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Notícias

17/07/2013

Biotecnologia permite aumento da produção agrícola e evita desmatamento

O uso da tecnologia no campo, incluindo a biotecnologia e consequentemente o transgênico, permite o aumento da produção de alimentos, sem a necessidade de aumentar a área plantada e derrubar nenhuma árvore. A afirmação é do diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS - Sistema Famasul), Lucas Galvan, durante apresentação aos alunos do segundo ano de Comunicação Social - Jornalismo, da Universidade Federal de MS (UFMS), na nesta terça-feira (16).
 
De acordo com Galvan, engenheiro agrônomo e também assessor técnico da Federação de Agricultura e Pecuária do MS (Famasul), para produzir uma saca de soja, em 1990, era necessária, em média, uma área de 250 metros quadrados, já para a produção de uma saca de soja com o pacote tecnológico disponível atualmente a área utilizada é 143 metros quadrados, o que significa uma diferença de 75%.
 
"A biotecnologia permite aumento da produção, melhorando a eficiência técnica e econômica das lavouras, levando a agricultura à escala comercial, atendendo a população e contribui para a redução da fome no mundo", argumenta Galvan.
 
O diretor executivo informou que os transgênicos, presentes no mercado internacional e nacional há mais de dez anos, são organismos manipulados geneticamente para adquirir as características escolhidas pelo homem, com alteração do genoma. "O primeiro Organismo Geneticamente Modificado foi desenvolvido na década de 70 e teve como resultado a produção de insulina, medicamento utilizado hoje no tratamento da diabetes. Isso comprova o objetivo dos transgênicos de trazer benefícios aos seres humanos e não apenas o aumento da produção de alimentos", ressaltou Galvan.
 
Galvan enfatizou que em MS 95% das lavouras de soja na safra 2012/2013 foram cultivadas com sementes transgênicas. Em todo país, o avanço das sementes geneticamente modificadas avançou 21% na comparação com a safra anterior, enquanto que a nível mundial o crescimento foi de 6%. "Já consumimos, há muito tempo, produtos transgênicos de forma direta ou indireta. E até agora não vimos resultados negativos para a saúde humana", concluiu Galvan.
 
Durante o debate com os acadêmicos, Galvan considerou que a tecnologia deve ser usada de forma correta, evitando o surgimento de resistências, como aconteceu com a lagarta helicoverpa. O tema teve repercussão devido resistências de algumas espécies de lagartas desfolhadoras em lavouras de milho que faziam uso de sementes modificadas geneticamente. "Esta situação específica trouxe impacto mais econômico e agronômico, do que ambiental", ressalta Galvan.
 
De acordo com o engenheiro agrônomo é cada vez maior o uso da tecnologia que, se usada adequadamente, traz ganhos agronômicos e permitiu até o momento menor uso de água e combustíveis, reduzindo a emissão de CO², devido a diminuição das atividades mecânicas na lavoura.​
 
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