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Notícias

21/07/2014

Produtores que simplificam “Plantio Direto” reduzem eficiência da lavoura

Mesmo sendo uma das formas de manejo que mais apresenta benefícios, o “Plantio Direto” (PD) têm apresentado problemas como compactação do solo, erosão hídrica, quebra da estabilidade da produtividade e aumento do custo de produção, dizem pesquisadores da Embrapa. Grande parte dessas dificuldades pode ser atribuída ao manejo inadequado, por desconhecimento ou simplificação do conjunto de procedimentos. 

"Infelizmente, muitos agricultores optaram por uma 'simplificação' das técnicas e estão adotando o cultivo continuado de monoculturas sobre cobertura formada por espécies espontâneas; a semeadura em linha reta e, muitas vezes, morro acima e abaixo; e até a eliminação de terraços", diz o pesquisador Luís Carlos Hernani, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ).

Ele revela que, dos 32 milhões de hectares que adotam essa prática, em apenas 2,7 milhões de hectares são seguidos corretamente os preceitos preconizados pelos pesquisadores. Entre as recomendações, estão, principalmente, ausência de preparo do solo, rotação de culturas e cobertura permanente do solo.

Hernani aponta que essas são, provavelmente, as causas para os problemas que vêm ocorrendo em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ele diz ainda que a monocultura de soja/pousio ou sucessões contínuas do tipo soja/milho safrinha ou soja/milheto ocupa a esmagadora maioria da área total com plantio direto. 

Definir índices para qualificação do manejo em propriedades que adotam o PD pode ser um caminho para manter a eficiência do sistema. Para isso, a rede de pesquisa SoloVivo está trabalhando no desenvolvimento de ferramentas para a avaliação do PD, tanto em propriedades rurais como nas microbacias hidrográficas.

"Creio que o caminho é esse. Seria ótimo estabelecer um sistema de certificação do PD para todo o País e atividades agropecuárias. Isto exigirá ampla discussão e validação científica, nos moldes do que propõe o SoloVivo" afirma o professor Ricardo Ralisch, da Universidade Estadual de Londrina (PR).​
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