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Notícias

11/09/2014

Produtor de milho busca recuperação no desempenho positivo das carnes

Em vista da queda de 58,5% nas exportações de milho para a primeira semana de setembro, em relação a 2013, representantes do setor buscam apoio na expansão das vendas de proteína animal para o mercado externo, fato que deve gerar uma demanda extra do grão para alimentação.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na segunda-feira (8) mostram que as exportações de milho no País somaram 340,5 mil toneladas entre os dias um e cinco de setembro. Para o período, foi gerada receita de US$ 63,1 milhões, com preço médio de US$ 185,20 por tonelada - o que representa um recuo de 17,3% comparado ao mesmo mês de 2013. Na comparação com o mês de agosto passado, as vendas do grão caíram 44,2%, porém a um valor 4,1% maior.

Em entrevista ao DCI, o presidente da Câmara Setorial de Milho e Sorgo no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),Cesário Ramalho, conta que o ministro Neri Geller está "ciente e empenhado na recuperação do setor", em constante contato com os representantes da cadeia de carnes, que podem auxiliar os milhocultores gerando demanda para alimento de bovinos, suínos e aves.

"São ações conjuntas. Estão acontecendo os leilões Pepro [Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural] e agora, com a abertura de novos mercados para a proteína animal, quanto mais houver confinamento de engorda, por exemplo, mais milho nós poderemos oferecer", explica.

Após os embargos russos para compra de produtos agropecuários de países da União Europeia e Estados Unidos, o mercado brasileiro despontou como um dos principais países a suprir esta lacuna de importações da Rússia.

Apesar das quedas no nível de vendas internacionais do milho, o analista do Safras & Mercado, Paulo Molinari, diz que o País precisa exportar entre 23 e 25 milhões de toneladas da commodity até meados de janeiro para tirar esta produção, que ainda é proveniente do período de 2013/2014, do mercado doméstico e não derrubar mais os preços.

"Está acontecendo o que vinha sendo previsto. A safra americana recorde, de 360 milhões de toneladas, entra para comercialização a partir deste mês e os preços estão caindo aos níveis de 2010", enfatiza o especialista de mercado. Ramalho destaca que, na região Norte, já existem sacas do produto sendo vendidas a menos de R$ 10, cobrindo apenas os custos de produção.

"A segunda safra cresceu demais e gerou um desequilíbrio, mas é importante escoarmos este excedente para fora", completa Cesário.

Com foco na expansão em países asiáticos, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alisson Paolinelli, acredita que o País conseguirá exportar entre 20 e 25 milhões de toneladas do grão da última safra. "Estamos planejando uma turnê para a Ásia até o mês de novembro, para tentar vender nosso produto à China, Coreia e Bangladesh, por exemplo", diz.

Diante desse cenário, estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) já apontam novas reduções da área na primeira safra de 2014/2015.

"Deve diminuir em cerca de 5% no plantio de verão, para substituição por soja, mas a segunda safra deve ser mantida", estima Paolinelli.
 
 
Leilão

Com o objetivo de escoar mais 1,8 milhão de toneladas de milho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, amanhã (11), o próximo leilão Pepro para Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão e Piauí. O produto in natura ou processado não pode ter como destino as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste (exceto RJ, ES e MG), assim como Bahia, Maranhão, Piauí, Sergipe, Pará, Rondônia e Tocantins.
 
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