a toxicidade que alguns fungicidas (como por exemplo os do grupo dos triazóis) podem provocar em cultivares de soja mais sensíveis sob condições especiais como temperatura elevada (maior de 35 ºC) e estresse de seca. Nas lavouras percebe-se maior fitotoxicidade nas áreas de sobreposição de barra do pulverizador e nas áreas de manobra para retorno (Gassen, 2004).

Uso de Adjuvantes: Caso haja recomendação pelo fabricante o adjuvante deve ser utilizado. A maioria dos fungicidas já contém adjuvantes adequados para a aplicação, não necessitando de adição. Os trabalhos disponíveis até o momento demonstram que os resultados atingidos com o uso de adjuvantes não são diferentes estatisticamente dos resultados conseguidos com o uso isolado do fungicida. A decisão do uso deve levar em conta o tipo de produto (formulação), as condições de aplicação e o clima.

Aplicação de inseticidas

Tamanho e densidade de gotas: Assim como os fungicidas, aplicações de inseticidas necessitam de gotas menores (finas/muito finas), para garantir boa penetração na copa das plantas e boa cobertura, uma vez que muitos insetos como percevejos na soja e lagarta do cartucho do milho se "escondem" na parte aérea das plantas. Neste caso, o esquema de dois leques angulados é mais eficiente do que os leques simples. Caso a lavoura ainda esteja nova, sem problemas de penetração na folhagem, gotas médias podem ser utilizadas, para melhor controle de deriva e evaporação. Não se recomenda pontas de indução de ar para estas aplicações, mesmo que sejam de leque duplo com indução de ar.

Volumes de calda: Devem garantir a boa cobertura do alvo. Para lavouras novas com baixo índice de área foliar - IAF, aplicar entre 80 e 100 litros/ha, e lavouras mais fechadas (IAF acima de 3), entre 100 e 200 l/ha. Para percevejos na soja, lagarta do cartucho no milho e aplicações em algodão já fechado, recomenda-se volumes acima de 150 l/ha.

Horário das aplicações: Seguir sempre a regra geral de evitar temperaturas acima de 30 ºC e umidade do ar inferior a 55%. No caso dos percevejos da soja, como estes permanecem nas partes mais baixas das plantas durante as horas mais quentes do dia (entre 10 e 16 horas), deve se evitar as aplicações nestes horários para o controle desses insetos.​

Fonte: