Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksInício / Media Center / Artigos

Artigos

21/05/2007

Pioneer - 35 anos de Brasil

Em 2007, a Pioneer estará completando 35 anos de Brasil. Durante esse período, apesar das contínuas mudanças do mercado, o que exigiu flexibilidade e capacidade de adaptação, a Pioneer conseguiu ser inovadora e ao mesmo tempo manteve seus princípios básicos e valores inalterados. Por isso, a Pioneer é reconhecida pela continuidade, construindo sua história sempre alicerçada nos mesmos objetivos, focando nas atividades dos produtores, na geração e divulgação de informações técnicas, procurando desenvolver produtos de qualidade superior, fornecer suporte técnico no campo e estreitando cada vez mais o relacionamento com seus clientes e parceiros. Por essas características e por essa trajetória, hoje, mais do que nunca, a Pioneer é única.

A origem de tudo

Iowa, Estados Unidos, 1913. Henry Wallace, então um jovem pesquisador, inicia um programa de produção de sementes melhoradas de milho. Os seus estudos sobre as linhagens e cruzamentos tiveram tanto sucesso que em 1924, Wallace venceu um concurso de produtividade de milho. Dois anos depois, em 1926, Henry Wallace fundou a Pioneer Hi-Bred, a primeira empresa dedicada a desenvolver, produzir e comercializar sementes de milho híbrido. Estava lançada no mercado, a semente, que mais tarde, como fruto, geraria a primeira e maior empresa de sementes do mundo – A Pioneer.

A visão voltada para o futuro

Desde então, a Pioneer mantém o perfil de empresa inovadora, focada na ciência, tecnologia e nas atividades dos agricultores. Mas para que isso se mantivesse sólido ao longo do tempo, era importante que essa empresa construísse um alicerce sólido e com visão de longo prazo e que pudesse assim refletir a sua filosofia de negócios.

Por meio de um processo evolutivo iniciado desde a sua fundação em 1926, a Pioneer redigiu, em 1952, os pilares que definiriam as suas estratégias ou maneiras de fazer negócios – Visão para o futuro.

A Visão para o futuro é a nossa diretriz e firma a filosofia de trabalho da Pioneer descrevendo de maneira clara e simples os princípios éticos e morais em que todos nós acreditamos e seguimos e, com os quais, tratamos e nos relacionamos com os nossos clientes, funcionários e parceiros. São quatro os princípios:

1.° Empenhamo-nos para produzir os melhores produtos do mercado;

2° Mantemos relações honestas e imparciais com nossos clientes, produtores de sementes, funcionários, representantes e parceiros de negócios;

3° Promovemos e vendemos os nossos produtos com determinação, mas sem mistificação;

4° Empenhamo-nos em fornecer sugestões úteis aos nossos clientes, de maneira a auxiliá-los a obter maior lucratividade;

Anos 60 e 70 - O início dessa história de sucesso

No final da década de 60, no Rio Grande do Sul, foi criada a Proagro. No projeto original, elaborado em 1967, estava previsto uma associação com uma empresa que tivesse destaque em tecnologia de produção de sementes de milho, sorgo e forrageiras.

No Brasil, sob o signo da inovação e do desenvolvimento, a Pioneer iniciou suas atividades por meio de uma parceria comercial com a Proagro Comércio e Indústria Pró-Pecuária ltda; do Grupo Gomes Filho, de Bagé, RS. Em 6 de março de 1972, em Porto Alegre, se decidia o destino da mais nova empresa do setor de sementes no Brasil – a Proagro-Pioneer S/A, Agricultura, Indústria e Comércio, cuja fundação ocorreu meses mais tarde, mais precisamente no dia 22 de maio de 1972.

A história da Pioneer no Brasil é marcada pela superação de desafios, sempre voltados para solucionar problemas da agricultura e o desenvolvimento da cultura do milho. O destaque dessa experiência pioneira com os híbridos da marca Pioneer se deu por meio do híbrido 309B, na época, uma revolução no mercado pelas suas características de ciclo superprecoce e porte de baixo das plantas, aspectos esses, totalmente diferentes dos híbridos na época. A Pioneer entrava na contramão do mercado, apostando na evolução tecnológica da cultura e, portanto, no futuro.

Enquanto se erguia em Santa Cruz do Sul, RS, a nova unidade de beneficiamento de sementes, a pesquisa iniciava em Londrina, PR, um programa de adaptação de híbridos, época em que foram lançados os primeiros híbridos duplos do mercado, cujo destaque foi o híbrido Pioneer 6875 que perdurou por 16 anos no mercado.

Anos 80 – A diferença faz a exceção

Em 1982, ocorreu a incorporação da Proagro-Pioneer pela Pioneer Agricultura passando a operar com o nome de Pioneer Sementes Ltda. Essa década foi marcada pela definição de foco no mercado de alta tecnologia e no desenvolvimento e produção de produtos com qualidade superior.

