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Notícias

23/06/2014

Saldo cresce pela 1ª vez no MT

Pela primeira vez em 2014 a receita acumulada pelas exportações mato-grossenses conseguiu, mesmo que de forma bastante modesta, superar o realizado em igual período do ano passado. Conforme dados liberados na sexta-feira (20) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), de janeiro a maio deste ano as vendas externas da pauta local somaram US$ 7,07 bilhões, 0,81% mais que o consolidado em igual intervalo do ano passado, US$ 7,01 bilhões. Nesses cinco meses, o mês de abril foi o melhor em faturamento, movimentação de quase US$ 2 bilhões, e a soja segue como a principal commodity embarcada. 

Na comparação mensal, o ritmo dos embarques arrefeceu em relação a abril, já que a receita fechou o mês passado em US$ 1,74 bilhão enquanto que no mês anterior chegou a US$ 1,95 bilhão. Na comparação anual, maio deste ano contra maio do ano passado, o faturamento passou de US$ 1,63 bilhão para US$ 1,74 bilhão, incremento de 6,74%. 

A soja, carro-chefe das vendas internacionais realizadas por Mato Grosso, fecha os cinco primeiros meses deste ano responsável por quase 63% da receita total acumulada, ou seja, dos US$ 7,07 bilhões, US$ 4,45 bilhões vieram dos embarques da soja em grão. Em janeiro foram movimentadas 8,85 milhões de toneladas, no mesmo intervalo de 2013 as vendas somaram US$ 3,59 bilhões e o volume comercializado 6,77 milhões t. Na comparação entre os dois períodos a expansão é de 23,85%. 

A receita total da pauta estadual não avança na mesma proporção do que ocorre com a soja porque Mato Grosso segue contabilizando a ausência que o milho deixou no comércio internacional, especialmente pelo realizado no primeiro quadrimestre do ano passado. De janeiro a maio deste ano as exportações do cereal geraram faturamento de US$ 570,28 milhões e embarque de 2,88 milhões t. O milho participa neste ano de 8,06% de tudo que foi exportado. As cifras atuais representam queda de 54,12% em relação ao acumulado de janeiro a maio de 2013, quando a receita atingiu US$ 1,24 bilhão e as vendas 4,43 milhões de toneladas. Até o primeiro trimestre de 2013, por exemplo, o milho era – de maneira inédita – a commodity mais valorizada e com maior volume físico embarcado. Já em 2014, a soja volta ao posto principal devido ao maior interesse externo e maior produção da oleaginosa no Estado, enquanto com o milho há o arrefecimento da demanda internacional. 

Ainda avaliando o desempenho da pauta, os cortes bovinos também encerraram o período com ganhos sobre o realizado em igual momento do ano passado, com receita 32,45% superior a 2013, houve avanço na participação total da pauta que passou de 4,52% para 5,94%. Conforme dados do Mdic, os cortes somaram US$ 420,55 milhões e os embarques, 92,83 mil toneladas. No mesmo acumulado do ano passado foram US$ 317,51 milhões e movimentadas 67,96 mil toneladas. 

PARCEIROS – A maior parte da soja negociada nesses cinco primeiros meses teve como destino a China. O país gerou 45% do faturamento da pauta estadual, ou seja, US$ 3,19 bilhões dos US$ 7,07 bilhões contabilizados. Na comparação anual entre os períodos houve expansão nas relações comerciais, pois a China havia negociado US$ 2,88 bilhões de janeiro a maio do ano passado. O segundo maior parceiro são os Países Baixos (Holanda), os negócios recuaram 8,31%. Nesse ano as compras feitas somaram US$ 650,57 milhões – participação atual de 9,19% no total da pauta – contra US$ 709,52 do ano passado. A Indonésia é o país que mais expandiu as relações com Mato Grosso, 111,29% no período, ao passar de US$ 126,31 milhões para US$ 266,88 milhões. Os cinco maiores mercados ao Estado fecham com a Espanha – alta de 59,61% ante ano passado, de US$ 166,35 milhões para US$ 265,52 milhões – e com a Venezuela – que recuou 20,29%, de US$ 245,26 milhões para US$ 195,50 milhões. 

RANKING MT – Entre os maiores exportadores de Mato Grosso, Sorriso – conhecido como a capital nacional do agronegócio e por exibir a maior área cultivada com soja no mundo, mais de 600 mil hectares – segue liderando o ‘top 5’ local. Mesmo com perdas de um ano para outro, em decorrência da ausência do milho nas negociações, o Município exibe a maior receita gerada com os embarques, US$ 754,89 milhões contra US$ 790,54 milhões consolidados no ano passado. Dos cinco maiores, apenas Cuiabá – mas chancelando produtos do agronegócio – não tem vocação agropecuária. 

Em segundo lugar está Rondonópolis com exportações em US$ 511,84 milhões contra US$ 408,95 milhões, seguido por Nova Mutum – US$ 455,41 milhões ante US$ 288 milhões -, Cuiabá – US$ 399,16 milhões ante US$ 498,85 milhões – e Lucas do Rio Verde – US$ 289,97 milhões ante US$ 308,84 milhões .
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