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24/04/2014

América Latina e Caribe podem ser próximo “celeiro mundial”

Se implementarem "políticas chave para reforçar a produtividade agrícola da região", a América Latina e o Caribe poderão se tornar o próximo “celeiro mundial”, ajudando a alimentar uma população global de nove bilhões de pessoas projetadas para 2050. É o que aponta relatório divulgado nesta quarta-feira (23.04) pela Global Harvest Initiative (GHI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

O documento, intitulado “O próximo celeiro global: Como a América Latina pode alimentar o mundo”, reuniu a opinião de mais de 30 parceiros do setor público e privado. Apresenta desafios, recomendações e itens de ação para as autoridades políticas, a comunidade doadora, agricultores, agronegócio e sociedade civil.

“A América Latina tem um potencial enorme para ajudar a atender à crescente demanda do planeta por alimentos, rações, fibras e combustível, de forma sustentável e produtiva. Ao colocar em prática uma agenda abrangente de políticas pró-agrícolas, a região pode atrair os investimentos e inovações para se tornar o celeiro global do século 21”, diz a Dra. Margaret M. Zeigler, diretora executiva da GHI.

Atualmente, América Latina e Caribe representam apenas 11% do valor da produção de alimentos do mundo, tendo nada menos que 24% das terras agriculturáveis. “A região tem cerca de 28% das terras do mundo que foram identificadas como tendo médio a alto potencial para a expansão sustentável da área cultivada, e 36% da participação de terra que está ao alcance do mercado em um máximo de seis horas de mercados locais”, diz comunicado do BID.

“Embora já seja a maior região exportadora de alimentos do mundo, a ALC alcançou apenas uma fração de seu potencial para expandir a produção agrícola para o consumo regional e exportação global”, afirma Ginya Truitt Nakata , Especialista Sênior de Operações do Banco. “Os próximos 10 a 20 anos oferecem uma janela crítica de oportunidade para avançar em novas formas de agricultura produtiva e ambientalmente sustentável na região”, completa.

As principais áreas de ação política e de investimento apontadas pelo relatório como sendo chave para investimentos dos setores público e privado são: Agricultura Científica, Investigação e Desenvolvimento, Conhecimento e Serviços de Extensão para agricultores, Transporte e Infra-estrutura logística, Irrigação, Gestão da Água e Tecnologia de Mecanização, Comércio Regional e Global, Acesso dos Agricultores a Serviços Financeiros: Gestão de Risco e disponibilidade de crédito, Cooperativas e Associações de Produtores e Redução de perdas pós-colheita.​

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