Para sustentar essa definição de negócios, a Pioneer ampliou sua capacidade de produção e investimentos na pesquisa. Nessa época, iniciou o processo de beneficiamento em Santa Rosa/RS e Itumbiara/GO mantendo o diferencial que a colocou em posição de destaque na área de produção de sementes – a colheita e secagem em espigas e o acondicionamento das mesmas em câmaras frias com controle da temperatura e umidade do ar. Na época, uma tecnologia somente dominada e usada pela Pioneer. Concomitantemente, a Pioneer implantava duas novas estações de pesquisa, sendo uma em Santa Cruz do Sul/RS e outra em Itumbiara/GO.

Durante essa década foram desenvolvidos os primeiros híbridos triplos com destaque para os híbridos 3232, 3210 e 3230. Com essa nova geração de produtos, definitivamente, a Pioneer consolidava a sua posição de liderança tecnológica no sul rumo à conquista do centro do país.

Como forma de comprovar a superioridade genética no campo, em 1989, a Pioneer utilizou uma estratégia inovadora e audaciosa. A Pioneer instalou no campo várias lavouras em faixa comparando os seus produtos com a concorrência, lado a lado. Os resultados desse trabalho geraram a primeira revista ou livro de resultados sob o slogan “A diferença faz a exceção”. Em virtude, da capa da revista ou livro ser de cor preta, ela ficou conhecida no meio agrícola como o “Livro Preto da Pioneer”. Uma ousadia na época para o mercado do agronegócio que não tinha na sua rotina de divulgação, a apresentação de resultados comparativos.

Além disso, um diferencial que se tornava cada vez mais forte era o suporte técnico no campo por meio da rede de representantes que dentre inúmeros serviços disponibilizava para seus clientes discos de plantio de nylon para assegurar uma melhor qualidade da semeadura.

Anos 90 – Sempre um passo à frente com foco no produtor

No início dos anos 90, a Pioneer volta a inovar, lançando os primeiros híbridos simples modificados, a exemplo do híbrido 3072 e 3069, que apresentava maior potencial produtivo, ciclo superprecoce, grão duro e com grande aceitação no mercado. Também foi nessa época, que a Pioneer deu um passo à frente reunindo em suas áreas demonstrativas, produtos e informações técnicas e de práticas de manejo num evento que ficou conhecido como Áreas Pólo. Num processo iniciado em 1991 com o conselho de segurança e passando pela formação de times de qualidade, a Pioneer implanta o sistema de gestão de qualidade e a Pioneer passa a ser a primeira empresa de sementes no Brasil a obter o certificado ISO 9002, em 1997, período esse marcado por mais uma inovação no mercado, a comercialização de sementes híbridas de milho em embalagens contendo 60.000 sementes.

Ainda durante essa década, uma série de acontecimentos marcava a história de pioneirismo da Pioneer no Brasil: o lançamento dos híbridos Pioneer 3041 e 3051 como forma de combater um surto de ferrugem ocorrido em São Paulo e Minas. A estação de pesquisa de Santa Cruz do Sul/RS é transferida para Toledo/PR aumentando assim a capacidade de desenvolvimento de produtos para o verão e safrinha. A obtenção, em 1997, do Certificado de Qualidade em Biossegurança - CQB e, por meio desse certificado, a Pioneer está oficialmente autorizada a realizar pesquisas de campo com produtos transgênicos.

Também nessa época, a Pioneer introduz no mercado um novo conceito de recomendação de híbridos – O Sistema de Combinação de Híbridos. Nesse sistema, que tem como base o fato de que nunca um ano é igual ao outro e de que é impossível reunir num único híbrido somente pontos positivos, a Pioneer orienta produtores e profissionais da área de assistência técnica a importância de se combinar os híbridos conforme os pontos fortes e fracos e as características do ambiente e do manejo utilizado pelo agricultor.

Já no final dessa década e início da próxima, o Sistema de Combinação é levado para o campo por meio de Dias de Campo especiais – Os TQRs – Tecnologia que Rende e, também, para as páginas das revistas do setor agrícola por meio de anúncios. O primeiro, por meio de um quebra- cabeças – A Pioneer tem o híbrido que se encaixa na sua lavoura. Na seqüência, um cofre – O segredo do sucesso está na combinação e por último, a porta – A Chave do sucesso está na combinação.

Ainda no final dos anos 90, a Pioneer adquire o programa de melhoramento de soja da empresa Dois Marcos, que fortalecido pela junção do programa da Pioneer nos Estados Unidos, onde é líder de mercado, decide entrar no mercado de soja brasileiro tendo como meta ser uma empresa líder de mercado tal qual ela é na cultura do milho.

