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13/03/2014

MT afirma recorde nacional

Entre a expectativa e a realidade, a safra brasileira de grãos 2013/14 frustrou quem acreditava que neste ciclo o Brasil se tornaria – a exemplo do que projetou no ano passado – o maior produtor mundial de soja, ficando a frente dos Estados Unidos. O fator climático mais uma vez foi imperativo e o sonho não se concretizou. Mesmo sendo o estado que mais sofreu com a alta incidência das chuvas durante praticamente todo o pico de colheita no mês passado, Mato Grosso se consolida mais uma vez como o maior produtor nacional de grãos e novamente, assegura – desta vez com a oleaginosa – o sucesso brasileiro por mais um ciclo. Somente com a soja, Mato Grosso responderá sozinho com 30,85% da produção, um terço, ante 28,88% na safra passada.

Depois de muita seca, veranicos e chuvas nos grandes estados produtores, os números divulgados ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) eram bastante esperados, pois por meio da atualização do último levantamento (fevereiro) seria possível uma avaliação mais geral dos estragos causados pelo clima. Para surpresa dos mato-grossenses que já fazem as contas dos prejuízos causados pelas ininterruptas precipitações em fevereiro e início de março, a Conab ampliou em 1,1% a estimativa de produção estadual, que deve passar de 45,90 milhões de toneladas (t), em 2012/13, para 46,42 milhões t, o que se revela novo recorde ao Estado.

E a correção positiva sobre os dados coletados em fevereiro, quando foi estimada uma produção de grãos de 45,93 milhões t se deu justamente sobre a soja, cultura mais atingida pelo clima das últimas semanas. A Conab rejustou tanto a área plantada com a cultura como também a produtividade e a produção. No levantamento atual, Mato Grosso plantou 9,1% em relação à superfície anterior, ao passar de 7,81 milhões ha para 8,52 milhões ha. Em fevereiro a projeção apontava para uma área cultivada de 8,43 milhões ha. A produtividade passa dos 3 mil quilos por hectare e ganha 2,7% mais grãos que o rendimento da safra passada. Já a produção, surpreende com avanço anual de 12%, com o volume colhido passado de 23,53 milhões t para 26,35 milhões t.

Se a correção altista se sustentar até o próximo levantamento, que sai em abril, Mato Grosso que já detém o título de maior produtor de soja do país há uma década, aumenta também a participação no total brasileiro. Pelos números da Conab, o Brasil vai colher 85,44 milhões t, ante 81,44 milhões, avanço de 4,8% de uma safra a outra, quase três meses que a expansão do grão em Mato Grosso. Nessa relação, a presença mato-grossense salta de 28,88% do total nacional para 30,85%.

ALÉM DA SOJA - As outras duas culturas que são carro-chefe do agronegócio estadual, algodão e milho, tiveram a projeção de fevereiro mantida. Para o milho segunda safra, momento mais importante da cultura no Estado, há redução de 5,8% na área plantada, de 3,34 milhões ha para 3,15 milhões. Com isso, naturalmente, caem as expectativas de produção, que devem fechar em 16,56 milhões de t ante 19,35 milhões, queda de 14,4%. Mesmo com recuo anual, Mato Grosso se mantém o maior produtor nacional do milho safrinha, mesmo cultivando a cultura em segunda safra.

Para a cotonicultura, os números mantêm o ciclo de recuperação em relação ao anterior. O algodão expandiu em 29% a área semeada, de 475,3 mil ha para 613,1 mil ha. A produção deve atingir 921,6 mil toneladas de pluma, ganhou anual de 26% sobre a colheita anterior, de 731,3 mil t. No algodão, Mato Grosso também mantém a condição de maior produtor nacional.

Como milho e algodão são culturas de segunda safra, ambas requererão muita atenção por parte de produtores e técnicos, porque o desenvolvimento de ambas está em estágios iniciais e a escassez de chuvas até maio pode ser determinante para perdas, bem como chuvas demais após a florada do algodão.
 
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