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Notícias

30/04/2014

Agronegócio representa 28% do PIB goiano

O agronegócio goiano representa 28% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e ainda pode dar um salto gigantesco se houver integração entre algumas ações estratégicas de desenvolvimento. A informação foi base de palestra ministrada pelo ex-ministro da Agricultura e coordenador do centro de agronegócios da FGV-GVAGRO, Roberto Rodrigues, na manhã desta segunda-feira, no auditório da Federação da Agricultura de Goiás, organizada pelo Jornal O Popular, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Na ocasião foi prestada homenagem aos municípios com maiores PIB’s do Estado, bem como, aos dez municípios mais representativos na agropecuária. O Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio de Lima representou o goverador Marconi Perillo na abertura do evento.

Segundo Rodrigues, o agronegócio representa pouco menos de um quarto do PIB nacional, cerca de 22,8% e está distribuída entre produção de insumos (12%), pecuária (29%), agroindústria (28%) e distribuição. Os dois primeiros setores, no entanto, respondem por 30% dos empregos gerados e 41% das exportações nacionais e veem apresentando índices de crescimento substancial. Só a produção de grãos cresceu 106% em dez anos no Centro-Oeste.

“O Centro-Oeste é onde será disputada a final da copa do mundo da agricultura e Goiás será o Maracanã, onde será a grande partida final”, disse Rodrigues, citando o nome do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Antônio Flávio Camilo de Lima, presente no evento, com quem disse que tem discutido o tema.

Demanda
Ele explica que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o mundo deve aumentar a produção de alimentos até 2020 em torno de 20% e que o Brasil deve elevar sua produção em 40% para que o mundo não passe fome. “Foi a primeira vez que houve um pedido externo para que o Brasil amplie sua produção. Se juntarmos, Goiás e Mato Grosso do Sul dão conta disso sozinhos”, explica o ex-ministro.

E o País tem feito sua parte, diz ele, e ampliou sua área cultivável em 41% nos últimos 20 anos. Ao mesmo tempo a produção de grãos cresceu 223%. A avicultura também apresentou índice considerável de 447% nas duas últimas décadas. Ainda falta resolver alguns impasses, explica Rodrigues. Um deles é a área plantada.

No Brasil, existem 851 milhões hectares cultiváveis e apenas 75,9 milhões são de área plantada. Ainda é possível expandir essa área em 83 milhões de alqueires disponíveis. “Isso assombra americanos, chineses e canadenses”, complementa ele. No entanto, desses, apenas 13 milhões de hectares podem ser incorporados pela agricultura. O restante, 70 milhões de hectares, são reservas legais, áreas indígenas e parques. “O mundo inveja o Brasil, que pode mudar a geopolítica mundial junto com os demais países da América Latina, África e Ásia pobre”.

Desafios
A falta de estratégia ainda é desafio para que seja alcançado esse patamar. A falta de infraestrutura e logística, com armazéns, portos rodovias e ferrovias daria um pontapé inicial nesse desenvolvimento, mas “se tudo correr bem, são sete anos para que o Brasil tenha essa logística”. O Ex-ministro pontuou ainda a necessidade de garantias de renda, com seguro rural e melhora no volume e taxas de crédito. Também inclusas nas dificuldades estratégicas do País, ele cita o baixo investimento em tecnologia; questões institucionais, como o código florestal, questões trabalhistas e tributárias; a organização e o processo eleitoral brasileiro.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, destacou as evoluções que o Estado tem conquistado nos últimos anos, se tornando uma das potências na produção rural. Disse que o Estado, assim como o País, tem conquistado um status de respeito na produção, mas que ainda é preciso avançar mais.

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