Em 2000, final do século XX, num período caracterizado por inúmeras fusões entre empresas de diferentes setores, incluindo o setor de sementes e químico, a Pioneer, passa a fazer parte do grupo DuPont, em uma de suas cinco plataformas, a Agrícola, que reúne o setor de sementes, defensivos agrícolas e tecnologia de derivados protéicas destinados ao ramo alimentício.

DuPont e Pioneer estudaram pontos de sinergia e viram na união entre genética e química agrícola, soluções para a agricultura e foram ao campo com uma proposta de realizar Dias de Campo, chamados “Tecnologias Integradas”. Junto com essa iniciativa de sinergia técnica, várias publicações foram feitas e, sempre, enfatizando o lado de soluções técnicas para agricultura.

Século XXI – O começo do futuro

No novo século, os desafios tomam novas conformações. A segmentação, a inovação com eficiência dos processos, a agilidade com a capacidade de adaptação, a manutenção dos valores combinados com as novas tecnologias, produtos e serviços úteis com percepção de valor e inseridos dentro das atividades dos clientes e o relacionamento claro e transparente são palavras-chaves.

As preocupações com a segurança, o melhor relacionamento com os clientes e funcionários, a difusão de informações cada vez mais segmentadas e em tempo real, a prestação de serviços, produtos com qualidade superior, o uso de novas tecnologias de maneira combinada para atender mais rapidamente as necessidades dos clientes são sem dúvidas os principais focos da Pioneer.

No entanto, todas essas ferramentas e processos deverão vir para agregar aos já existentes e sem excluir os valores éticos e morais que fizeram com que a Pioneer alcançasse uma posição de destaque e respeito perante seus clientes e parceiros no cenário do agronegócio.

Novos produtos deverão ser lançados dando continuidade aos atuais lançados no início desse século. Na soja, após os lançamentos da cultivares convencionais 98C21 e 98C81 e das resistentes a nematóide do cisto 98N31, 98N71 e 98N82, novos cultivares com novas características e genes serão incorporados aos atuais. Só de 2000 até hoje, a Pioneer lançou seis cultivares com o gene Roundup Ready - 98R62, 98R31, 98R91, 99R01, 98Y11 e 98Y51. Destes, o 98Y11 e 98Y51 são também tolerantes ao Nematóide do Cisto.

Também no milho, novos híbridos com diferentes características, entre elas a resistência a insetos – milho Bt, virão para aumentar ainda mais o poder de combinação e segurança proporcionado pelos atuais híbridos existentes no mercado. Só no início desse século foram lançados 12 híbridos: 30R50, 30F53, 30P34, 30F36, 30R32, 30K73, 30S40, 30F87, 30K64, 30F35, 32R22 e 32R48.

Novos projetos deverão ser incorporados aos atuais como forma de melhor atender as necessidades e particularidades dos clientes e parceiros nos seus vários segmentos a exemplo do Encontro de Difusores, Times de Avanço, Gargalos Técnicos e Tecnosoja.

Novos investimentos na área da produção e pesquisa deverão surgir. De 2000 para cá, a Pioneer inaugurou uma unidade de produção de soja e estação de pesquisa de soja, em Brasília/DF, uma unidade de milho em Formosa/GO, uma estação de pesquisa para soja em Sorriso/MT, uma estação de pesquisa para milho, em Passo Fundo/RS e está em construção uma nova estação de pesquisa mista para milho e soja, em Palmas/TO.

Todos esses investimentos em pesquisa combinados com novas tecnologias, a exemplo da biotecnologia, e de ferramentas modernas como o uso de marcadores moleculares, tem como finalidade aumentar a eficiência do atual programa de melhoramento e por conseqüência o lançamento dos novos produtos.

Na área de relacionamento com os clientes, esse século será marcado por grandes novidades. A internet é uma realidade para o empresário rural.

Após a construção de seu novo SITE, do Fórum, do Pioneer ao Vivo, Fale Conosco, em 2006, a Pioneer promete novidades na área de difusão de tecnologia com projetos e ferramentas para aumentar a interação e relacionamento com os clientes de vários segmentos. E seu objetivo é muito claro: ser definitivamente a referência técnica em milho, ajudando produtores, profissionais da assistência técnica e consultores.

Nos serviços, após a criação nesse início de século, do Sistema Irriga, um sistema de monitoramento da irrigação, do projeto silagem e do tratamento de sementes industrial com inseticidas do grupo dos neonicotinóides, a Pioneer vem com novos projetos nessa área procurando sempre atender necessidades do mercado por meio de soluções técnicas com qualidade.

Assim, essas próximas décadas serão de grandes desafios com novas conformações. E a Pioneer estará mais uma vez preparada para enfrentá-los seguindo como desde a sua origem os princípios da Visão para o futuro.​

Autor:
Eng° Agr° Cláudio de Miranda Peixoto Diretor de Marketing e Regulamentação DuPont do Brasil Divisão Pioneer Sementes
Fonte: