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Notícias

26/05/2014

Milho pode ter alta de 19% em MS, afirma especialista

A saca de 60 quilos do milho produzido na região de Dourados (MS) em meados do mês de julho deve sair dos atuais R$ 21 para R$ 25, registrando alta de 19%. A previsão é do consultor de mercado, Liones Severo, que acredita na valorização do cereal estimulada pelas exportações em grande escala, que se iniciam no mês de julho. 

Assim como Dourados, as praças de Campo Grande, Maracaju e Ponta Porã também poderão superar a alta de 19%. “Não seria surpresa a saca de milho atingir o valor de R$ 30 no segundo semestre do ano, mas este fator dependerá do andamento da safra dos Estados Unidos, maior fornecedor mundial de milho, que inibe a competitividade de muitos países”, reforçou o palestrante.

O consultor falou sobre o mercado internacional do milho. “O comportamento dos preços dependerá diretamente da demanda chinesa que tende a aumentar em relação aos anos anteriores, assim como a demanda interna”, afirma. Severo salienta que apesar da alta produção de milho, a China consome o que produz e ainda importa, principalmente para a fabricação de ração animal, composta proporcionalmente por quatro toneladas de milho para cada tonelada de farelo de soja.

Para Severo o aumento do consumo do cereal é o principal estímulo da alta no preço. “Nos últimos oito anos o consumo superou a produção de milho no mundo, fazendo com que não existam estoques e dando ritmo à comercialização do que é produzido. Para o Brasil, a expectativa é de competitividade e altas cotações, devido a produção que diminuiu e o aumento da demanda em relação ao ano anterior.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Vietnã, Malásia e Indonésia se destacaram como principais importadores do milho sul-mato-grossense no mês de abril, totalizando 2,4 milhões de toneladas, com movimentação de US$ 577 milhões free on board (FOB). ​
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