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02/07/2014

Apenas 6,2% das terras agrícolas brasileiras são arrendadas

De acordo com dados do estudo “Land Rental Markets in Brazil: A Missed Opportunity”, apenas 6,2% das terras agrícolas brasileiras são utilizadas dentro do conceito de arrendamento rural. Na Europa, esse percentual sobe para 38%, enquanto nos Estados Unidos é de 66%.
 
De acordo com o Climate Policy Initiative (CPI), a adoção do sistema de arrendamento de terras rurais pode ser crucial para elevar a produtividade do campo brasileiro sem prejudicar o meio ambiente. A pouca utilização desse sistema é decorrente principalmente da restritiva legislação brasileira para contratos rurais, o que limita o crescimento desse mercado no Brasil.
 
Para o CPI, essas regras não condizem com a realidade atual do campo brasileiro, e especialmente do cultivo de cana-de-açúcar. “A proteção aos proprietários rurais deveria se concentrar apenas nas regiões e culturas nas quais o cultivo de subsistência é realmente crucial para seus agricultores”, afirma o grupo.
 
“Ao racionalizar o uso do campo, a adoção do sistema de arrendamento rural também traz importantes ganhos do ponto de vista ambiental. De acordo com o estudo, o Brasil conta hoje com cerca de 40 milhões de hectares de terras de pastagem degradas, que poderiam ser utilizadas para o cultivo de cana-de-açúcar. Se essas terras fossem convertidas, seria eliminada a emissão de pelo menos 700 milhões de toneladas de CO2 equivalente – o que corresponde ao total gerado por todas as fontes de energia renovável existentes na Europa em 2009”, sustenta o CPI.
 
O grupo defende a “desregulamentação do mercado de arrendamento rural, além da inclusão desse mecanismo nas políticas nacionais que tenham como objetivo elevar o grau de desenvolvimento e produtividade no campo, ao mesmo tempo em que promovam o uso racional da terra e não prejudiquem o meio ambiente”.
 
A Climate Policy Initiative reúne analistas e consultores que trabalham para aprimorar as políticas mais relevantes de energia e uso da terra em diversos países, com um foco em finanças. Trata-se de uma organização independente, parcialmente apoiada por recursos da Open Society Foundations e tem escritórios regionais e programas no Brasil, na China, na Europa, na Índia, na Indonésia e nos Estados Unidos.
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