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Notícias

07/04/2014

Soja promete reverter déficit comercial

De janeiro a março, as exportações brasileiras de soja abriram vantagem de 4,5 milhões de toneladas sobre as vendas do mesmo período do ano passado e, com isso, já superam a meta de aumento nos embarques para o ano, de 2,2 milhões de toneladas. Nesse ritmo, a commodity promete reverter o pior déficit da história na balança comercial brasileira, que foi de R$ 6,1 bilhões no trimestre, conforme apontou na quinta-feira (03) o Fórum Brasil Agro, realizado pelo Agronegócio Gazeta do Povo e pela cooperativa Integrada para 450 produtores e lideranças do setor no dia de abertura da ExpoLondrina.

As exportações do grão somaram 9,05 milhões de toneladas e renderam ao Brasil US$ 4,55 bilhões no trimestre – US$ 3,1 bilhões só no mês passado, o melhor março da história da soja. Considerando que o país está recebendo em média US$ 505 por tonelada e deve embarcar 45 milhões de toneladas até o final do ano, seriam arrecadados ainda US$ 18,3 bilhões com o embarque de 36 milhões de toneladas nos próximos nove meses – valor três vezes maior que o déficit geral das exportações brasileiras no primeiro trimestre.

O período mais forte das exportações segue até agosto e a previsão é que, como no ano passado, o pico dos embarques ocorra no mês que vem, segundo Étore Baroni, da consultoria FC Stone. Em maio de 2013 foram embarcadas quase 8 milhões de toneladas de soja. “A demanda chinesa segue forte e quem passa a consumir proteína não volta mais a hábitos antigos”, frisou o palestrante.

Houve recuo na safra de soja devido aos problemas climáticos, mas o país segue ampliando a produção e as exportações. Uma colheita de 87,1 milhões de toneladas representa que há um volume extra de 5 milhões (t) no mercado, na comparação com 2013. Se não houvesse perdas, seriam ao todo 8 milhões de toneladas a mais.

O peso da soja torna a quebra climática desta temporada, concentrada no Norte e no Norte Pioneiro do Paraná, impactante para as economias regionais. Numa análise de longo prazo, no entanto, o quadro seguramente será superado com ganho de produtividade, conforme o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni. “Passamos de 1,5 mil quilos nas colheitas iniciais para mais de 3 mil quilos por hectare”, considerou.

Longo prazo

O Fórum discutiu a soja no século 21. Mostrou que, além do mercado, a pesquisa também promete estímulo à produção. O pesquisador da Embrapa Alexandre Nepumuceno mostrou que tecnologias na produção de sementes transgênicas ainda não comercializadas devem resultar em novas alternativas resistentes a insetos e tolerantes a agrotóxicos.
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