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Artigos

05/01/2011

Estratégias para uma safrinha de sucesso

A cultura do milho safrinha consolidou-se no Brasil nos últimos 15 anos com expressivo crescimento em área, produção e produtividade. Em algumas regiões, como oeste do Paraná e sudoeste de Goiás, muitos produtores têm alcançado produtividades acima de 6.500 kg/ha, resultado da utilização de tecnologia e profissionalização por parte dos produtores.

Atualmente, a cultura do milho safrinha no Brasil ocupa uma área de aproximadamente 3,0 milhões de hectares e é responsável por cerca de 25% da produção nacional deste cereal. Basicamente, os plantios estão distribuídos nas regiões oeste, centro e norte do Paraná, sudoeste goiano, Mato Grosso, sul do Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo.

Devido à época de plantio, existem diferenças que devem ser observadas no cultivo do milho safrinha. Como a disponibilidade hídrica é menor e há uma redução na quantidade de horas de luz durante o desenvolvimento da cultura, é necessário que o produtor tome alguns cuidados desde o plantio, para reduzir os riscos que apresenta.

O sucesso na colheita do milho safrinha é altamente dependente do bom planejamento e da adoção de tecnologias que podem minimizar esses riscos e aumentar a produtividade.


Rotação de culturas
O planejamento de uma safrinha de sucesso começa com a escolha da área que será destinada ao plantio do milho. Os melhores resultados são obtidos nos plantios após a soja, principalmente as de ciclo precoce, porque permitem melhor época de plantio.

Além da antecipação de plantio, a semeadura do milho após a colheita da soja torna-se vantajosa pelo aproveitamento do residual de fertilidade deixado pela cultura da soja como, também, por diminuir o potencial de inóculo de doenças de colmo e de grãos.


Residual de herbicidas
Um ponto importante a ser lembrado pelos produtores, ainda no manejo da cultura da soja, é o período residual dos herbicidas que serão aplicados.

Alguns herbicidas recomendados para a cultura da soja podem ter longos efeitos residuais e causar danos à cultura do milho safrinha, reduzindo assim a produtividade final.

Recomenda-se que, antes da escolha do herbicida, sejam observadas as recomendações da bula, considerando-se não apenas a cultura da soja mas, também, as culturas subsequentes que serão plantadas na área.


Época de plantio
Um dos principais pontos que devem ser levados em consideração no cultivo do milho safrinha é a época de plantio. Como o ciclo do milho é definido pela soma térmica diária - acúmulo de graus dia -, diferenças de até 30 dias na data de plantio no milho verão têm pouca influência na data da colheita. Contudo, nos plantios realizados na safrinha, intervalos de apenas 7 dias podem significar diferenças de até 20 dias no ciclo final da cultura do milho, aumentando os riscos no decorrer do ciclo da cultura e tornando-se fator decisivo no sucesso do produtor. Desta forma, o sucesso da safrinha, primordialmente, depende de um bom planejamento desde o plantio da lavoura no verão, já que o tempo na safrinha é peça-chave para um bom resultado final.

Este ano, em muitas regiões produtoras de safrinha, observa-se um aumento do plantio de cultivares de soja transgênicas. De acordo com o zoneamento destas variedades, a grande maioria só pode ser plantada a partir da segunda quinzena de Outubro, o que leva a um atraso no plantio do milho safrinha e consequentemente, aumenta os riscos para esta cultura.

A antecipação de plantio pode ser conseguida através do plantio de cultivares de soja precoce, somado ao Sistema Desseque e Plante (Sistema desenvolvido pela Du Pont) e, também, pelo plantio imediato após a colheita da soja, que pode ser realizado através de um adequado planejamento de utilização de máquinas, equipamentos e tecnologia na propriedade.


Escolha do híbrido
A escolha de híbridos de milho para a safrinha deve ser feita, levando-se em conta as peculiaridades de cada região e as características especiais desse período de cultivo.

Como os riscos são maiores durante o desenvolvimento da cultura, a safrinha exige híbridos de milho com elevada defensividade às principais doenças como, por exemplo, Cercospora, Phaeosphaeria, Turcicum e Complexo de Doenças de Colmo.

Além da defensividade, é necessário que os híbridos escolhidos apresentem alta estabilidade, uma vez que deverão manter o desempenho em condições adversas, principalmente, de estresse hídrico, temperatura e luminosidade.

