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Notícias

12/08/2013

Brasil pode bater mais recordes de milho quando superar desafio logístico

A segunda safra de milho, ou safrinha como é conhecida, baterá mais um recorde em 2013. Segundo estimativas, a produção deve bater em 45 milhões de toneladas, superando os 37 milhões registrados em 2012. Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), o ex-ministro Alysson Paolinelli, a cada ano, as safras de milho batem recordes, pressionando o governo a investir constantemente em armazenamento e transporte. "O Brasil não é como os Estados Unidos ou a Europa, que produzem todos os alimentos de uma vez. Nós temos de duas a três safras por ano e temos condições de aproveitá-las em suas totalidades, é necessário apenas planejamento", afirma Paolinelli.
 
Para Paolinelli, a questão da logística é fundamental para o sucesso de mais uma safrinha. "Precisamos melhorar as condições de nossas rodovias, portos, hidrovias e ferrovias. É um trabalho que deve ser feito em parceria entre o governo, a iniciativa privada e os produtores", reforça. Os altos preços de transporte também oneram o bolso dos agricultores brasileiros. "Enquanto os produtores norte-americanos gastam entre US$ 6 e US$ 10 para exportar uma tonelada de milho, o brasileiro paga até US$ 100. Não há como manter a competitividade brasileira sem uma logística eficiente."
 
Outra questão levantada por Paolinelli é sobre a capacidade de armazenagem. A capacidade estática dos armazéns brasileiros hoje chega a 140 bilhões de toneladas, enquanto a expectativa da safra ultrapassa 186 bilhões. "No Mato Groso, por exemplo, que produz quase metade da safra nacional, as cidades sofrem ainda mais com a falta de infraestrutura. Por mais que os produtores se esforcem, é impossível superar o problema sozinho. No Paraná e no Rio Grande do Sul, o cenário é mais favorável ao agricultor, pois a infraestrutura é melhor. Tudo é uma questão de logística. Enquanto houver falhas no sistema, haverá desperdício", conclui.
 
 
 
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