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08/05/2014

Presidente da CNA leva à presidente Dilma Rousseff propostas para a próxima safra

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nesta quarta-feira (7/5), em discurso no plenário do Senado, ter levado à presidente Dilma Rousseff, em encontro no Palácio do Planalto, as sugestões da entidade para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) de 2014/2015.  Uma das propostas é a ampliação, para R$ 900 milhões, do volume de recursos para a subvenção ao seguro rural, acréscimo de R$ 200 milhões em relação à safra atual.  “Com esse volume de dinheiro, será possível garantir a cobertura de pelo menos 35% da área de produção agrícola brasileira”, destacou.

Em seu discurso, a senadora informou que também consta na lista de propostas levada ao Planalto o pedido para que o Ministério da Fazenda faça o pagamento do seguro agrícola de forma regular. Segundo ela, o “não pagamento para as seguradoras retarda também o pagamento aos produtores, em caso de sinistro ou perdas na safra”. Ainda em relação ao seguro agrícola, a senadora defendeu a revogação da obrigatoriedade da contratação do seguro rural na hora do produtor acessar o financiamento. A medida, prevista em resolução do Banco Central, começa a vigorar em 1º de julho deste ano. “Isso dificulta ou até impossibilita a tomada de crédito, especialmente dos produtores de grãos”, justificou.

Extensão rural – Outra reivindicação apresentada à presidente Dilma foi a inclusão da extensão rural para a pecuária de corte, no caso dos pequenos e médios produtores rurais, por  meio de ações da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). No entender da presidente da CNA, “nos casos da soja e do milho, por exemplo, a rentabilidade está boa, mas a pecuária enfrenta dificuldades, fazendo com que os pecuaristas passem a plantar grãos ou acabem arrendando a terra, reduzindo a atividade no segmento específico da pecuária”.

Ela ressaltou a importância de levar tecnologia moderna aos produtores, “seja para quem está na atividade de produção de leite ou de carne bovina, de forma que o segmento possa ter uma rentabilidade maior e o país não seja apenas um grande celeiro de grãos”. Kátia Abreu destacou, ainda, sua confiança de que as sugestões da CNA sejam incluídas no Plano Agrícola e Pecuário 2014/2015, “ajudando a melhorar a atividade pecuária no Brasil”.

Ela lembrou, também, que existe uma reclamação “justa e ampla dos produtores” em relação à obrigatoriedade de o agricultor ter de apresentar todos os anos um projeto técnico para as operações de custeio. “ O projeto técnico elaborado pelo agricultor e apresentado ao banco para o financiamento é importante,  mas, para  quem já está na atividade agrícola há 10  ou 20 anos, a repetição é algo burocrático que eleva o custo da produção”, disse a senadora.
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