E, como característica importante, é necessário que o híbrido plantado para a safrinha, tenha alto potencial produtivo, proporcionando bons resultados na colheita ao produtor. Como, infelizmente, ainda não se conseguiu desenvolver um híbrido que supra todas essas necessidades, o ideal é o plantio do Sistema de Combinação de Híbridos, selecionando-se híbridos que possuam essas características separadamente e que proporcionem combinados, ótimos resultados na colheita.

Como opções para a safrinha, pode-se destacar:

Pioneer 30R32 é um híbrido superprecoce recomendado para o plantio, principalmente, nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, devido ao ciclo superprecoce. O 30R32 apresenta tolerância às doenças de colmo e grão e é uma boa opção para compor o Sistema de Combinação com os híbridos 3027, 30K75, 30P70, 3021 e 30F87, já conhecidos do produtor.

Para as primeiras épocas de plantio da safrinha no Mato Grosso, principalmente após a soja precoce e para áreas de alta fertilidade, uma opção é o Pioneer 30F45, que apresenta como característica o pendoamento precoce na safrinha. O híbrido Pioneer 3041 também é recomendado para o plantio nas primeiras épocas da safrinha, apresentando essa mesma característica.

O híbrido Pioneer 30F80 reúne características desejáveis quanto à defensividade como a tolerância às doenças, qualidade de grãos e colmo. Juntamente com os híbridos 30F90, 30F98, 30F33 e 30S40 ele compõe um Sistema de Combinação que proporciona estabilidade, produtividade e defensividade.


Tratamento de sementes

O tratamento de sementes com Cruiser 350 FS (inseticida do grupo dos neonicotinóides) é recomendado, principalmente, nas regiões que já possuem histórico de ataque por insetos sugadores, porém, requerendo monitoramento constante.

Esses insetos, por serem de difícil visualização no campo, dificultam o controle através de pulverizações foliares e, quando detectados, já causaram danos irreversíveis à cultura. O plantio de sementes já tratadas com inseticida Cruiser 350 FS diretamente na empresa (tratamento industrial), além do controle desses insetos, reduz os riscos de intoxicação do tratador, a necessidade do descarte de embalagens e garante uma distribuição mais uniforme do produto na semente com consequente redução do número de plantas dominadas e maior uniformidade das plantas.

® Marca Registrada da SYNGENTA CROP PROTECTION, Basiléia, Suíça.



População de plantas e espaçamento entrelinhas
O plantio de milho safrinha em espaçamento reduzido tem as vantagens de proporcionar uma melhor distribuição espacial de plantas na lavoura, diminuindo o sombreamento das plantas na mesma linha e aumentando a interceptação da radiação solar pela cultura desde os primeiros estágios.

Além disso, o fechamento mais rápido das entrelinhas proporcionado pela redução do espaçamento, reduz a evaporação de água no solo e tem o potencial de reduzir a infestação tardia de plantas daninhas, o que acarreta melhor aproveitamento da água do solo.

Essas vantagens são, especialmente, importantes na safrinha, período em que dois dos fatores limitantes da produtividade são a diminuição da radiação solar durante o ciclo da cultura e o déficit hídrico.

A população de plantas deve ser definida, respeitando-se os limites máximo e mínimo recomendados pela empresa produtora de sementes e com base no manejo que se pretende adotar. Para solos de alta fertilidade, populações mais altas, mesmo na safrinha, proporcionarão maiores produtividades.

Principalmente na safrinha, quando há menor disponibilidade de água para a cultura, é importante o manejo correto da adubação, dando-se a possibilidade à planta de desenvolver seu sistema radicular para que este possa atingir maiores profundidades no solo.

Os princípios usados na recomendação de adubação para o milho safrinha devem ser os mesmos utilizados para o milho verão, baseando-se na produtividade esperada e em uma taxa de conversão média de 1 kg N para cada saca de 60 kg a ser produzida.

Deve se levar em conta que uma planta bem nutrida, resiste melhor às adversidades climáticas e ao ataque de doenças e insetos.

Ao utilizar-se de todas essas práticas de manejo, o produtor consegue minimizar o efeito das condições adversas da safrinha, aumentando a produtividade da cultura e terá como resultado maior retorno aos investimentos realizados.​

Autor:
Bréscia Terra
Engenheira Agrônoma, Gerente do Departamento de Marketing da Pioneer Sementes
Fonte: