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Notícias

06/05/2014

Agro estará nas campanhas políticas em 2014

“O agro deverá continuar crescendo em 2014. Vai fazer parte dos planos de governo de todos os candidatos a presidente e o tema será importante nas campanhas políticas”. A avaliação é de José Otavio Menten, presidente do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Doutor em Agronomia e Pós-Doutorado em Manejo de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da USP/ESALQ.

“Para o agro, as previsões são mais otimistas e concretas. Porém, muito pouco exploradas e divulgadas, exceto na mídia especializada de agro. A sociedade, cada vez mais urbana, ainda não é alcançada por estes temas com a intensidade adequada”, analisa Menten, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS).

Para ele, o fato de o agronegócio entrar na agenda dos candidatos “é consequência da melhoria da imagem e reputação do agro pela sociedade urbana, graças ao empenho do setor em se comunicar mais e melhor. As frentes parlamentares em defesa do agro deverão intensificar suas ações para que haja retomada de investimentos no setor”.

“Em 2014 deve ser, novamente, o principal setor de nossa economia, talvez um pouco abaixo de 2013. Os grandes desafios para 2014 são infraestrutura logística (transporte multimodal e capacidade de armazenamento), legislação/direito a propriedade, fortalecimento das cooperativas e associações de produtores, diversificação e agregação de valor da produção, custo elevado da mão-de-obra e legislação trabalhista (existem culturas ainda muito dependentes de serviços manuais, como café, laranja e cacau e com demanda sazonal), ocorrência e manejo de pragas (de acordo com o Índice de Confiança do Agro/FIESP, a alta intensidade de pragas e doenças só é superado pelas preocupações com clima e preços), conflitos envolvendo terras indígenas, compra de terras por estrangeiros e licença ambiental para construção de infraestrutura”, projeta. 

Segundo o especialista, “os transgênicos deverão se consolidar no Brasil. Após 10 anos de sua adoção, a área cultivada com soja, milho e algodão resistentes a herbicidas e insetos atingiu 40 milhões de hectares; em 2014, 91% da soja, 81% do milho e 47% do algodão deverão ser transgênicos. Estão sendo pesquisadas 37 novas tecnologias que poderão, em breve, estar à disposição também dos produtores de feijão, cana, citros e eucalipto”.

“Apesar dos gargalos, a produção agrícola (vegetais e animais) deve gerar renda de R$ 440 bilhões em 2014. A China deve continuar sendo a maior importadora. Com o mundo crescendo economicamente e em população, aliado a crescente urbanização e exigência dos consumidores, a demanda por alimentos, agroenergia e fibras de qualidade vai aumentar em 2014 e o Brasil vai consolidar sua posição de fornecedor que mais cresce no mundo”, conclui. ​
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