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Notícias

13/03/2014

Cenário é favorável à produção de etanol de milho

Estudos da consultoria INTL FCStone apontam que a produção de etanol de milho já é economicamente viável no Brasil, inclusive podendo atrair investimentos nessa área. O cenário atual é de descolamento entre consumo e demanda, com crescimento da oferta total de milho no país nos últimos anos.
 
“Diante desse cenário, a produção de etanol a partir do milho é uma alternativa para absorver esse aumento de oferta do grão e poderia, inclusive, incentivar uma produção ainda maior do cereal no Brasil. Mesmo uma fonte importante de demanda de milho, que é a produção de ração animal, não vem acompanhando o ritmo de crescimento da oferta do cereal. De 2008 a 2013, enquanto a produção de milho aumentou 38,7%, o consumo de milho para ração cresceu 15,9%”, explica a economista Ana Luiza Lodi, analista de mercado da INTL FCStone, uma das autoras.
 
Desde a safra 2000/01, a produtividade do milho no Brasil cresceu 57%. Mesmo com a produção de milho crescendo consideravelmente ano a ano, ela não foi acompanhada pelo aumento do consumo na mesma proporção. Estudos da INTL FCStone revelam que, enquanto a produção aumentou mais de 90% entre as safras 2005/06 e 2012/13, o consumo doméstico cresceu na casa dos 30%, a despeito do volume de exportações maiores.
 
“Para se produzir etanol do milho gasta-se mais energia do que a despendida no biocombustível da cana. Contudo podem ser destacadas algumas vantagens do milho, como a possibilidade de se estocar o grão por tempo praticamente indeterminado, enquanto a cana deve seguir para a moagem logo após ser colhida”, aponta Ana Luiza.
 
Ela aponta ainda a concentração da indústria sucroalcooleira no estado de São Paulo e regiões próximas. “Essa questão geográfica encarece a distribuição do etanol de cana em estados mais distantes de São Paulo. Ademais, com os custos elevados do frete, também há o encarecimento do milho produzido, por exemplo, em Mato Grosso e transportado para outros estados e portos brasileiros. Destaca-se, ainda, que os preços mais baixos do cereal, principalmente em Mato Grosso, contribuem para viabilizar essa alternativa para a produção do biocombustível, garantindo, inclusive margens elevadas às usinas que utilizam o milho”, argumenta a economista.
 
“Essa alternativa se torna ainda mais factível, pois, nos próximos anos, o cultivo do milho no Brasil deve continuar avançando, a despeito dos produtores terem desanimado um pouco com os preços baixos observados no segundo semestre de 2013. Além da absorção de parte do milho produzido, o etanol do cereal contribuiria para desconcentrar a indústria do biocombustível no país, tornando-o inclusive mais competitivo em todo o território nacional”, destaca Ana Luiza Lodi.
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