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Notícias

03/09/2014

Condições climáticas ocorridas e tendências para os próximos meses

Durante o mês de agosto as precipitações continuaram com uma distribuição muito irregular, com volumes acumulados abaixo da média para a época do ano, na maior parte da Região Sul do Brasil. Os maiores volumes foram observados no leste da Região, enquanto no oeste os totais observados ficaram muito abaixo da média. No Paraná as áreas com maiores volumes ocorram no leste e centro-sul do estado, com totais próximos a 100 mm, já no oeste e nordeste as precipitações não passaram dos 30 mm. Na maior parte do Sudeste e Centro-oeste do Brasil, as precipitações também apresentaram volumes abaixo da média, para o mês de agosto. No Paraná, as áreas mais ao norte e oeste do estado, tem apresentado baixa umidade no solo, nas outras áreas o solo vem mantendo bons índices de umidade.
 
As temperaturas observadas na Região Sul do Brasil, apresentaram mudanças bruscas ao longo do mês e ficaram entre a média e levemente acima da média, na maior parte da Região. As temperaturas médias mais elevadas foram observadas no oeste do Paraná e oeste do R.G.do Sul, já no centro e leste da Região, as temperaturas ficaram dentro dos valores normais, para a época do ano.
 
O monitoramento da temperatura das águas da superfície do mar, no Oceano Pacífico Equatorial, seguem apresentando valores acima da média, com isto, continua a tendência da chegada de um novo “El Nino” no decorrer dos próximos meses. Os modelos de previsão climática, continuam indicando o estabelecimento do fenômeno climático “El Nino”, ao longo do segundo semestre deste ano e início do próximo ano.
 
Os prognósticos climáticos para os próximos meses, indicam uma melhor distribuição das precipitações, com volumes de chuva acima da média, no sul do Brasil e centro-sul da Região Centro-oeste.
 
As temperaturas devem variar entre o normal e levemente acima da média, mas ainda continuam com estas variações bruscas, ao longo de setembro em todo o centro-sul do Brasil. Ainda deveremos observar a entrada de massas de ar frio, mas a chance de formação de geadas é pequena e, se ocorrerem, devem ficar restritas às áreas mais altas do sul do Brasil.
 
Autor:
Luiz Renato Lazinski (Meteorologista/ INMET/MAPA)

Fonte: