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Notícias

26/05/2014

Área revisada para cima

Milho safrinha de MT cresceu 35 mil hectares além da estimativa inicial

Quando tudo parecia definido na segunda safra do milho, em Mato Grosso, veio a surpresa: a área recuou menos do que o esperado. Duas regiões acreditaram na cultura e ampliaram a superfície – na contramão do registrado no estado – e o clima vem ajudando o desenvolvimento, com chuvas atípicas para esta época. Em função desses novos fatores, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) reajustou para cima a área plantada com a cultura, ao elaborar o quinto levantamento da safra 2013/14 do milho safrinha. Houve ganho espacial de 35 mil hectares, todos localizados ao oeste e nordeste de Mato Grosso. 

Como frisam os analistas do Imea, o levantamento do mês de maio traz pequenas alterações apenas para a expectativa de área e produção em Mato Grosso. “Em virtude das inconsistências climáticas, algumas regiões do estado estão apresentando chuvas atípicas para esta época do ano. Assim, até o final do desenvolvimento das lavouras de milho neste ciclo, a produtividade em campo pode ser alterada, sobretudo, na área de milho semeada fora da janela ideal, ou seja, depois do final de fevereiro. Com isso, a expectativa de produtividade foi mantida a mesma do último levantamento com média de 85,4 sacas/hectare para o estado, representando uma queda de 15,82% em relação à safra passada”. 

Já para a estimativa de área, o novo levantamento trouxe um incremento de pouco mais de 35 mil hectares em relação à expectativa de março, em virtude da continuidade de semeadura de algumas áreas fora da janela e que não fizeram parte do último levantamento. Com isso, a nova área de milho do estado foi alterada para 3 milhões de hectares, representando uma queda de 18,8% ou 695 mil hectares em relação à safra 2012/13. Até março, o Imea projetava área plantada de 2,97 milhões de hectares. “Com as novas áreas estimadas para o milho, apesar de o estado apresentar recuo de área nesta safra em relação à 2012/13, as regiões oeste e nordeste do estado apresentam ganho de área em relação à temporada anterior”. 

Essas porções do estado são as únicas em ascensão, já que todas as outras recuaram na preferência pelo cereal. A região nordeste, avançou a cobertura em 0,95% ao passar de 254,71 mil hectares para 257,12 mil. No oeste, o incremento anual foi de 4,33%, de 375,80 mil para 392,09 mil hectares. Apesar do incremento dessas duas regiões, todas têm projeções negativas de produção e produtividade, quando comparadas ao ano passado. 

Como lembram os analistas, o recuo na preferência pelo milho como opção de segunda safra foi motivado pela falta de perspectivas que havia em torno do cereal até o segundo semestre do ano passado, quando a decisão do que plantar e quanto plantar é tomada pelo produtor. Naquele momento, em função de duas produções recordes e seguidas no estado e de sinalizações de freio na demanda pelo cereal, o mercado futuro – aquele em que a produção é comercializada antes mesmo de ser plantada para que o produtor pegue o dinheiro para comprar os insumos necessários – não se mostrava atrativo (rentável) à cultura e quem pôde, optou pelo algodão como opção de segunda safra. No entanto, durante o plantio do grão, o mercado reagiu e alguns agricultores aproveitaram para esticar a janela, e plantaram um pouco mais do que haviam previsto. 

VOLUME - Com as alterações realizadas apenas na expectativa de área de milho em Mato Grosso, a produção do estado foi variada apenas em função desta alteração. Com expectativa de produção de 15,38 milhões de toneladas para a temporada 2013/14, representando um recuo de 31,7% ou 7,16 milhões de toneladas em relação aos 22,54 milhões de toneladas produzidos na safra passada. Até março o Imea trabalhava com volume estimado de 15,23 milhões de toneladas. 

EXPORTAÇÕES - De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações mato-grossenses de milho da safra 2012/13 totalizaram volume de 13,58 milhões de toneladas exportadas entre agosto de 2013 e abril de 2014, aumento de 13% em relação ao mesmo período da safra 2011/12. Somente a partir de fevereiro os acumulados mensais de embarques do cereal começaram a registrar volumes inferiores aos da temporada anterior. Abril foi o mês que apresentou a maior queda no comparativo com o mesmo período do ano passado, de 96%, com apenas 2,77 mil toneladas enviadas ao exterior, gerando US$ 831,03 mil. No comparativo com o volume exportado em março de 2014 o montante de abril é 95% inferior, reflexo da intensificação das exportações mato-grossenses de soja em grão, que teve sua janela de exportação iniciada um mês mais cedo que em 2013 devido à forte demanda mundial pela oleaginosa nesta safra. 
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