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25/08/2014

Argentinos têm sérias dificuldades para financiar próxima safra‏

Depois que a Argentina falhou em selar um acordo com 7% dos credores que não aceitaram o plano de reestruturação da dívida do país apresentado em 2005, o juiz arbitral Thomas Griesa ordenou que o país deveria pagar o total de US$ 1,3 bilhão para todos os credores no caso. O país sulamericano não aceitou a ordem, porque os outros 93% dos credores podem reivindicar o mesmo valor, levantando o total para US$ 17 bilhões. Com o impasse, desde o dia 31 de julho o país entrou em moratória técnica - o segundo 'default' em 13 anos.
 
Como consequência, a agência de risco Standard & Poor's rebaixou a Argentina de CCC - para o status SD (moratória seletiva). Isso significa que o país terá menos acesso ainda aos mercados e ao crédito internacional. E o que isso pode significar para os produtores de grãos? É o que responde reportagem do jornalista Luís Vieira, do Agriculture.com.
 
Em um ambiente com inflação anual de 30% a 40% e um governo entrando em moratória, as taxas de juros tendem a subir e os produtores devem ter mais dificuldades para financiar a próxima safra, apontam vários especialistas. A Associação Argentina do Consórcio Regional de Experimentação Agrícola (CREA) diz que se paga uma média de 40% de juros ao ano. O CREA também prevê que a área de milho deve cair pelo menos 25% na Argentina, tanto por ser a mais cara como pelos preços internacionais do cereal.
 
Como alternativa aos juros bancários, cerca de 50% dos produtores argentinos utilizam as bolsas locais para se financiar e aproximadamente 25% usam a soja como moeda e uma "conta poupança", mantendo a oleaginosa em silo-bolsas e vendendo apenas quando antigirem altos valores, de acordo com a Bolsa de Comércio de Rosario.
 
Cerca de 39% dos produtores de grãos do país precisarão financiar a próxima safra. A tendência, com isso, é que os estoques de soja comecem a ser vendidos logo para que exista dinheiro para comprar os insumos. "Os produtores endividados e os menos capitalizados venderão muito em breve os estoques. Somente os mais capitalizados permanecerão esperando pelo melhor valor da soja", explicou ao Agriculture.com a analista de mercado Lorena D'Angelo, de Rosario.
 
Lorena também disse que o acesso dificultado a crédito combinado com preços baixos de commodities e inflação de insumos são uma "bomba prestes a explodir". As vendas de insumos nas principais províncias produtoras apresentaram uma queda abrupta no primeiro semestre do ano e é atribuída a incerteza econômica vivida no país.​
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