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Notícias

20/08/2013

Meteorologistas preveem ausência de El Niño e La Niña neste trimestre

O boletim do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com previsões climáticas para o trimestre de agosto a outubro de 2013, elaborado no fim de julho, indica para a possibilidade de aquecimento das águas superficiais da faixa equatorial do oceano Pacífico. A perspectiva, no entanto, é de manutenção da neutralidade do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (Enos), o que significa ausência de El Niño e La Niña até outubro.
 
O Enos é uma interação atmosfera-oceano associado a alterações da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e dos ventos na região do Pacífico Equatorial. As fases positivas e negativas são denominadas de El Niño e La Niña, respectivamente.
 
Entretanto, é importante citar que o modelo do National Centers for Environmental Prediction/National Oceanic and Atmospheric Administration (NCEP/NOAA) indica o aquecimento das águas superficiais do oceano. Se a previsão se confirmar, as temperaturas marítimas podem contribuir para a mudança dos padrões de precipitação observados sobre o Brasil nos próximos três meses.
 
Precipitação no Brasil
 
Uma previsão elaborada em consenso por entidades meteorológicas prevê um regime deficiente de chuva para o noroeste da região Norte e para o Centro-Sul do país nos próximos três meses. A probabilidade de ocorrência de chuva abaixo do normal para a primeira região citada deve ser de 40%. Já no Sul, sul de Mato Grosso do Sul e sudoeste e sul de São Paulo, 45% da incidência de precipitação deve ser menor do que o normal para o período. Os dados são do Inmet, do CPTEC, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
 
A previsão ainda indica uma tendência de chuva normal a ligeiramente acima da média para uma área que abrange o leste do Norte (Amapá, Pará e Tocantins), o nordeste de Mato Grosso e o oeste de Maranhão. Um regime de chuva semelhante deve ocorrer no trecho do Recôncavo Baiano até Alagoas.
 
Em relação às temperaturas, a previsão para o trimestre é de normalidade na região Sul e um padrão entre normal a acima do normal para as demais áreas do Brasil. Há possibilidade de incursões de massas de ar frio no Centro-Sul, especialmente no início do trimestre, que podem atingir parte do Centro-Oeste e o sul da região Norte. Em agosto, ainda há possibilidade de formação de geadas e nevoeiros ao amanhecer, principalmente no Sul e no Sudeste.
 
Análise de junho
 
Em junho deste ano, oito frentes frias influenciaram o regime de chuva do país, sendo que seis desses sistemas atuaram durante a segunda quinzena do mês. A maioria das frentes frias de junho atingiu as regiões Sul e Sudeste, mas a sexta frente fria, que atuou entre os dias 21 e 24, influenciou parte do Centro-Oeste e o sul da Bahia.
 
Com relação aos totais de precipitação, o maior destaque foi o excesso de chuva em parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, em especial no Paraná. De acordo com o Inmet, os volumes acumulados foram de cerca de 422 milímetros em Ivaí (PR) e 345 milímetros em Campo Mourão (PR) e em Irati (PR), onde as médias climatológicas são da ordem de 100mm e 120mm, respectivamente.
 
Na região Nordeste, foram observados volumes acumulados expressivos no período, como em João Pessoa (PB), que registrou cerca de 490mm, em Recife (PE), com cerca de 480mm, e em Natal (RN), com um total de 400mm (nessas capitais, as médias climatológicas são de cerca de 345mm, 380mm e 200 mm, respectivamente).
 
Tendência de queimadas
 
De acordo com os meteorologistas, no trimestre de agosto a outubro as queimadas são mais frequentes no país, em especial em Mato Grosso, Rondônia, Roraima, sul do Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí. No entanto, a tendência é de redução em relação à climatologia e aos anos anteriores.
 
Em outros países da América do Sul, as queimadas tendem a ser menos intensas no trimestre, com destaque para o norte da Argentina, Paraguai e Bolívia, em função do período normal de estiagem.
 
Em junho, foram detectados cerca de 3.900 focos de queimadas, de acordo com as imagens do satélite AQUA_M-T1, o que corresponde a um aumento de 45% em relação a maio. Em relação a junho de 2012, houve uma diminuição de 33% nos focos, sendo que as principais reduções neste ano foram verificadas no Piauí (80%, com 260 focos), Maranhão (45%, com 500 focos), Bahia (50%, com 200 focos), Mato Grosso (30%, com 1630 focos), Tocantins (5%, com 870 focos) e Goiás (5%, com 200 focos).
 
Considerando a climatologia de quinze anos das queimadas para junho, observou-se redução significativa em Mato Grosso e em São Paulo, enquanto que no Tocantins e oeste da Bahia, houve aumento.
 
Nos demais países da América do Sul, houve redução de 30%, com destaque para Argentina (50%, com 700 focos), Bolívia (30%, com 2300 focos) e Colômbia (30%, com 200 focos). Por outro lado, no Paraguai houve aumento de 100% (325 focos).
 
Nível de precipitação para todas as regiões brasileiras
 
Neste trimestre, a chuva deve ser abaixo do normal climatológico no noroeste do Amazonas e oeste de Roraima, e de normal a ligeiramente acima da normal no Amapá, em Pará e no Tocantins. As temperaturas na região devem variar de normal a acima da normal climatológica.
 
Na região Nordeste, a incidência de chuva deve ser de normal a ligeiramente acima do normal no oeste do Maranhão e de Alagoas ao Recôncavo Baiano. As temperaturas variam de normal e acima da normal climatológica.
 
No Centro-Oeste, a previsão é de baixa incidência de chuva no sul de Mato Grosso do Sul e de normal a ligeiramente acima do normal no nordeste de Mato Grosso. As temperaturas variam de normal e acima da normal, com possibilidade de episódios eventuais de friagem no oeste da região no início do trimestre.
 
No sudoeste e sul de São Paulo, a chuva deve ficar abaixo do normal. Nas demais áreas, a previsão indica o comportamento climatológico com igual probabilidade para as três categorias. As temperaturas variam entre a normal e acima da normal climatológica, com possíveis incursões de massas de ar frio mais intensas nos primeiros meses.
 
O Sul terá probabilidade de ocorrência de chuva abaixo do normal. As temperaturas devem ficar em torno da média climatológica, com possíveis incursões de massas de ar frio intensas nos primeiros meses.
 
 
Fonte: