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Notícias

05/09/2014

Expectativa segue firme

A consultoria INTL FCStone, divulgou ontem sua primeira estimativa para a safra 2014/15 de soja no Brasil. A área plantada ficou em mais de 31 milhões de hectares, configurando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Para Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, a área plantada deve passar de 8,8 milhões de hectares, número em linha com as previsões que já vinham sendo trabalhadas pelo mercado, a partir dos levantamentos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A nova safra recorde do Estado e do país começa a ser plantada em Mato Grosso, já no início na segunda quinzena do mês.

De acordo com os analistas da FCStone, a área no Estado terá crescimento anual de 5,71% - percentual ligeiramente acima da previsão ao país – ao passar de 8,40 milhões de hectares para 8,88 milhões. A previsão de oferta da oleaginosa é de 27,49 milhões de toneladas, contra 26,20 milhões da safra 2013/14. Já o Imea, vem trabalhando com área de 8,80 milhões de hectares e produção de 27,68 milhões de toneladas. A diferença na oferta do grão entre as duas estimativas está na previsão de produtividade. Enquanto a FCStone projeta redução de 3.120 quilos por hectare – 2013/14 – para 3.096 na nova safra. O Imea acredita em elevação na média estadual, de 51,9 sacas por hectare no ciclo anterior para 52,4 sacas. Ambas instituições acreditam na evolução da commodity, apesar das dificuldades já sinalizadas pelos analistas, em função da oferta mundial e da pressão das cotações.

“Mesmo com preços da soja em queda, refletindo um cenário internacional de maior folga no balanço de oferta e demanda, os produtores devem continuar o ciclo de expansão dos últimos anos. Considerando uma produtividade média dentro de condições climáticas normais, de 2.978 kg/ha, a produção brasileira atingiria um novo recorde, 93 milhões de toneladas em 2015”, aposta a FCStone.

A expectativa para o clima é de ocorrência do fenômeno El Niño moderado durante o período da safra, o que pode ser benéfico para as lavouras em muitas das regiões, especialmente naquelas em que o padrão climático costuma ser mais instável, como o Sul do país. Em setembro, o clima deve continuar mais seco do que o normal, permitindo os trabalhos de plantio sem atrasos consideráveis. Já em outubro e novembro, o nível de precipitação deve se normalizar, favorecendo um aumento da umidade do solo na fase de desenvolvimento vegetativo.

No balanço de oferta de demanda do próximo ano, são esperados aumentos no volume de esmagamento interno de soja e também nas exportações, motivados por aumentos das demandas. Internamente, dois fatores podem ser determinantes na elevação do consumo: o aumento da mistura de biodiesel no diesel, impactando a demanda por óleo de soja, e o possível aumento na demanda por farelo de soja para ração. Já a demanda externa, puxada pela China, deve continuar em crescimento, assim como vem ocorrendo nos últimos anos, pressionando os dois principais fornecedores de soja do mundo: o Brasil e os Estados Unidos. “Ainda assim, caso a produção recorde brasileira se confirme, os estoques de passagem poderão alcançar quase 7 milhões de toneladas. Isso significa um estoque em torno de 8% em relação ao uso total, nível considerado adequado, após três anos consecutivos de aperto”.

MILHO - A primeira estimativa da INTL FCStone para a safra 2014/15 de milho do Brasil trouxe uma área plantada de 6,21 milhões de hectares para o ciclo de verão, 4,7% inferior ao nível de 2013/14. “Uma redução de área na primeira safra já era esperada, em meio ao contexto de preços baixos do milho, com os produtores dando preferência para a soja. Como existe a possibilidade do plantio de uma segunda safra, a tendência é que a produção se concentre mais no inverno”. Mato Grosso é o maior produtor de milho do país, com 100% da sua produção reunida em segunda safra.
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