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Notícias

21/05/2014

Soja trabalha em alta em Chicago com foco nos fundamentos

A soja registra mais um pregão positivo na manhã desta quarta-feira (21). Os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago trabalham com ligeiros ganhos na sessão eletrônica de hoje ainda refletindo o ajustado cenário de oferta nos Estados Unidos, além de tentar consolidar uma recuperação depois da realização de lucros de ontem.

Nesta terça (20), a commodity terminou o dia perdendo mais de 14 pontos, principalmente nos vencimentos mais próximos, em função de uma correção técnica que precedeu a forte alta da segunda-feira (19). Segundo analistas, esse ainda é um período de volatilidade para o mercado, apesar dos fundamentos positivos.

A China, maior consumidora mundial de soja, também continua comprando em um ritmo bastante contínuo e forte, o que completa o cenário positivo para os preços. Com isso, nesta terça-feira (20), os valores da oleaginosa registraram preços recordes no país e Chicago acabou refletindo esse avanço nos melhores momentos do pregão, explicou Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult.

"Se existe toda essa demanda é preciso que o preço continue a subir, porque os Estados Unidos deverão sofrer sua pior crise de abastecimento interno e as cotações têm que aumentar para racionar as compras", explica Severo. 

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Em Chicago, soja realiza lucros e fecha em baixa nesta 3ª feira

Após operar durante todo o dia em alta, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago realizaram lucros no final da sessão e fecharam em queda nesta terça-feira (20). Os primeiros vencimentos foram os que registraram as perdas mais expressivas, com o julho perdendo 15,50 pontos e o agosto com um recuo de 14,50 pontos. 

O mercado passou por uma correção técnica depois das fortes altas de ontem, quando as posições mais negociadas subiram mais de 20 pontos diante da escassa oferta de soja nos Estados Unidos e uma demanda ainda muito aquecida pelo produto norte-americano.

Esse quadro de oferta e demanda ainda preocupante continua sendo, no entanto, o principal fator de suporte para os preços da oleaginosa. Os estoques norte-americanos são os mais baixos historicamente e, segundo analistas, nem mesmo as importações por parte dos EUA, estimadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 2,5 milhões de toneladas, serão suficientes para amenizar a escassez no país.

A China, maior consumidora mundial de soja, também continua comprando em um ritmo bastante contínuo e forte, o que completa o cenário positivo para os preços. Com isso, nesta terça-feira (20), os valores da oleaginosa registraram preços recordes no país e Chicago acabou refletindo esse avanço nos melhores momentos do pregão, explicou Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult. 

"Se existe toda essa demanda é preciso que o preço continue a subir, porque os Estados Unidos deverão sofrer sua pior crise de abastecimento interno e as cotações têm que aumentar para racionar as compras", explica Severo.  

Apesar de pouco produto disponível, os Estados Unidos seguem embarcando soja com vigor e esse tem sido o principal componente da base de sustentação para os preços praticados em Chicago. No acumulado do ano, os embarques norte-americano já somam 41.862,57 milhões de toneladas, contra a estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de 43.550 milhões. 

O ano comercial, no entanto, só termina em agosto e o Brasil, ainda de acordo com o consultor, não tem como vender mais de 32 milhões de toneladas para a China, o que configura uma situação de aperto também aqui no país, o que poderia dificultar ainda mais as vendas para os Estados Unidos. 

"Ainda existe uma boa resistência acima dos US$ 15 por bushel e essa é uma boa hora para os produtores venderem, com um movimento de três dias de preços altos, depois o mercado pára para ver o que aconteceu", diz. "No Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, a soja safra velha foi negociada a R$ 72,00 e a nova a R$ 67,00 por saca base porto, o produtor tem que vender a safra nova por esse valor, que é muito bom preço para começar a travar seus custos de lavoura", completa.
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