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Notícias

01/07/2014

Soja em grão supera minério de ferro

Nos primeiros cinco meses deste ano, a soja em grão foi o principal produto exportado pelo Brasil, representando 13,9% das vendas externas do país e ultrapassando pela primeira vez o minério de ferro, segundo informação do boletim Agronegócio Internacional, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As exportações do chamado complexo soja, nesse período, atingiram US$ 15,58 bilhões, representando 17,1% do total das exportações brasileiras, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Os principais destinos das exportações desse segmento do agronegócio de janeiro a maio foram a China (US$ 9,7 bilhões), os Países Baixos (US$ 1,3 bilhão) e a Tailândia (US$ 501,4 milhões). O boletim Agronegócio Internacional destaca que os cinco principais produtos exportados nesse período pelo agronegócio foram a soja em grão, o farelo de soja, a carne bovina, a celulose e os couros. 

Já com relação às exportações de carnes, o destaque foi para a carne bovina: crescimento de 11,2% no volume exportado e alta de 10,7% no valor das vendas externas, em comparação com o ano passado. O setor alcançou 2,5% do total das vendas do país ao exterior e receita de US$ 2,8 bilhões. Os principais destinos das exportações do segmento foram Hong Kong (US$ 1 bilhão), Rússia (US$ 731 milhões) e Venezuela (US$ 534 milhões). O dado negativo ficou por conta do comportamento dos preços da carne de frango exportada, uma queda de 13,6% no período analisado. Mesmo assim, em volume, houve um incremento de 2,3%. 

MILHO - Já no caso do comércio global de milho, no biênio 2014/15, deverá haver queda devido à redução das importações da China e do México, diz o boletim da CNA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) divulgou que a produção de milho na safra atual será de 979 milhões de toneladas. Volume este semelhante ao colhido na safra 2013/14. Espera-se, segundo o USDA, crescimento da produção de milho em países como a China, Argentina e Rússia. Prevendo-se aumento de 12,5% no consumo mundial de milho (965,8 milhões de toneladas) na safra atual. 

A boa notícia é que, recentemente, o governo chinês decidiu liberar as importações de milho do Brasil. A CNA assinala que o objetivo declarado dos chineses, com a medida, é reduzir a dependência nas compras do cereal junto aos Estados Unidos. Os norte-americanos fornecem mais de 90% do milho comprado pela China. A expectativa é de um aumento expressivo nas importações de milho pelos chineses no decorrer dos próximos anos. Isso devido ao crescimento estimado da produção de carne bovina da China, além de uma demanda maior por parte das indústrias locais processadoras de alimentos. ​
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