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28/03/2014

Presidente da CNA quer discutir nova lei agrícola norte-americana no Senado

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) quer que as comissões de Relações Exteriores e de Agricultura e Reforma Agrária do Senado realizem uma audiência pública conjunta para discutir a nova lei agrícola norte-americana e a Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia. Foi esta a proposta da senadora em debate sobre as perspectivas futuras de normatização do comércio multilateral e eliminação dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos, realizado na tarde desta quinta-feira (27) na Comissão de Agricultura (CRA) do Senado.

A senadora avalia que as novas regras adotadas pelos EUA podem reduzir exportações brasileiras de soja, milho e algodão em US$ 4,34 bilhões até 2018. No Senado, ela se mostrou preocupada com os prejuízos que os subsídios abusivos causam aos produtores rurais, comprometendo o desempenho da agropecuária brasileira no exterior. A contabilidade dos prejuízos que os subsídios abusivos causam aos produtores brasileiros foi apresentada em estudo intitulado “Política Agrícola dos Estados Unidos e da União Europeia: Impacto no Agronegócio Brasileiro”, encomendado pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), da qual a senadora é presidente.

A nova lei agrícola norte-americana vai permitir subsídios de US$ 64,5 bilhões apenas para as três commodities no acumulado até 2018. “O setor produtivo está indignado com o tamanho deste subsídio nocivo, o que pode ampliar a área de produção nos Estados Unidos, provocando uma depreciação dos preços no mercado internacional”, afirmou.

A presidente da CNA também informou que os Estados Unidos usaram técnicas inteligentes como forma de “maquiar programas” e ampliar os níveis de apoio, especialmente aos produtos de maior interesse para o Brasil, como a soja, que vai receber US$ 19,2 bilhões em subsídios até 2014. Nos últimos anos, os produtores norte-americanos da oleaginosa – principal item da pauta exportadora do Brasil – não receberam subsídios de Washington, mas agora foram contemplados com políticas de apoio no pacote de medidas aprovado em fevereiro.
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