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Artigos

01/10/2005

Melhoramento genético de soja: aumento de produtividade e estabilidade de produção para o agricultor

O melhoramento genético de soja pode ser considerado como um processo contínuo de geração de novas variedades. O desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas, com maior tolerância às principais doenças (ferrugem, antracnose, manchaalvo, mela, oídio, etc.), mais estáveis e melhor adaptadas às diferentes regiões e condições de cultivo, tem representado importante contribuição no estabelecimento da soja como uma das principais culturas no Brasil. A soja é uma espécie que tem a China como seu centro de origem e a primeira referência de plantio experimental de soja no Brasil data de 1882, através da introdução de genótipos na Bahia. No entanto, no Brasil, o cultivo comercial desta espécie só começou a ter expressão econômica no início dos anos 40 do século XX, no Rio Grande do Sul, com a introdução de algumas variedades originárias da região sul dos Estados Unidos da América.

Atualmente, a utilização de novas cultivares de soja, inegavelmente, tem sido uma das tecnologias que mais tem contribuído para o aumento de produtividade e estabilidade de produção sem, necessariamente, acrescentar custos adicionais ao agricultor.

Uma boa variedade de soja deve ter alta produtividade e estabilidade de produção em ambientes (anos, solos, altitudes, etc.) os mais variados possíveis. A estabilidade é conferida pela introdução de resistência às doenças e aos insetos, resistência aos nematóides do cisto e de galha e pela introdução de características agronômicas especiais como tolerância a solos ácidos, penetração profunda das raízes e alta qualidade fisiológica das sementes, permitindo à planta tolerar os fatores adversos que podem comprometer a produção. A utilização das novas técnicas adotadas para o melhoramento genético (biotecnologia e engenharia genética) como marcadores moleculares e transformação de plantas são vistas como importantes ferramentas na introdução de novas características e no processo de seleção de genótipos superiores. Estas técnicas, aliadas aos mais de 50 locais de ensaios implantados nas diferentes regiões produtoras de soja do Brasil Central, asseguram uma grande confiabilidade nas variedades comercializadas pela Pioneer Sementes, que se orgulha de ser reconhecida pela excelente produtividade e qualidade das sementes de suas cultivares.Para isto, a Pioneer tem aumentado o corpo de pesquisadores, a sua capacidade de testes e ampliação da infra-estrutura de produção e pesquisa em nível mundial. Um exemplo no Brasil foi o incremento significativo do número e da qualidade de seus pesquisadores de soja, da construção dos laboratórios de biotecnologia e fitopatologia em Brasília e da implantação da nova estação Experimental em Sorriso (MT).Em todo o processo produtivo, o domínio dos todos os fatores que influenciam na obtenção de altas produtividades é determinante para o sucesso do empreendimento. Alta produtividade com máxima rentabilidade é o objetivo de toda a atividade agrícola.

Dentro do sistema de produção de soja um dos fatores que influenciam decisivamente na obtenção de altas produtividades é a escolha correta da cultivar, fator que muitas vezes tem sido esquecido ou deixado em segundo plano pelo produtor. Como a semente representa um dos insumos que mais influenciam na rentabilidade final, reunindo a genética e a qualidade como principais componentes, a escolha deve sempre ser feita levando-se em consideração sementes comercializadas por empresas sérias e parceiras do produtor safra após safra. O controle total do processo de pesquisa e desenvolvimento, produção, análise e comercialização das sementes, garante maior qualidade e conhecimento da cultivar pela empresa e conseqüente posicionamento da mesma para cada situação específica de cultivo.

Neste momento em que o mercado volta o foco para a possibilidade de plantar legalmente cultivares de soja geneticamente modificadas, é importante que os responsáveis técnicos pela tomada de decisão da cultivar a ser adquirida tenham consciência e conhecimento da melhor opção. Independentemente da cultivar de soja ser convencional ou geneticamente modificada, a decisão deve se basear em fatores técnicos e econômicos. Um exemplo prático se aplica em áreas com a presença do nematóide de cisto da soja, onde ainda não se recomenda o plantio de cultivares geneticamente modificadas, visto que não há cultivares que tenham a combinação de resistência a nematóides e resistência a herbicidas disponíveis no mercado da região Central do Brasil.

A introdução de novas características (novos genes) na agricultura nacional fará com que o produtor tenha em suas mãos diversificadas opções de escolha. Pode-se citar que, brevemente, estarão sendo lançadas novas cultivares de soja com resistência genética a lagartas e, possivelmente, a percevejos, maiores teores de óleo e proteína e melhor qualidade nutricional para atender um mercado crescente em demanda por produtos mais saudáveis bem como novos genes que conferem maior tolerância aos efeitos da seca e, principalmente, genes que aumentam a produtividade de grãos.​

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