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Notícias

14/05/2014

Chicago: soja com demanda aquecida preços fecham pregão em alta

Nesta terça-feira (13), as cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam com altas expressivas. Durante todo o pregão, os preços da commodity buscaram uma recuperação frente às quedas da última sessão e terminaram o pregão com ganhos entre 6,75 e 18,50 pontos. O contrato de julho subiu 1,3% e encerrou o dia cotado a US$ 14,83 por bushel.
Para o analista de mercado da Cerelpar, Steve Cachia, a demanda firme pelo produto norte-americano deu suporte aos preços em Chicago. E os estoques dos EUA seguem apertados, em torno de 3,54 milhões de toneladas segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
"Temos visto os fundos entrando no mercado, o que faz com que os preços subam, depois garantem lucros e o mercado recua e assusta um pouco. Mas a demanda deve prevalecer e a cada queda na cotação, o mercado tem novo suporte a voltar a subir, pois a cada recuo no preço os compradores retornam ao mercado", explica Cachia.

Nesta terça-feira (13), o USDA reportou a venda de 116 mil toneladas de farelo de soja à Tailândia. E os embarques de soja dos EUA também seguem firmes, o departamento norte-americano informou que até o dia 8 de maio, os embarques totalizar 239,95 mil toneladas, contra 99,50 mil toneladas reportadas anteriormente.

Paralelo a esse cenário, a Oil World estimou que a demanda mundial por soja importada poderá ser maior do que o projetado inicialmente. A expectativa é que a China importe até o final da safra 2013/14, 70,7 milhões de toneladas, frente as 70,5 milhões de toneladas estimadas em abril. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número representa um crescimento de 18%.

Em abril, os chineses compraram 6,5 milhões de toneladas de soja, porém, no mês de maio esse percentual pode aumentar para 7,4 milhões de toneladas, conforme as informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg. Desde o início do ano, os futuros da commodity já registraram uma valorização de 14% devido aos estoques dos EUA apertados e a crescente demanda da nação asiática.

“Estamos em um momento de mercado de demanda, onde o fator demanda tem maior influência sobre os fatores de oferta. A situação de estoques apertados dos EUA irá continuar até a entrada da safra 2014/15 em setembro e até lá ninguém tem garantias que a produção será grande”, afirma o analista.
Por enquanto, a área cultivada com a soja nos EUA alcança 20% até o dia 11 de maio, na última semana o número reportado foi de 5%. Já a média dos últimos cinco anos é de 21%. O estado de Louisiana é o mais adiantado na semeadura do grão, com 78% da área, seguido de Mississipi, com 55% da área plantada.

Entretanto, apesar do avanço expressivo do plantio da safra 2014/15 e da estimativa de uma produção cheia nos EUA, de 98,93 milhões de toneladas e estoques de 8,98 milhões de toneladas, conforme projeções do USDA, analistas dizem que a safra ainda está começando e é preciso observar o clima durante o desenvolvimento da produção.  “Se a safra vier cheia nos EUA e no resto do mundo, temos uma mudança no cenário, mas apesar da recomposição dos estoques, que não ficarão em números tão amplos, os preços podem ceder. Mas a demanda deve continuar firme e poderá ficar até mais forte”, acredita o analista.

Frente a esse quadro, Cachia ressalta que o mercado tem potencial para novas altas até meados de julho. “Então, o produtor deveria pensar em alongar as vendas e travar alguma coisa para 2015, caso haja novos picos de preços nas próximas semanas”, finaliza.
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