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Notícias

14/04/2014

China segue freguesa​

Apesar das inseguranças do mercado em relação à sustentação do apetite chinês, pelo menos para Mato Grosso, 2014 segue regido pela demanda chinesa, que neste trimestre, se firmou novamente como a maior parceira econômica do Estado. De janeiro a março, praticamente 100% do milho produzido e exportado pelo Estado foi comprado por eles e pouco mais de 63% de toda soja em grão negociada teve como destino, a China. O número é positivo, mas a forte dependência preocupa produtores locais e a diversificação de mercado é pleito do Estado junto ao novo ministro da Agricultura, Neri Geller. 

Conforme números divulgados pelo Ministério da Agricultura, no meio da semana passada, Mato Grosso reduziu em cerca de 1% a receita gerada com as exportações dos produtos do agronegócio. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2014 contra 2013, o faturamento passou de US$ 3,36 bilhões para US$ 3,33 bilhões. Apesar do saldo ligeiramente menor, a movimentação de soja foi novamente recorde. Cresceu 46% em cifras e 57% em volume comercializado. A receita acumulada de janeiro a março deste ano somou US$ 2,21 bilhões ante US$ 1,51 bilhão. Em toneladas, foram enviados 4,29 milhões ante 2,73 milhões na comparação entre os períodos. 

Dos mais de US$ 2,21 bilhões gerados com as exportações de soja neste trimestre, US$ 1,41 bilhão veio de negócios com os chineses, o que equivale a 63,80% do total. Mais que liderar a pauta estadual, a China ampliou neste ano as suas compras. Neste mesmo momento de 2013, eles haviam importado em soja, o equivalente a US$ 717,54 milhões, volume que praticamente dobrou neste ano ao ultrapassar US$ 1,41 bilhão. Em volume as compras chinesas cresceram 116% ao passar de 1,30 milhão de toneladas de soja para 2,81 milhões. Além do apetite maior, a ausência do nó logístico registrado ano passado – que afugentou os chineses do mercado brasileiro pelas gigantescas filas de caminhões para descarregar nos portos, especialmente, em Santos (SP) – contribuiu, e muito, para que houvesse continuidade no fornecimento de soja aos asiáticos, já que os atrasos não chegaram perto do que foram em março de 2013. 

Como explica o gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, “a colheita da soja prejudicada pelas chuvas, aqui em Mato Grosso, acabou contribuindo para o não caos nos portos, em proporções como vimos no ano passado. Mesmo com os Estados Unidos em recorde de exportação, Mato Grosso conseguiu bater recorde de exportações. A China está comprando dos dois, e nesse meio do caminho, digamos em plena colheita (ainda em março) o preço da commodity começou a subir no pico de colheita, juntamente com o dólar”. 

Ainda na comparação anual, a oleaginosa em grão foi o único produto do complexo soja (grão, farelo e óleo) a superar a performance na comparação entre os primeiros trimestres. As exportações passaram de US$ 1,05 bilhão para US$ 1,80 bilhão. O farelo encolheu, de US$ 402,77 milhões para US$ 370,74 milhões. O óleo, de US$ 45,32 milhões para US$ 35,13 milhões. 

MILHO - Mato Grosso ainda movimenta o cereal remanescente da safra 2012/13, ciclo recorde que jogou no mercado mais de 22,53 milhões de toneladas, recorde absoluto no Estado. Deste total, praticamente 100% está vendido e até março a China, sozinha, comprou praticamente tudo que havia disponível no mercado local. Neste trimestre foram embarcados US$ 571,93 milhões em milho, dos quais US$ 550,90 milhões vieram das vendas feitas aos chineses, ou seja, os mais de 2,89 milhões de toneladas movimentadas no período foram enviados à China. ​
 
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