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Notícias

16/07/2013

Governo promete radicalizar na reforma e construção de armazéns da Conab

O governo federal promete empregar R$ 150 milhões para reformar os armazéns da Conab, além de R$ 350 milhões para construir dez novas unidades em diferentes estados brasileiros, em uma tentativa de minimizar o sucateamento daquelas plantas construídas há pelo menos 30 anos.
 
"Pretendemos até dezembro estar com todos os projetos, tanto de reforma quanto de construção das novas unidades para, em janeiro de 2014, dar início às obras", afirma o diretor de Armazenagem da estatal, Marcelo Melo. Segundo o dirigente, as ações serão radicais.
 
Sob ameaça de um colapso na armazenagem, já que os silos privados não conseguem absorver sozinhos o crescimento da safra agrícola brasileira, o diretor fala que as medidas serão agilizadas.
 
Com gargalo de armazenagem, MT tem silos sucateados e com milho de 2008 "Serão reformas radicais. Em Mato Grosso, por exemplo, os armazéns serão praticamente refeitos. Vamos colocar tombadores, secadores, equipamentos de alta geração, procurar dar o selo ambiental aos novos", cita Melo. Apenas em Mato Grosso a estatal tem 21 armazéns que juntos possuem uma capacidade de 200 mil toneladas de grãos.
 
Ainda neste estado, a falta de espaço já proporciona flagrantes de milho estocado a céu aberto. Enquanto isso, aqueles silos da Conab instalados na região Norte estão vazios, ou guardam milho ainda da safra de 2008, ou outras culturas.
 
Prazos
 
O tempo de execução das obras vai depender de cada planta, admite o diretor. "Sabemos que o problema é a defasagem, mas ao mesmo tempo que vamos investir o dinheiro na construção de novas unidades e reformar, abriremos uma linha de crédito de R$ 5 bilhões para que a iniciativa privada possa construir o seu armazém também, fazer o credenciamento e ter a condição de conservar o produto e esperar a melhor oportunidade para vendê-lo", diz ainda o diretor de Armazenamento da Conab.
 
Os recursos para que a iniciativa privada também amplie sua capacidade de armazenamento são oriundos do Plano Nacional de Armazenagem, anunciado pelo governo com recursos na ordem de R$ 5 bilhões no primeiro ano de execução. Em cinco anos deve totalizar R$ 25 bilhões.
 
A meta é que mais produto fique também nas fazendas, a exemplo do que ocorre em países como os Estados Unidos. No Brasil, apenas 13% do que é colhido ficam nas propriedades rurais.
 
Segundo o governo, a margem segura para armazenagem deveria ser de 1.2 armazéns para cada tonelada de grão. O país conta com 0,62.
 
"Corre-se um risco de ter colapso de armazéns se não houver uma interrupção com aumento anual", reconhece o diretor da Conab.
 
Somando-se os armazéns próprios e aqueles credenciados pela Conab cria-se uma capacidade estática, em nível Brasil, de 31 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, 5,7 milhões de toneladas para armazenar os estoques públicos.
 
De acordo com o próprio governo, até 2001 a produção estava alinhada com a capacidade estática de armazenagem.
 
 
Fonte: