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Notícias

22/07/2013

O produtor engajado no manejo integrado

A primeira palestra da campanha nacional de conscientização sobre o Manejo Integrado da Tecnologia Bt reuniu produtores e técnicos em Passo Fundo, na última quarta-feira, 17. A palestra promovida pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) teve como objetivo orientar os produtores sobre as boas práticas de manejo de resistência de insetos nas lavouras de milho Bt, o milho geneticamente modificado resistente a pragas, que possibilita a racionalização do uso de defensivos, bem como proteger o potencial de rendimento da lavoura.
 
Conforme o palestrante, consultor José Magid Waquil, a tecnologia transgênica foi introduzida no Brasil há algum tempo pela soja RR e mais recentemente na cultura do milho, a partir de 2008, para controle de pragas e lagartas na cultura. "A tecnologia teve grande sucesso na sua adoção e hoje 80% das sementes comercializadas tem essa tecnologia embutida na semente", avalia.
 
Segundo ele, a tecnologia Bt foi obtida por meio da transgenia, que explica ser a introdução de um gene de uma bactéria de solo, que vem sendo utilizada no controle biológico de pragas desde o início do século passado e tem contribuído significativamente no manejo de lagartas em diferentes culturas. "Com a tecnologia do DNA recombinante foi feito o clone dos genes da bactéria que produz uma proteína e foram inseridos em várias culturas especificamente na cultura do milho", considera.
 
Boas práticas de manejo
 
A tecnologia Bt, como explica Waquil, protege a planta contra perdas, no entanto, demanda manejo dos insetos que podem quebrar a resistência da proteína. "O gene que é colocado na planta expressa uma proteína e ela faz o controle da lagarta, que dá resistência da planta a lagarta. Com o uso intensivo da tecnologia pode acontecer a seleção de tipos de lagartas que estão no ambiente que são resistentes a proteína e, desta forma, surgir biotipos de isentos que quebram a resistência", comenta o consultor.
 
De acordo com ele, para evitar a quebra da resistência tem uma prática que envolve o manejo dos insetos. "Explicamos como isso funciona e queremos divulgar a principal estratégia que é uso da área de refúgio e outras práticas que interagem com essa principal para fazer melhor manejo dessa tecnologia Bt. O produtor precisa estar atento aos detalhes e incrementar as atividades na propriedade", pontua.
 
Boas práticas de manejo de resistência de insetos:
 
1 - Adoção de áreas de refúgio - O plantio e a manutenção das áreas de refúgio representa o principal componente do plano de Manejo Integrado da Resistência (MIR) das culturas Bt. O objetivo do refúgio é manter uma população de insetos-praga-alvo da tecnologia Bt sem exposição à proteína Bt.
 
2 - Dessecação antecipada seguida de inseticida - As culturas antecessoras, assim como as plantas daninhas e voluntárias presentes no ambiente, podem hospedar as principais pragas que atacam a cultura do milho na fase inicial, influenciando a espécie predominante e a pressão inicial das pragas. Assim, no sistema de plantio direto, a pressão de pragas na fase inicial da cultura pode ser maior quando comparada ao sistema de plantio convencional.
 
3 - Controle de plantas daninhas - Algumas plantas daninhas podem hospedar insetos-praga das culturas subsequentes, permitindo que uma quantidade significativa sobreviva nas áreas de cultivo no período da entressafra. Além disso, ervas daninhas podem ser fontes de lagartas em ínstares mais avançados, as quais apresentam maior dificuldade de controle pela tecnologia Bt.
 
4 - Tratamento de sementes - O Tratamento de Sementes (TS) é uma prática que visa o controle de pragas subterrâneas e iniciais da cultura, período de grande suscetibilidade às pragas. Os danos causados por essas pragas resultam em falhas na lavoura devido ao ataque às sementes após a semeadura, danos às raízes após a germinação e à parte aérea das plantas recém-emergidas.
 
5 - Monitoramento seguido de inseticida - O monitoramento é fundamental. A partir dele, toma-se a decisão de realizar ou não uma aplicação complementar de inseticida na lavoura.
 
6 - Rotação de culturas - A rotação de culturas consiste em alternar o plantio de diferentes espécies de culturas na mesma área agrícola. Com ela, o produtor melhora as propriedades físico-químicas do solo e reduz a população inicial de alguns insetos-praga da cultura.
 
Milho Bt
 
O milho Bt é obtido por meio da transformação genética de plantas de milho com genes da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), fazendo com que a planta produza proteínas tóxicas para algumas espécies de insetos. A tecnologia, criada em 1997 nos Estados Unidos, espalhou-se rapidamente devido a sua eficiência e há pouco mais de cinco anos é utilizada no Brasil, representando atualmente cerca de 80% das sementes de milho comercializadas no país.
 
 
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