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Notícias

17/06/2014

Argentinos continuam sentados na "muralha de soja"

A Argentina vendeu aproximadamente US$ 10,1 bilhões em grãos até agora no ano, segundo dados do Centro de Exportadores de Cereais do país vizinho. No entanto, os produtores argentinos possuem um estoque de ao menos o dobro valor e sem intenções de vender no curto prazo. Há um estoque aproximado de US$ 19 bilhões, e as exportações não estão na ordem do dia.

Essa estratégia já foi usada pelos argentinos muitas vezes nos últimos anos para protestar contra as políticas do governo sem gerar dólares para a economia e apostando em preços melhores para a oleaginosa. Mas desta vez os produtores estão com uma desvalorização brutal do Peso Argentino em relação ao dólar.

Segundo Lorena D'Angelo, uma analista independente de Rosário, já existem "micro-desvalorizações" diárias da moeda local. "Existe uma perspectiva de uma desvalorização maior no curto prazo. Muita gente acredita que isso deve acontecer durante a Copa do Mundo de futebol", disse ela ao jornalista Luis Vieira, do Portal Agriculture.com. Durante o Mundial, os sulamericanos costumam prestar menos atenção em política ou economia.

Guillermo Rossi, Diretor de Informação e Estudos Econômicos da Bolsa de Comércio de Rosário, diz que uma desvalorização gigante se dará em 2015. Negociações futuras de dólar já são feitas a AR$ 11.03 para junho do ano que vem. Hoje, US$ 1 compra AR$ 8.13. Há uma semana, o valor era de AR$ 9.09. Portanto, a desvalorização pode chegar a 30%.

Para Rossi, um fator interessante são os estoques reais de soja na Argentina. O número é disputado por diferentes organismos. A Bolsa de Comércio de Rosário estima 4,5 milhões de sobras da oleaginosa da safra passada no mês de março desse ano e outros 35% da produção desta safra (de 55,7 milhões de toneladas) estariam em estoque. "Armazenar soja na Argentina é relativamente sensível por conta da popularidade dos silobags. Cada bolsa permite um armazenamento entre 60 e 250 toneladas com custo médio de US$ 3 por tonelada. Nossa capacidade de armazenamento nas bolsas ultrapassa 30 milhões de toneladas", revela Rossi.

Lorena D'Angelo acredita que os grãos não deverão estar armazenados além de agosto. O motivo é que os prazos de pagamento das dívidas vai até o final de junho, e eles também precisam comprar insumos no período. "Aí começam as preparações para a nova safra", ela acrescenta.
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