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Notícias

16/09/2014

Condições climáticas favorecem plantio da safra de milho no Rio Grande do Sul

As condições climáticas registradas na última semana beneficiaram os trabalhos de plantio da nova safra de milho no Rio Grande do Sul, bem como o desenvolvimento inicial das lavouras recentemente implantadas. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11/09) pela Emater/RS-Ascar, estima-se que, no momento, 20% dos 876 mil hectares a serem cultivados no Estado já foram semeados, percentual igual ao registrado no ano passado nesta mesma época.

As primeiras áreas semeadas com milho se concentram especialmente no Norte e Noroeste do Estado, regiões onde, tradicionalmente, inicia o plantio da cultura. Nas regiões Fronteira Noroeste e Missões, esta fase já alcança 58% dos 99 mil hectares projetados para a lavoura de milho, um ritmo considerado acelerado. Nas demais regiões, os trabalhos serão intensificados durante o mês de setembro.

Com relação às principais culturas de inverno do Rio Grande do Sul, o trigo encontra-se na fase de perfilhamento, com rápida evolução para os estágios produtivos de emissão da espiga, floração e formação de grão. As lavouras apresentam bom padrão e não são constatados problemas significativos com pragas e doenças. A canola, outra cultura de inverno, está principalmente em fase de formação das síliquas e de enchimento dos grãos. Em decorrência das geadas ocorridas há algumas semanas — que prejudicaram o potencial produtivo de algumas áreas —, muitos produtores tiveram que acionar o seguro agrícola. A expectativa de produtividade média para a cultura é de 1.500 kg/ha.

As lavouras de cevada, gramínea cuja produção se destina quase que totalmente às indústrias de malte/cervejas, encontram-se nas fases de emborrachamento e formação das espigas, mantendo ainda bom padrão de lavouras (densidade de plantas e sanidade). Os produtores estão realizando a segunda aplicação de fungicida, visando prevenir o aparecimento de moléstias fúngicas. A produtividade estimada é de três toneladas por hectare.

No Vale do Paranhana, a batata da 1ª safra está na fase de preparo do solo para plantio. Na Serra Gaúcha, os produtores já estão finalizando a semeadura. Já nos Campos de Cima da Serra, onde se concentram as grandes áreas, os agricultores continuam realizando o preparo do solo e alguns já iniciaram o plantio.

Na região da Serra Gaúcha, os produtores de pêssego ainda contabilizam os estragos causados aos pomares pelas baixas temperaturas registradas em meados de agosto. A variedade chimarrita, a mais cultivada na região, foi a mais afetada. Os pessegueiros estão abortando um considerável número de flores e frutos, além de apresentarem baixa quantidade folhas. Esse fato, conforme os técnicos da Emater/RS-Ascar, pode ocasionar ainda maiores perdas pela queda prematura de frutos, por nutrição deficiente das plantas e excessiva insolação.

Com a proximidade da primavera e o aumento do número de horas de luz por dia, os campos nativos começam a rebrotar, ainda que este processo ocorra de forma lenta e impeça, por enquanto, o aumento na carga de pastoreio. As pastagens cultivadas de inverno seguem dando suporte aos rebanhos, sendo intensamente utilizadas nas regiões produtoras de grãos (Norte do Estado).
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