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Notícias

13/03/2014

Variedades precoces de soja estão mudando a safrinha

Dia 25 de setembro de 2013 as plantadeiras de Vilmar José Krechinski, do interior de Marechal Cândido Rondon (PR) estavam a campo para plantar soja. Escolheu a dedo a variedade precoce, com objetivos bem claros: primeiro para escapar das estiagens de janeiro em períodos críticos de desenvolvimento da planta e até reduzir pelo menos uma aplicação de fungicida, segundo para colher cedo a soja e logo plantar o milho segunda safra e, com isso também colher cedo a safrinha, fugindo das geadas típicas da região Oeste do Paraná.

Máquinas entraram em campo novamente no início de fevereiro (2014). Desta vez para colher o soja e plantar o milho. Até o dia 10 de fevereiro ele estava com o serviço pronto. E o que é melhor, Krechinski conseguiu uma boa produtividade, em média 154 sacas por alqueire, dos 77 plantados. “Hoje em dia tem variedades que permitem a gente plantar antes, então tem que aproveitar”, diz, ao justificar suas escolhas. Dos 74 alqueires de milho segunda safra que semeou (plantou outros três com soja safrinha), ele também espera bons resultados, mesmo com a estiagem enfrentada em fevereiro. A expectativa é colher em início de julho. Os planos podem ser atrapalhados em algumas áreas (fez plantio escalonado) justamente por causa da estiagem. Por isso mesmo, em áreas com maior potencial ele tem investido mais com aplicações necessárias e adubação.

Vilmar Krechinski é um dos muitos agricultores que comemoram a possibilidade de utilizar variedades precoces e adiantar a segunda safra do milho. Segundo ele, além do potencial produtivo das sementes, a época de plantio e colheita reflete diretamente na produtividade. “E para o milho, dois, três, cinco dias podem fazer toda a diferença”, complementa o engenheiro agrônomo Fabrício Passini, gerente de Produto para o Paraná e Paraguai da DuPont Pioneer. Conforme ele, é cada vez maior a tendência em alguns Estados, principalmente no Paraná, de plantar variedades precoces e superprecoces. “Em algumas regiões, a segunda safra de milho tem um potencial produtivo tão grande quanto à primeira, e depois que começou a evolução do germoplasma argentino no Brasil, em 2006, os agricultores começaram a investir em variedades de soja mais precoces revolucionando o setor. A variedade escolhida, a data do plantio e colheita da soja reflete diretamente no potencial do milho safrinha”, declara.

EVOLUÇÃO

Passini expõe que as empresas de genética de soja começaram a colocar no mercado cultivares precoces com produtividade igual ou até maior que as tardias. “O Paraná é um exemplo bem claro, em que o agricultor está plantando cada vez mais cedo. Se falarmos em 15 de setembro não é nenhum absurdo. A tendência de plantar precocemente começou com o soja e chegou no milho. Sempre que o produtor tiver uma chance de implantar uma lavoura de soja precoce que produza tanto quanto a safra normal, mas com a vantagem de tirar antes do campo, o produtor vai tentar, porque ele também quer uma segunda safra de milho mais cedo e com produtividade alta e com maior segurança”, analisa.

O profissional ressalta que, para quem deseja plantar safrinha de milho, conseguir tirar dez dias antes a cultivar de soja do campo é uma grande vantagem. “Dez dias para o milho safrinha é uma ‘eternidade’, podendo ter um resultado de produtividade muito superior a plantios tardios”, justifica o gerente de Produto regional da DuPont Pioneer, lembrando que a diferença de dias pode significar, por exemplo, colher antes das geadas de inverno.

Questionado sobre qual o limite para essa precocidade, Passini cita que as empresas estão trabalhando muito forte para equilibrar esta combinação de cultivar de soja na safra de verão com híbrido de milho safrinha. O objetivo é precocidade. “O limite não depende apenas de genética e tecnologia das sementes, abrange também questões de clima, das quais não podemos fugir”, expõe, ao mencionar que cultivares que estão sendo produzidas em Brasília estão descendo para o Sul do país e estão ficando precoces também, colaborando para a mudança de estratégia em algumas regiões. Outro ponto muito relevante é o manejo. Devido ao ciclo, essas cultivares mais precoces são naturalmente mais exigentes a manejos. Se perder o ponto correto de uma aplicação de fungicida ou inseticida poderemos ter um dano maior que cultivares de ciclo maiores.

Para regiões onde não é viável plantar milho safrinha, compara o agrônomo, o agricultor escolhe a cultivar de soja levando em conta a produtividade.

VANTAGENS

O profissional da DuPont Pioneer menciona que há outros detalhes que o agricultor leva em conta para preferir uma variedade precoce. Entre elas a menor exposição no campo, o que permite às sojas superprecoces maior possibilidade de escape a períodos de grande pressão de doenças e pragas. “O agricultor escolhe a semente de soja avaliando a diluição do risco do produtor no sistema soja/milho. Mas o conselho tem sido para não plantar somente precoce, mas escalonar. Então, ao invés de plantar só cultivar de ciclo longo, ele escalona com cultivar de ciclo menor”, explica. Mas questionado se essa mudança de hábito do produtor é possível mantendo bons níveis de produtividade, Passini esclarece que a agricultura também depende de fatores externos, especialmente o clima - chuva, calor, frio etc. “Este ciclo tivemos cultivares plantadas em setembro com ótima produção, apesar de outubro ser considerado ideal para plantio. Mas é preciso ter uma boa combinação de ambiente, manejo e adaptação da cultivar”, ressalta.

SANIDADE

Por outro lado, ele garante que as cultivares precoces e superprecoces estão conseguindo agregar sanidade. Outro detalhe, informa, é que geralmente a cultivar precoce é de origem temperada, ou seja, provém dos EUA ou Argentina e estão sendo “tropicalizadas”. “Elas, por natureza, têm um índice foliar menor que uma cultivar tropical, sendo assim fica mais fácil a
penetração dos fungicidas no alvo aumentando sua eficiência”, analisa.

Um “casamento” que dá certo

Segundo o gerente de Produtos da DuPont Pioneer para o Paraná e Paraguai, hoje tem muito produtor fazendo uma combinação. Ele escolhe a variedade da soja de verão pensando no híbrido do milho safrinha, o que para os técnicos é um “casamento” ótimo. “Se conseguir juntar é ideal, porque colabora para o agricultor planejar seu trabalho para o ano, analisando manejos de combate de pragas e doenças, fazer plantios, entre outros. A tendência é de que isso cada vez mais aconteça.
 
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