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Artigos

01/10/2005

Armazenagem em silo bolsa traz inúmeras vantagens para o produtor rural

Um sistema revolucionário! Assim pode ser definido esse novo método de armazenagem de grãos secos que utiliza a tecnologia de plásticos para solucionar o problema da falta de armazéns em grande parte das regiões produtoras do país.

Desenvolvido inicialmente no Canadá, o sistema foi exportado para a Argentina há cerca de seis anos. Atualmente, mais de 30% da safra de grãos produzidos na Argentina estão armazenados em silos bolsa.

Situação parecida vem ocorrendo no Brasil, onde a capacidade estática é bem inferior à demanda por armazenagem. Hoje, o déficit na capacidade de armazenagem no país é de 38 milhões de toneladas e, devido às vantagens oferecidas pelo silo bolsa, vários agricultores já utilizam o sistema para sanar essa deficiência.

Muito simples. O silo bolsa consiste em um túnel de polietileno de alta densidade constituído de três camadas, sendo duas internas pretas e uma exterior branca constituída de dióxido de titânio (DuPont Ti-Pure®), produto exclusivo da DuPont, responsável por conferir mais resistência e reflexão dos raios solares que poderiam causar ressecamento da lona plástica, afirma Verônica Gaviolle, Gerente de Mercado de Silox* da DuPont.

A montagem do silo bolsa é muito fácil. Ele já vem sanfonado. Assim, basta colocá-lo em uma máquina chamada embolsadora, na qual uma rosca sem fim conduz o grão para dentro do túnel.

Por ser hermeticamente fechado, a massa de grãos consome todo o O2 interno da bolsa, produzindo assim uma atmosfera modificada no interior do silo, criando condições muito diferentes das que ocorrem no armazenamento tradicional.

Pela falta de oxigênio, a massa de grãos satura a atmosfera de CO2 dentro do silo bolsa, inibe a proliferação de insetos e fungos e proporciona um ambiente controlado.

Ao diminuir a concentração de oxigênio, o risco de deterioração dos grãos é reduzido e, por isso, a oxidação é menor, uma vez que os fungos são neutralizados.

Os insetos, principalmente os carunchos e percevejos, são os primeiros a sofrerem com o excesso de dióxido de carbono e a falta de oxigênio.

Vários estudos conduzidos entre a DuPont, a Universidade de Viçosa e a CONAB visam desenvolver ainda mais o sistema.

A tecnologia de embolsamento requer adequado enchimento do silo bolsa, especialmente para expulsar a maior quantidade de ar possível e não deixá-lo frouxo nem tampouco exceder a capacidade de estiramento, medida sobre a régua que se encontra impressa em sua lateral do silo bolsa.

O local, onde será instalado o silo bolsa, deve ser plano ou levemente inclinado, possibilitando o escoamento das águas de chuva.

Outro fator importante é deixar o local isento de restos de cultura, o que pode ser feito passando um trator com lâmina no local escolhido. Deve, ainda, ser firme e liso a fim de permitir bom assentamento para que não haja rompimento na parte inferior, o que facilita ainda a extração dos grãos.

Os principais motivos que têm atraído o produtor a utilizar esse novo sistema são, principalmente, a praticidade, os baixos custos (aproximadamente R$ 1,00/saca) e a rapidez de montagem, comparado com os silos convencionais.

Outra grande vantagem é a de ser possível armazenar o excedente da produção, fazendo da própria lavoura uma poupança, além de possibilitar a segregação de grãos tais como transgênicos e convencionais e com umidade diferente.

Enfim, os produtores de milho e sorgo se beneficiam do novo método porque, geralmente, os armazéns disponíveis dão prioridade à soja, lotando sua capacidade. Assim, o milho e o sorgo safrinha já possuem local para serem armazenados no silo bolsa.

Para obter mais informações sobre o silo bolsa da DuPont - Silox*, procure um distribuidor da DuPont ou ligue para 0800-707-55-17.​

Fonte: