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Notícias

08/09/2014

Novo mercado à vista

Representantes do governo japonês estiveram sexta-feira (05) em Cuiabá para conhecer o sistema e funcionamento da pecuária bovina. Dois agentes da Agriculture & Livestock Industries Corporation (Alic), agência do Japão responsável pela segurança alimentar do país e pela indicação de novas parcerias comerciais com o resto do mundo, se reuniram com a diretoria da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e visitaram uma propriedade rural no município de Poconé, a 94 quilômetros da Capital. A liderança nacional na criação dos animais despertou o interesse do governo japonês pela bovinocultura mato-grossense, com 28,5 milhões de animais. “Entendemos que o Brasil é um grande exportador de carne e que Mato Grosso é o maior responsável por essa condição. Por isso, decidimos visitar o Estado para conhecer de perto a realidade do setor”, disse o analista da Alic, Kenta Yonemoto.
 
Ele lembrou que a China e os Estados Unidos já compram carne do Brasil. “Estamos também de olho nesse negócio, mas precisamos saber como funciona a pecuária e qual a condição atual da sanidade animal depois que foi constatado o mal da vaca louca no Paraná, em 2012”.
 
Para o presidente da Acrimat, José João Bernardes, a visita é importante para comprovar que a pecuária mato-grossense consegue atender às exigências do mercado exterior, principalmente no aspecto sanitário. “Ressaltamos a importância do Fundo de Emergência de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa) para o controle sanitário do Estado. Todas as propriedades são ecologicamente corretas”, ressaltou.
 
Além da questão sanitária, o proprietário da fazenda visitada, Mário Candia, disse que os japoneses estavam bem interessados nas formas de controle da genética. “A simplicidade para tratar os animais, que acabam influenciando o custo da produção é um motivo para que Mato Grosso venha a ser um fornecedor de carne bovina para o Japão. O custo diferenciado pode aumentar a competitividade do Estado no mercado internacional”.
 
O secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Mato Grosso (Sedraf), Luiz Carlos Alécio, acredita que, se concretizada as relações comerciais entre Brasil e Japão, os produtores de Mato Grosso terão condições de atender essa demanda. Segundo ele a produção pode dobrar de tamanho somente com o uso de tecnologia, incrementando a produtividade, ou seja, mais animais por hectare.
 
Ao final da visita, o diretor executivo da Alic, Hiroto Takahashi, disse estar muito impressionado com a qualidade do rebanho. “É a primeira vez que vejo uma propriedade rural de perto e é muito diferente do que tinha imaginado”. Para ele, a disponibilidade dos insumos para a pecuária é um diferencial de Mato Grosso. “O custo de produção é bem inferior ao que vimos nos Estados Unidos. Porém, o custo Brasil, cujo conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no país, atrapalham as relações comerciais com o Japão”.
 
Mesmo assim, o representante do governo japonês disse que há muito interesse na aquisição da carne bovina brasileira. “O mundo está de olho no Brasil e não podemos ficar fora dessa tendência, já que o país é, sem dúvida, a chave do abastecimento mundial”. Além de Mato Grosso, os japoneses visitaram São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Brasília.
 
Atualmente, o maior consumidor da carne bovina do Estado, no acumulado deste ano, é a Venezuela com negócios de US$ 188,25 milhões.
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