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Artigos

01/06/2005

Alguns aspectos a serem considerados na escolha da forrageira para produção de silagem

Alguns volumosos que, num primeiro momento, parecem ser mais baratos, podem ter elevados custos de produção, além de menor qualidade nutricional.

No planejamento de sua atividade, seja produção de leite ou produção de carne, em especial a terminação de animais em confinamento, uma das mais importantes decisões a serem tomadas pelo pecuarista refere-se ao tipo de volumoso a ser utilizado. Esta decisão deve considerar o tipo de re-banho, a infra-estrutura disponível - principalmente máquinas e equipamentos - e a capacidade de investimento do pecuarista.

Na busca de alternativas que possam reduzir efetivamente os custos de produção, o pecuarista muitas vezes é levado a tomar decisões que nem sempre refletem em menores custos. Um dos erros mais freqüentes é acreditar que somente uma grande produção de massa verde é suficiente para a produção de um volumoso mais barato. Afinal, ele consegue encher o silo e, quando se consegue uma boa conservação dessa forragem, parece haver maior consumo pelos animais.

Como conseqüência, tem-se visto erros graves como a antecipação do ponto de colheita, com plantas mais verdes, com mais água e menor participação de grãos na silagem. Vez por outra também aparecem opções forrageiras para silagem que, num primeiro momento, parecem ser a alternativa mais viável já encontrada pelo pecuarista, mas em dois ou três anos elas são esquecidas e, novamente, a silagem de milho volta a ser a opção mais interessante para alimentação do seu rebanho. Lamentavelmente, em algumas situações, se não em grande parte delas, o insucesso acaba por inviabilizar toda a atividade agropecuária da propriedade.

Quanto aos reais custos de produção, a diversidade de situações agrícolas faz com que esses custos possam variar significativamente entre propriedades e mesmo regiões produtoras. Como exemplo vale lembrar que técnicas como a simples rotação de culturas promove significativa melhora na fertilidade do solo e redução na incidência de pragas e doenças na lavoura de milho que, conseqüentemente, tem seus custos de produção reduzidos.

No processo de ensilagem o custo operacional, principalmente corte e transporte da forragem, é bastante representativo


Considerando-se que o mais importante na qualidade da silagem produzida é a concentração de nutrientes, principalmente a energia (NDT) e que esses nutrientes estão somente na matéria seca do alimento, se o pecuarista fizer alguns cálculos simples ele verá que alguns volumosos, que num primeiro momento parecem ser baratos, podem ter elevados custos de produção, além de menor qualidade nutricional.

A silagem de milho é a que apresenta o menor custo de matéria seca e de NDT transportado.


A maior participação de grãos na silagem aumenta significativamente o teor de matéria seca da forragem e seu conteúdo de energia. Cabe lembrar que com o corte antecipado do milho para a silagem, no ponto de grão leitoso - 28% de MS (ponto de pamonha), colhe-se somente 50% do potencial de grãos da lavoura e no ponto de farináceo duro 35% de MS colhe-se 95% do potencial de grãos.

Os maiores custos são verificados para capins (exemplo: panicuns, braquiárias, etc.) e cana-de-açúcar. Mesmo com elevadas produções de massa verde o alto teor de umidade dessas forragens e sua baixa concentração energética fazem com que seus custos de matéria seca ensilada sejam bastante elevados. Outro aspecto a ser considerado quando se avalia o uso desse tipo de silagem é que os custos de produção podem ser sensivelmente elevados em virtude da maior necessidade de suplementação concentrada - ração - para se elevar os níveis de produtividade do rebanho. No caso das silagens de capins o uso de aditivos (exemplo: polpa cítrica) para se elevar o teor de matéria seca também deve ser considerado.

A simples determinação do teor de matéria seca, utilizando-se um forno de microondas e uma balança, por exemplo, pode ser uma ferramenta muito importante para o pecuarista. A comercialização de silagem é uma atividade que vem crescendo em várias regiões do país. Com base no teor de matéria seca e na qualidade da silagem pode-se chegar a valores que sejam interessantes tanto para o pecuarista que compra como para o agricultor que vende. Se a silagem comprada tiver qualidade, o pecuarista precisará adquirir menos ração concentrada - ou farelos - para maiores produções de leite ou carne. O agricultor receberá, de maneira, justa pelos investimentos que fez na lavoura e terá mais uma opção dentro do seu planejamento agrícola com a liberação antecipada da área para outras culturas.​

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